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Municipal transmitirá Butterfly ao vivo para praça (23/6/2008)

A ópera Madama Butterfly, de Giacomo Puccini, em cartaz no Theatro Municipal de São Paulo, terá a sua última récita – marcada para domingo, dia 29 de junho, às 17h00 – transmitida em tempo real para um telão instalado na Praça Ramos de Azevedo.

Assim, o público terá acesso livre para acompanhar uma das obras mais populares do gênero lírico, em montagem assinada por Jorge Takla (direção cênica), Tomie Ohtake (cenários) e Fabio Namatame (figurinos). Na récita de domingo, sob a batuta de Jamil Maluf, os solistas serão Eiko Senda (foto), Paul Charles Clarke, Licio Bruno e Silvia Tessuto, acompanhados pela Orquestra Experimental de Repertório e pelo Coral Lírico.

Leia a seguir o artigo feito por nosso colaborador, Lauro Machado Coelho, na edição de junho da Revista CONCERTO.

Madame Butterfly
Se Puccini, que mal falava inglês, se sentiu atraído pela Madame Butterfly de David Belasco, ao assistir à peça em Londres, foi porque seu instinto dramático o fez perceber o rendimento teatral que poderia extrair daquelas situações. Mas foi também porque, francófilo como era, deu-se conta de que poderia explorar um filão típico da dramaturgia francesa da segunda metade do século XIX: o estudo da incompatibilidade entre Oriente e Ocidente, do choque cultural e da carga de preconceitos que condena pessoas pertencentes a realidades muito distantes a serem infelizes nas relações pessoais. Cio-cio-san tem uma antepassada no palco francês, a jovem indiana filha de um brâmane, que se apaixona por um oficial inglês contra quem seu pai jurou vingança, porque ele violou involuntariamente o seu jardim sagrado.

Um dos elos mais interessantes entre a Butterfly pucciniana e a Lakmé de Léo Delibes, estreada em Paris em 1883, é o fato de que ambas têm ponto de partida no mesmo texto: a novela semi-autiobiográfica Le Mariage de Loti (1880), em que Pierre Loti conta a história de um oficial da marinha francesa que se casa, pelo ritual maori, com a bela taitiana Rarahu; e ela se consome de tristeza, depois que ele parte, à espera de que a sua nave volte. Tempos depois, Loti ampliou essa breve novela em um romance mais elaborado: Madame Chrysanthème (1887). Situou-o dessa vez no Japão e transformou a taitiana numa gueixa; mas o esquema dramático era o mesmo que Gondinet e Gille, os libretistas de Delibes, já tinham transferido para a Índia.

Em 1898, o romance Madame Chrysanthème foi condensado pelo americano John Luther Long em um conto intitulado Madame Butterfly, transformado em 1900, por David Belasco, na peça de teatro em que se basearia o libreto de Illica e Giacosa. Apesar de todos os desvios que deu até chegar à versão que conhecemos, a ópera de Puccini conserva muitos elementos de derivação francesa (embora, como sempre, assimilados por ele de maneira extremamente pessoal): a preocupação em criar cor local através de elementos musicais; a técnica de apresentação de personagem que sempre deixa a mais importante para o fim e – como na Lakmé – fazer a voz da personagem ser ouvida nos bastidores, antes de entrar em cena, para criar a curiosidade de saber quem é a pessoa a quem ela pertence; ou ainda a desenvoltura com que ele trabalha o grand morceau d’ensemble, manobrando todo um grupo de personagens, com situações e estados de ânimo variados (aqui, o grupo dos convidados, na cena do casamento, no primeiro ato).

Se quisermos ampliar ainda mais a genealogia de Cio-cio-san, é possível lembrar que Lakmé é o que já foi chamado de "uma versão em miniatura da Africana", de Meyerbeer, na qual também está presente o tema da incompatibilidade entre Oriente e Ocidente. Puccini conhecia todos esses modelos, assim como tinha familiaridade com a Madame Chrysanthème (1893) de André Messager que, por ser uma opereta, não tem um final trágico como o de seu melodrama. Selika, Lakmé e Cio-cio-san, portanto, formam a galeria das personagens infelizes, vítimas da impossibilidade da união entre pessoas de culturas diferentes. A heroína de Delibes tem apenas a sorte de ter-se apaixonado por um homem sensível, que a ama realmente, ao contrário do cafajeste egocêntrico que é Benjamin Franklin Pinkerton. Na verdade, Lakmé ainda está muito ligada às tradições românticas, enquanto Butterfly já passou pelo crivo verista, o que dá a sua história contornos mais cruéis. Mas, no fundo, é o mesmo o resultado da intrusão de um atraente estrangeiro no mundo fechado em que vivem essas vulneráveis criaturas.


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