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Tortelier rege Osesp em programa francês (27/5/2009)

Com regência de seu novo titular, o maestro francês Yan Pascal Tortelier, a Osesp apresenta nesta semana mais um repertório no âmbito do Ano da França no Brasil. As três apresentações (quinta, sexta e sábado) contam também com um solista francês - o violoncelista Xavier Phillips. O repertório terá Alborada del gracioso, de Maurice Ravel, uma obra do compositor contemporâneo Henri Dutilleux, Tout un Monde lointain, e a bela Sinfonia Fantástica, de Berlioz.

Nascido em Paris, em 1971, o violoncelista Xavier Phillips conquistou diversos prêmios internacionais em concursos como de Belgrado, o Tchaikovsky em Moscou, o Rostropovitch em Paris e o de Helsinque. Apresenta-se regularmente com grandes orquestras como a Nacional da França, de Paris, de la Suisse Romande; as filarmônicas da Rádio França, do Teatro alla Scala de Milão, de Nova York; e as sinfônicas de Berlim, Nacional de Washington entre outras, sempre a convite de importantes regentes como Riccardo Muti, Christoph Eschenbach, James Conlon, Marek Janowski, Serge Baudo, Vladimir Fedoseyev, entre outros. Xavier Phillips toca um violoncelo Matteo Gofriller de 1710.

Leia a seguir informações sobre o repertório fornecidas pela assessoria de imprensa da Fundação Osesp

Maurice RAVEL
Ciboure (França), 7 de março de 1875 / Paris (França), 28 de dezembro de 1937
Alborada del Gracioso
Duração aproximada: 7 minutos / Ano da composição: 1918

Uma parcela importante da obra orquestral de Ravel nasceu destinada a outro meio sonoro, em geral o piano. Foi exatamente o que aconteceu com Alborada del Gracioso, originalmente integrante do rutilante e labiríntico ciclo para piano Miroirs (Espelhos), de 1905, que o compositor orquestrou de maneira superiormente brilhante em 1918. O título da obra faz referência a uma personagem caricata. Desejando também ser ‘teatral’, o compositor utilizou uma linguagem com características espanholas e alternou a música entre o sério e o irônico, deixando-a ambígua, apaixonada e bizarra. E, com uma postura paradoxal, a suntuosidade da partitura eleva, por vezes, o volume da orquestra de tal forma que, se fosse mesmo uma serenata, acabaria por acordar a cidade inteira. A festiva alegria, normalmente associada à Espanha, inspirou vários compositores franceses românticos, a começar por Bizet. Ravel, por sua vez, encantou-se com os ritmos obsessivos e frementes e com a agilidade dos guitarristas do flamenco, com as notas repetidas velozmente. Vale lembrar que sua mãe tinha ascendência basca. Na coleção original de Miroirs, as peças para piano ostentavam grandes dificuldades de execução, porque Ravel as queria assim, a fim de que elas não fossem possíveis para pianistas amadores, segundo o próprio músico. Todas as peças dessa coleção exibiam inovações de textura, intrincadas e simultâneas distribuições das linhas melódicas. Para a transposição orquestral Ravel não perdeu nada disso, a começar pela violência da expressão. Assim, fez com que a sua Espanha soasse palpitante e excessiva, dotada de forte rítmica compartilhada por vários naipes da orquestra, enriquecida pela presença de castanholas, crotales e xilofone, na parte percussiva. A Alborada tem início com um ritmo de dança que ganha intensidade e colorido, explodindo em momentos nos quais toda a orquestra participa. Em seu centro há um episódio inesperado: passada a fúria orquestral, um solitário fagote enuncia uma longa, misteriosa e melancólica melodia. Não se sabe ao certo ser ela meramente sentimental ou, então, uma paródia de algum sentimento mais nobre e verdadeiro. Mas o ritmo de dança frenética é retomado, pondo fogo à orquestra inteira. No final, um crescendo arrebatador coloca fim a essa imagem de sonho iluminada pelas cores fortes da farta imaginação orquestral do autor.

Henri DUTILLEUX
Angers (França), 22 de janeiro de 1916
Tout un Monde lointain
Duração aproximada: 26 minutos / Ano da composição: 1970

O nonagenário Henri Dutilleux é o decano da música francesa atual. Na juventude, foi apaixonado pela música de Ravel, de Debussy e também pela de Stravinsky e de Bartók. Foi o ganhador do prestigioso Grand Prix de Rome, que o levou à capital italiana durante a década de 1930. Voltou de lá por causa da Segunda Guerra e parece ter sido nesse período que ele destruiu quase tudo o que compusera até então, por julgar suas obras imaturas. Seu catálogo produtivo, reiniciado durante a década de 1940, possui belas e refinadas peças destinadas à orquestra, como o balé Le Loup (O Lobo), de 1953, a Sinfonia nº 2 - Le Double (O Duplo), de 1958-59, as cinco peças para orquestra intituladas Métaboles, de 1965, Mystère de l’Instant (Mistério do Instante) para 24 cordas, cimbalão e percussão, de 1989, e The Shadows of Time (As Sombras do Tempo), de 1997 - esta última executada em estreia brasileira pela Osesp, em 2007. Ainda que tenha recebido influência de alguns músicos, Dutilleux transformou tudo em matéria indiscutivelmente sua. Nunca se filiou a nenhuma escola em particular, nem fez parte de grupos, pois sempre desejou manter-se fiel ao seu credo individual. Em 1966, ele definiu o caráter de toda a sua produção, afirmando rejeitar tudo que era pré-concebido. A composição de Tout un Monde lointain deu-se entre 1968 e 1970, por encomenda do violoncelista russo Mstislav Rostropovich (1927-2007), a quem a obra seria dedicada. Esse concerto para violoncelo fez enorme sucesso na sua estreia, no Festival de Aix-en-Provence, em julho de 1970. A peça iniciava assim uma carreira brilhante, graças também à presença eletrizante do artista que a encomendara. No
instante em que começou a escrever esse concerto, Dutilleux relia, apaixonado, a poesia do simbolista Charles Baudelaire (1821-1867) e alguns de seus versos deram início a cada um dos cinco movimentos da obra. Segundo o compositor, ele não procurou imitar musicalmente os textos literários, mas criar ambientações a partir deles. São dadas ao solista muitas passagens de arrepiante dificuldade de execução, o violoncelista é frequentemente convidado a participar da trama musical como um elemento concertante, indo do apaziguamento ao frenesi, sem jamais abdicar do seu cântico apaixonado. Musicalmente, a partitura se aparta do gênero tradicional do concerto, vivendo da combinação de vários temas que se espalham pelos cinco movimentos, sem que, entretanto, essas melodias sejam ligadas obrigatoriamente umas às outras.

Hector BERLIOZ
La Côte-Saint-André (França), 11 de dezembro de 1803 / Paris (França), 8 de março de 1869
Sinfonia fantástica, Op.14
Duração aproximada: 54 minutos / Ano da composição: 1830

Nos concertos das primeiras décadas do século XIX, imperavam, além das instrumentações infalíveis de Beethoven, as alegrias cheias de impulso do ainda clássico Rossini. Mas já havia promessas de novidades no domínio orquestral. E uma delas nasceu na noite de 5 de dezembro de 1830, em Paris. Foi quando estreou a Sinfonia fantástica, Op.14 de Berlioz. A nova obra levou parte do público a um entusiasmado delírio, ao passo que outra parcela da plateia manifestou o seu sentimento de repugnância por ela através de estrondosa e demorada vaia. Até então, ninguém ousara ser tão personalista no domínio sinfônico, pois o autor confessou que a partitura era nada mais nada menos que “um episódio da vida de um artista”! Com a Phantastique, Berlioz renovou o aparato orquestral, apresentando inéditos gestos sonoros, fazendo com que sua nova concepção orquestral revelasse uma música original e de forte impacto emotivo. O universo sonoro trazido à tona pela revolucionária ideia orquestral da Sinfonia fantástica é muito rico. Entre suas inúmeras inovações está a grande e pesada massa instrumental, exigindo uma ampliação do naipe das cordas. Além disso, Berlioz ousou escrever para contrabaixos divididos em quatro partes e utilizou de maneira expressiva instrumentos normalmente excluídos de sinfonias (o agudíssimo clarinete piccolo, o rústico trompete francês e o par de harpas funcionando como solistas). O compositor também teve a audácia de iniciar um andamento com o pouco habitual corne-inglês e deu um tratamento especial a percussão. Em vez dos quatro habituais movimentos de uma sinfonia, Berlioz criou cinco episódios, a fim de injetar na obra um conjunto maior de quadros expressivos. Além disso, concebeu uma “ideia fixa” (segundo o autor), uma melodia que surge nos primeiros compassos da obra, aflorando ao longo de toda a partitura, assumindo semblantes diferentes em cada uma de suas aparições, conforme o contexto em que ela aparece. Esse tema simboliza “a Amada”, que pode ser tanto bela e encantadora, como uma maléfica bruxa.

Serviço:
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Regência: Yan Pascal Tortelier
Solista: Xavier Phillips, violoncelo
Programa: Ravel, Dutilleux e Berlioz
Dias 28 e 19 às 21 horas. Dia 30 às 16h30 – Sala São Paulo

[Clique aqui para mais detalhes do Roteiro Musical.]



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