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Yoram David e pianista Alexandre Tharaud são os convidados da Osesp (2/6/2009)

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo se apresenta nesta semana (dias 4, 5 e 6) sob regência do maestro israelense Yoram David e com a participação do pianista francês Alexandre Tharaud. O programa terá de Mozart o Concerto nº23 em lá maior, K 488, de Benjamin Britten a Sinfonia de Réquiem, op. 20, escrita durante a estadia do compositor nos EUA, e a Sinfonia nº 5 em mi bemol maior, op. 82, do finlandês Jean Sibelius, composta à época da Primeira Guerra Mundial.

Nascido em Tel Aviv, Yoram David mudou-se para a Europa aos seis anos de idade, onde estudou piano, composição e regência na Academia Real de Música de Londres. Em seguida transferiu-se para Viena para estudar com Hans Swarowsky. David já trabalhou na Ópera de Frankfurt, na Ópera Bávara de Munique, Deutsche Oper am Rhein, em Düsseldorf, além de ter sido regente convidado de algumas das principais orquestras alemãs. Em 1984, foi nomeado diretor musical em Aachen.

Formado no Conservatório Nacional Superior de Música em Paris, o pianista Alexandre Tharaud começou sua carreira internacional quando ganhou o segundo prêmio no concurso ARD em Munique. Atualmente é convidado para tocar com orquestras internacionais na França, Canadá e Ásia, com regência de Stéphane Denève, Claus Peter Flor, Jean-Jacques Kantorow, Marc Minkowski, Georges Prêtre e Yutaka Sado. Também tem intensa atividade como camerista e diversas premiações por suas gravações de CDs. (Tharaud fará um recital solo na Sala São Paulo quarta-feira dia 3, apresentando música francesa – Rameau, Ravel e Couperin –, sua grande especialidade.)

Leia a seguir informações adicionais fornecidas pela assessoria de imprensa da Osesp.

Benjamin BRITTEN
Lowestoft (Inglaterra), 22 de novembro de 1913 / Aldeburgh (Inglaterra), 4 de dezembro de 1976
Sinfonia de Réquiem, op.20
Duração aproximada: 22 minutos / Ano da composição: 1940

Britten escreveu as primeiras peças aos quatro anos. Aos 12, havia reunido exercícios experimentais de timbres, melodias e harmonias. Aos 21, vivia exclusivamente de música, sobretudo na produção de trilhas radiofônicas e cinematográficas. Em 1930, aos 27, ingressou no Royal College of Music, de Londres, onde consolidou a formação acadêmica. Britten se situa entre os autores mais produtivos e versados do século XX. A Sinfonia de Réquiem (1940) é obra-chave no contexto do repertório do compositor (porque expõe com clareza a sua competência de pensador humanista da música). Foi concluída em 1940, durante estada de Britten nos EUA. Originalmente escrita a pedido do governo japonês, para comemorar o 2600º aniversário da dinastia imperial, estreou no ano seguinte em Nova York, sob a regência de John Barbirolli. Pode ser considerada a primeira obra de Britten para grande orquestra. Divide-se em três movimentos, indicados em latim: Lacrymosa, Dies irae e Requiem aeternam. Uma das peculiaridades dessa sinfonia: a tenaz solicitação das madeiras, em especial o saxofone-contralto, que participa das três partes. O Lacrymosa é denso e aveludado. A partir dos acordes graves e sombrios do início, evolui um canto fúnebre (cello, fagote) que, aos poucos, abrange todos os grupos sonoros. O Dies irae é feroz e agitado. Compulsivo no tremolo inicial – alonga-se conduzido por angustiante ritmo escandido, até atingir a plenitude numa dança macabra central.  O Réquiem aeternam retoma o espírito do primeiro movimento. Seu canto suave traduz uma evidente sugestão de equilíbrio e paz. É o mar calmo depois de domar uma furiosa tempestade.

Wolfgang A. MOZART
Salzburg (Áustria), 27 de janeiro de 1756 / Viena (Áustria), 5 de dezembro de 1791
Concerto nº 23 para piano em lá maior, K 488
Duração aproximada: 26 minutos

Em sua curta existência, apenas 35 anos, Mozart elaborou um dos mais extensos e variados conjuntos de partituras de toda a história da música. Desde sua primeira composição quando tinha apenas cinco anos, até o formidável Réquiem, K 626, inacabado, escreveu peças de quase todos os gêneros disponíveis em seu tempo. Aos 12, conduzido pelo pai, Leopold, também compositor, já havia se apresentado nos mais importantes polos culturais europeus. Por toda a vida Mozart escreveu concertos para piano. Ao apresentá-los, exibia com prazer não só o talento de compositor, mas, também, o de virtuose. Compôs o primeiro aos 11 e o último aos 35 anos, no final da vida. Os dez derradeiros são considerados obras-primas. Ao todo, foram 27. Técnica comum a todos: integração de uma ideia “séria” (discurso musical tão elaborado quanto numa sinfonia) a temas extrovertidos, melodiosos, de fácil memorização. Este Concerto nº 23 foi concluído em 2 de março de 1786. Organizado em três movimentos (allegro, adagio e allegro assai), este concerto se situa entre as obras mais maduras e “mais clássicas” da série vienense, preenchendo de maneira exemplar a intenção de Mozart de agradar, na mesma medida, especialistas e simples amantes da música. A obra ressalta a sensibilidade com que o compositor explora a tonalidade.

Jean SIBELIUS
Hämeenlinna (Finlândia), 8 de dezembro de 1865 / Järvenpää (Finlândia), 20 de setembro de 1957
Sinfonia nº 5 em mi bemol maior, op. 82
Duração aproximada: 30 minutos

Sibelius viveu 92 anos. Conheceu parte da segunda metade do século XIX e outro tanto do século XX. Testemunhou mudanças sócio-políticas drásticas em sua amada Finlândia. Aflito, acompanhou também as turbulências que abalaram a Europa – e o mundo – no decorrer de duas guerras mundiais. Nacionalista, idealizava a pátria livre. (Desde o século XIII, a Finlândia amargou o jugo de Suécia e Rússia.) Apaixonado pela natureza e contemplativo, desde criança, Sibelius sentiu-se atraído pelo peculiar encanto das paisagens finlandesas. O inverno toldado por dias inteiros de plena escuridão; o verão abençoado por dias longuíssimos, repletos de luz. Na planície do país, pontilhada por 180 lagos, resplandece a transparência. Espetáculo que se traduz na limpidez do sinfonismo sibeliano. Mas o gênio articulado e pungente do grande compositor manifestou-se tarde. Até quase os 30 anos, Sibelius não passava de um dedicado e querido professor de violino. Além de já ter em sua bagagem algumas belas composições, que, no entanto, careciam de originalidade. Na obra sibeliana há uma linha que evolui das primeiras composições estruturadas no pensamento romântico de Tchaikovsky (1840-93), Borodin (1833-87) e Grieg (1843-1907) até chegar à concepção clássica evidente nas obras maduras (sinfonias e poemas sinfônicos). Em 1880, Sibelius deparou-se com o encanto do Kalevala, poema sinfônico finlandês sobre a criação do universo. Este texto desencadeou-lhe a inspiração que faltava para definir a personalidade das obras que escreveria em seguida.
Compôs 12 poemas sinfônicos; dez suítes orquestrais; um famoso concerto para violino; obras de câmara, além de sete sinfonias. Voltado às grandes formas orquestrais, Sibelius revelou-se hábil arquiteto de sons e ágil no emprego da evolução temática, processo que consiste na inversão da ordem tradicional da forma sonata, por intermédio do desenvolvimento gradativo de imensas linhas melódicas a partir de células elementares. Composta e revista entre 1915 e 1919, a Sinfonia nº 5 em mi bemol maior, op. 84 é eminentemente pastoral. Irradia otimismo, embora tenha surgido à época opressiva da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). O movimento inicial é sombrio. O segundo movimento é delicado, idílico. Sem forçar contrastes, Sibelius conduz a sinfonia a um grandioso e denso final, rico em textura melódica, onde se destaca a atuação das trompas. Em anotações a respeito da Sinfonia nº 5, Sibelius lembra que trabalhou nela a partir de 1912. E que se projetou nessa obra imaginando-se paralisado em um vale profundo, prestes a escalar uma imensa montanha.


Serviço:
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Regência: Yoram David
Solista: Alexandre Tharaud, piano
Dias 4 e 5, às 21h; dia 6 às 16h30
Sala São Paulo

Recital solo do pianista Alexandre Tharaud
Dia 3 às 21 horas
Sala São Paulo

[Clique aqui para mais detalhes do Roteiro Musical.]



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São Paulo:

29/10/2017 - Orquestra Nacional do Capitólio de Toulouse

Rio de Janeiro:
22/10/2017 - Nadja Daltro - soprano, Marcelo Coutinho - barítono, Flávio Augusto - piano, João Daltro - violino, Ricardo Santoro e Davi Oliveira - violoncelos e Igor Levi - flauta

Outras Cidades:
24/10/2017 - Brasília, DF - Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro
 




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