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Prepare-se para o concerto da Osesp (11/3/2010)

Na apresentação desta noite, Yan Pascal Tortelier comanda a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (reapresentação dias 12 e 13), com obras de Paul Dukas, Debussy e Richard Strauss. Além do Coro da Osesp, o violoncelista Guy Johnston participa dos concertos.

Leia abaixo os comentários das obras e biografia dos solistas, em material fornecido pela Osesp.

 

Paul Dukas

Paris, França — 1º de outubro de 1865 / Paris, França — 17 de maio de 1935

La Péri: Fanfare

Duração aproximada: 3 minutos / Ano da composição: 1912

O compositor francês Paul Dukas é principalmente lembrado como o autor de O Aprendiz de Feiticeiro —trilha sonora para as estrepolias de Mickey no eterno Fantasia, de Walt Disney — Paul Dukas. Entretanto, isso não reflete sua importância para a música francesa, tendo em vista que foi um compositor muito reconhecido e respeitado. Parte de sua vida foi dedicada ao ensino de música e à crítica musical e este último trabalho teve ligação direta com sua própria produção, sendo ele mesmo alvo de suas críticas. Diz-se que, por conta disso, destruiu completamente muitas de suas composições antes de terminá-las. Uma das obras que Dukas terminou foi o balé La Péri. Pronta em 1911, a Péri do título é uma espécie de anjo do sexo feminino. Ela é a guardiã da Flor da Imortalidade, escondida no templo de Ormuzd, no Fim do Mundo, e cobiçada por magos que enviam um mensageiro na tentativa de roubá-la. A partitura tinha sido encomendada a Dukas pela prestigiosa companhia Les Ballets Russes de Sergei Diaghlev. O legendário Nijinsky seria Iskender, mas a produção foi cancelada. La Péri estreou apenas em 22 de abril de 1912 no Théâtre du Châtelet, tendo no papel de Iskender o bailarino russo Alfred Bekefi. Como a música de La Péri começa muito suavemente e Dukas julgava conhecer um ruidoso público parisiense, ele decidiu introduzir, antes do balé, a "Fanfare pour précéder La Péri", a cargo da seção de metais da orquestra. Curiosamente, a "Fanfare" acabou se tornando o trecho mais conhecido do balé, frequentemente executado como número independente.

 

Richard Strauss

Munique, Alemanha — 11 de junho de 1864 / Garmisch-Partenkirchen, Alemanha — 8 de setembro de 1949

Don Quixote, Op.35

Duração aproximada: 38 minutos / Ano da composição: 1896–97

Salomé, Op.54: Dança dos Sete Véus

Duração aproximada: 10 minutos / Ano da composição: 1905

O romance Don Quixote de La Mancha, do espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616), tem sido uma das grandes fontes de inspiração dos compositores clássicos. Um destes compositores foi Richard Strauss que, aos 34 anos — já reconhecido como um dos grandes regentes alemães e um dos principais jovens compositores de sua época — estreou seu poema sinfônico sobre o “cavaleiro da triste figura”. A prémière aconteceu em Colônia, em 8 de março de 1898, regida por Franz Wüllner. Escrita sob a forma de uma sinfonia concertante, na qual o violoncelo solista representa Don Quixote enquanto seu escudeiro Sancho Panza é descrito por uma viola, a obra é dividida em 12 partes: uma abertura, 10 variações e o final. Na época, as opiniões quanto ao novo poema sinfônico foram bastante díspares. Strauss chegou a ser acusado por alguns críticos de tentar competir com a obra de Cervantes. Já outros críticos falavam, por exemplo, em conflito entre técnica e inspiração. Ao que parece, o objetivo central de Strauss, de qualquer forma, era compor óperas. Depois de alguns trabalhos ainda preparatórios, o início real de sua carreira operística acontece em 1905 com a estreia em Dresden de Salomé, inspirada numa peça teatral de Oscar Wilde — por sua vez baseada no Evangelho de São Mateus. Na Jerusalém do ano 30 d.C., Herodes sofre de uma obsessão sexual por Salomé, sua enteada de 16 anos. Para convencê-la a dançar para ele, Herodes promete à jovem conceder-lhe qualquer coisa que peça. Salomé executa, então, a perturbadora “Dança dos Sete Véus”, que deixa Herodes extasiado à medida que os véus cobrindo o corpo da moça vão caindo um a um. Numa ópera de discurso musical contínuo, a “Dançados Sete Véus” é a única seção “autônoma”, destacável da partitura; por isso mesmo ganhou vida própria. Essa “Dança” foi o último trecho composto por Strauss nesta obra. Tanto cênica quanto musicalmente, a “Dança” é um dos pontos mais importantes da ópera. O diretor cênico da estreia, Willi Wirk, detalhou toda a coreografia com muito cuidado, mas nunca a viu ser executada, já que a soprano escalada para o papel, Marie Wittich, recusou-se a dançar, declarando que era tão escandalosa que poderia arruinar sua carreira. A solução de emergência, substituir a soprano por uma bailarina, acabou sendo reutilizada muitas vezes, em montagens seguintes.

 

Claude Debussy

St. Germain-en-Laye, França — 22 de agosto de 1862 / Paris, França — 25 de março de 1918

Noturnos

Duração aproximada: 25 minutos / Ano da composição: 1897–1900

Os Noturnos, com sua inovadora sonoridade e melodias fluidas, podem ser um bom exemplo de um período criativo mais maduro do compositor. Debussy era um fã da música russa, especialmente da obra de Mussorgsky, tendo estudado com afinco a suíte Quadros de uma Exposição. Para a criação dos Noturnos, Debussy procedeu da mesma forma que Mussorgsky, buscando inspiração numa série de pinturas impressionistas do americano James Whistler, que retratavam paisagens noturnas. A peça teve seus dois primeiros movimentos estreados em 9 de dezembro de 1900, em Paris, com a Orquestra Lamoreux. A apresentação da suíte completa aconteceu em 27 de outubro de 1901 e, como grande parte das obras que fogem do convencional, não foi bem recebida por crítica e público.

Solistas

Guy Johnston violoncelo - Primeira vez com a Osesp

Nascido em 1981, começou os estudos de violoncelo aos cinco anos de idade. Estudou com Steven Doane na Escola de Música Eastman em Rochester, Nova York, e continuou os estudos com Steven Isserlis no IMS Prussia Cove e com Ralph Kirshbaum. Ganhou prêmios como o BRIT de Revelação Inglesa (2002), Jovem Músico do Ano pela BBC (2000), Shell/LSO Gerald Macdonald, Musicians Benevolent Fund e Guilhermina Suggia. Ganhou notoriedade nos palcos de concertos internacionais depois da estreia em Londres, no BBC Proms, apresentando o Concerto para Violoncelo de Elgar com a Sinfônica da BBC e regência de Leonard Slatkin. Desde então, apresenta-se com as filarmônicas de Londres, da BBC e Real de Liverpool, sinfônicas da Cidade de Birmingham, da BBC Escocesa e de São Petersburgo, Manchester Camerata, Orquestra de Câmara Inglesa e Nacional Real Escocesa. Participou de turnês no Japão com as orquestras Katsushika, Senri e a Habiki Strings e de inúmeros recitais em Tóquio, Osaka, Hakone, Kumamoto, Otsu, Kawaguchi e Fukuoka. Apresentou-se com regentes como Daniele Gatti, Robin Ticciati e Alan Burbayev. É membro fundador do Aronowitz Ensemble.

 

Giovanni Pasini viola

Nascido em Roma, foi escolhido aos 26 anos, por Riccardo Chailly, para ser primeira viola da Sinfônica Giuseppe Verdi de Milão. Desde então, integrou, na mesma função, as óperas de Cagliari e Trieste, a Filarmônica da Malásia e a West Australian Symphony. Foi convidado para liderar o naipe de violas das orquestras Ópera de Lyon, La Monnaie (Bruxelas), de Granada, Filarmônica da BBC, BBC Wales, Sinfônica Toscanini, da Rádio Italiana e Les Violons Du Roy (Québec). Começou a estudar violino em Cagliari, aos 10 anos, e logo depois mudou para a viola. Graduou-se nos dois instrumentos e estudou composição com Franco Oppo. Em 1994, entrou na Orquestra Jovem Italiana e em 1996 foi selecionado tanto para a Gustav Mahler Jugendorchester quanto para a Orquestra Jovem da União Européia. Decidiu integrar a última, com a qual fez turnê pela Europa por dois anos sob a regência de Sir Colin Davis, Bernard Haitink e Gennadi Rozhdestvensky. Mudou-se para a França para estudar no Conservatório de Lyon e, em 2000, retomou sua pós-graduação, em Maastricht, Holanda, com orientação de Michael Kugel. Tocou com regentes como Lorin Maazel, Sir Neville Marriner, Gianandrea Noseda, George Prêtre, Riccardo Chailly, Rudolf Barshai, Kazushi Ono, Matthias Bamert e Claus Peter Flor. Apresentou-se como solista com a Orquestra do Teatro Lírico de Cagliari e a Filarmônica da Malásia e tocou junto com seu pai organista, Enrico, em diversos festivais pela Europa. Estreou obras escritas para ele pelo compositor italiano Mario Pagotto, várias delas gravadas no CD Dove Dimora La Luce, lançado em 2001 pela Velut Luna, e transmitidas pela Rádio Italiana. Giovanni é professor e nos últimos anos conduziu masterclasses nos conservatórios de Maastricht, Shangai e Singapura.

Serviço:
Orquestra Sinfônica de Estado de São Paulo
Regência: Yan Pascal Tortelier
Solista: Guy Johnston (violoncelo) e Giovanni Pasini (viola)
Sala São Paulo, dias 11, 12 e 13 de março

[Leia mais detalhes no Roteiro Musical.]

 



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