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Violista Roberto Díaz se apresenta com a Osesp (26/8/2009)

Nos dias 27, 28 e 29 de agosto, o maestro húngaro convidado Gabor Ötvös volta a reger a Osesp na Sinfonia nº 1 do russo Prokofiev, na Sinfonia nº 9 “Do novo mundo”, do tcheco Dvorák, e no Concerto para viola, do húngaro Bela Bártok, que terá como solista Roberto Díaz. Um dos mais renomados violistas da atualidade, Díaz foi spalla das violas da Orquestra da Filadélfia durante 10 anos e é atualmente presidente do prestigiado The Curtis Institute of Music.

Leia a seguir mais informações sobre o repertório e os convidados fornecidas pela assessoria de imprensa da Osesp.

Sergei PROKOFIEV
Sontsovka, Rússia - 23 de abril de 1891/ Moscou, Rússia- 5 de março de 1953
Sinfonia nº 1 em Ré maior, op. 25 — Clássica
Duração aproximada 15 min / Ano da composição 1916-17

Na juventude, na Rússia, onde aperfeiçoou os estudos de música, Prokofiev era visto como “ovelha negra”. Suas obras dessa época costumavam divertir os colegas e deixar os professores horrorizados. O jovem Prokofiev, pianista dotado, compunha para o seu instrumento ora de maneira percussiva, ora de forma dissonante e agressiva. Isso ainda continua a ser bem notável em muitas de suas obras. Seu poderoso ciclo sinfônico de sete obras foi aberto em 1917, com a Sinfonia nº 1 em ré maior, op.25. Os mais tradicionalistas a consideraram apenas uma piada de mau gosto. Entretanto, essa impressão logo se desfez, deixando espaço para a consagração de uma obra que revisitou o passado, com um misto de amor e de humor. Intitulada de Sinfonia Clássica, a partitura ainda hoje aponta para a dupla personalidade artística do autor: de um lado, um artista de vanguarda dado a experimentações cheias de audácia, e, de outro, um admirador apaixonado pelo rigor e pelas formas dos autores da segunda metade do século XVII. A concepção dos temas, os arquétipos formais e a clareza tonal nos parecem, hoje, uma risonha homenagem ao mundo de Haydn e de seus contemporâneos. No allegro inicial, repleto de vivacidade, as justaposições harmônicas apontam para a procedência moderna da obra. O trecho mais conhecido da obra é a gavotta — usada mais tarde no balé Romeu e Julieta.

Béla BARTÓK
Nagyszentmiklos, Hungria - 25 de março de 1881/ Nova York, EUA - 26 de setembro de 1945
Concerto para viola, Op.postumum
Duração aproximada 20 min / Ano da composição inacabado. Versão terminada por Tibor Serly em 1949.

Como muitos outros artistas de sua época, o húngaro Béla Bartók viu-se obrigado, em 1940, a abandonar a Europa, por causa da Segunda Guerra Mundial. Passou os últimos anos de sua produtiva vida nos EUA, onde enfrentou dificuldades materiais e quase nenhum reconhecimento profissional, antes de morrer em 1945 vítima de uma leucemia, e deixando duas partituras inacabadas — o Terceiro Concerto para Piano e o Concerto para Viola. Apenas 17 compassos faltavam para a finalização do concerto de piano, entretanto, a obra para viola necessitou de grande trabalho do amigo Tibor Serly, que recebeu apenas esboços, nem sempre com indicações de orquestração. Foi preciso ordenar as informações e indicações, lembrando-se de sugestões que lhe foram feitas pelo próprio autor. E foi nesse ritmo – em três movimentos interligados – que a obra acabou sendo oferecida ao público em 1949. O allegro moderato inicial é aberto por uma virtuosística balada melancólica dada à viola solista. Paulatinamente, a orquestra cresce baseada em cores fortes e vibrantes.

Antonín DVORÁK
Nelahozeves, República Tcheca - 8 de setembro de 1841 / Praga, República Tcheca - 1º de maio de 1904
Sinfonia nº 9 em mi menor, op.95 – Do novo Mundo
Duração aproximada 40 min / Ano da composição 1893

A carreira do tcheco Dvorák levou-o de organista obscuro a músico festejado internacionalmente. Dirigiu o Conservatório de Nova York de 1892 até 1895 e nesse ‘período americano’, mais exatamente de 1893, compôs a sua nona e derradeira sinfonia, obra logo apelidada de “Do novo Mundo”, estreada Carnegie Hall sob calorosos aplausos. Sobre a influência que a música da América teria exercido sobre sua obra, o próprio compositor foi bem claro: “Simplesmente compus temas pessoais, dando a eles certas particularidades da música dos negros e dos peles-vermelhas. E, servindo-me desses temas como assunto, eu os desenvolvi por meio de todos os recursos do ritmo, da harmonia, do contraponto e das cores da orquestra moderna”.

Regente
Gabor Ötvös – primeira vez com a Osesp
Estudou música em sua cidade natal – Budapeste, na Hungria – e na Itália, antes de começar a carreira como regente principal na Sinfônica de Hamburgo, em 1961. Em 1964, incorporou a cidadania alemã e, três anos depois, tornou-se primeiro regente da Ópera de Frankfurt. A estreia americana ocorreu na Ópera de Nova York, em 1969, e no Metropolitan Opera House, em 1971. No ano seguinte, uniu-se à Ópera de Augsburgo como diretor artístico e diretor da Ópera. Em 1981, a Ópera Real de Copenhague concedeu-lhe o título de regente real, atualmente, é o principal regente convidado do Teatro Municipal de Santiago do Chile e da Ópera Australiana. Conduziu orquestras como as filarmônicas de Berlim, Paris, Real de Londres, Nacional de Budapeste; as sinfônicas de Viena, Toronto, Sidney e Santa Cecília de Roma, além de reger produções operísticas em teatros como o da Ópera Estatal de Berlim, Hamburgo, Veneza, Nápoles, Toronto, Melbourne, Sidney, Metropolitan de Nova York, Colón de Buenos Aires e no Teatro dell’Opera de Roma. Em 2000, foi condecorado com a Ordem do Mérito da República Alemã. Compromissos recentes incluem Elektra, com a Ópera de Roma; As Fadas de Wagner, em Cagliari; concertos com a Orquestra Dell’Arena de Verona, em Bologna, e na Opéra de Nice; concerto de gala com o tenor Peter Seiffert e a soprano Petra Maria Schnitzer, em Hannover; Romeu e Julieta com a MDR de Leipzig; Parsifal de Wagner no Teatro La Fenice, em Veneza, e uma série de Tannhäuser, nas Óperas de Hamburgo, Dresden, San Diego e no Japão.

Solista
Roberto Díaz – primeira vez com a Osesp
Violista de reputação internacional, Roberto Díaz é presidente e diretor executivo do Curtis Institute of Music. Como professor de viola no Curtis e, anteriormente, principal violista da Orquestra de Filadélfia, Roberto Diaz contribuiu significativamente com o cenário musical americano. Apresentações recentes incluem concertos com orquestras como a Filarmônica Holandesa (e Yakov Kreizberg), as sinfônicas de Kansas (e Michael Stern), de Fort Worth (e Miguel Harth-Bedoya), do Novo Mundo (e Michael Tilson Thomas), Nacional da Cidade do México (e Carlos Miguel Prieto), de Barcelona (e James Judd), Bilbao (e Juanjo Mena), do Principado de Astúrias (e Krzysztof Penderecki), entre outras. Além de ter colaborado com o Emerson String Quartet, tocou com músicos como Emanuel Ax, Yefim Bronfman, Christoph Eschenbach, Yo-Yo Ma, Wolfgang Sawallisch e Isaac Stern. Integra o Díaz Trio, com o violinista Andrés Cárdenes e o violoncelista Andrés Díaz. Roberto Díaz foi o principal violista da Sinfônica Nacional Americana (NSO) – na época, sob a direção de Mstislav Rostropovich –, membro da Sinfônica de Boston (sob coordenação de Seiji Ozawa) e da Orquestra de Minnesota, sob coordenação de Sir Neville Marriner. Lançou um CD com transcrições – todas de William Primrose – de obras para viola e piano, gravadas com o Robert Koenig (Naxos), indicado para o Grammy de 2006.

[Clique aqui para mais detalhes do Roteiro Musical.]



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