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Osesp apresenta obras do argentino Osvaldo Golijov na presença do compositor [prepare-se para o concerto] (29/9/2010)

Entre os dias 27 de setembro e 2 de outubro, a Osesp recebe o compositor Osvaldo Golijov, um dos grandes nomes da composição contemporânea. Na quinta-feira, dia 30/9, o compositor dará master class para jovens compositores brasileiros, que poderão apresentar suas obras ao argentino. Nos dias 30 de setembro, 1º e 2 de outubro, a Osesp apresenta três peças de Golijov: Last Round, Azul — Concerto para Violoncelo e Orquestra (escrito originalmente para Yo-Yo Ma) e Oceana, sob a direção do maestro peruano Miguel Harth-Bedoya, de diretor musical da Sinfônica de Fort Worth, e com a participação solista da violoncelista norte-americana Alisa Weilerstein e da cantora Venezuela Biella da Costa.

No dia 1º de outubro, sexta-feira, Golijov participa do projeto Música na Cabeça, com um bate-papo às 19h no Salão Nobre da Sala São Paulo (os interessados em participar podem se inscrever pelo site da Osesp: www.osesp.art.br/palestras/musicanacabeca.aspx).


Prepare-se para o concerto
Conheça a escrita de Golijov, em vídeo, e leia os comentários das obras e biografias do compositor em textos gentilmente cedidos pela Osesp.

[Assista ao vídeo da obra Tenebrae, de Golijov]
 

Osvaldo Golijov
La Plata, Argentina – 5 de dezembro de 1960

Last Round
Duração aproximada: 14 minutos / Ano da composição: 1996

Astor Piazzolla, último grande compositor de tango, estava no auge de sua criatividade quando um derrame o matou em 1992. Naquele dia a identidade musical de Buenos Aires foi abruptamente congelada. A criação daquela identidade tinha começado cem anos antes, a partir da questionável combinação de ritmos africanos, cantados no estilo de cançonetas sicilianas e acompanhados de uma guitarra andaluza. Com o passar dos anos, tudo convergiu para o bandoneon: um pequeno instrumento semelhante ao acordeão sem teclado e que reina como o instrumento essencial para qualquer grupo de tango. O bandoneon de Piazzolla foi capaz de condensar todos os símbolos do tango. O erotismo das pernas e dos torsos, na dança, foi reduzido aos arranjos complexos de seus dedos virtuosos. A melancolia da voz do cantor foi transferida para o suspiro do contínuo abrir e fechar do bandoneon. A atitude viril dos tangueros se refletia em sua pose no palco: em pé, peito para a frente, a perna direita sobre o banco, o bandoneon sobre ela, sendo alternadamente levantado, batido, acariciado. Last Round foi composto em 1996, por solicitação de Geoff Nuttall e Barry Shiffman. A obra é concebida como idealização de um bandoneon. O primeiro movimento representa um ato de compressão violenta do instrumento; o segundo, um último e aparentemente interminável suspiro de distensão.


Azul — Concerto para Violoncelo e Orquestra
Duração aproximada: 27 minutos / Ano da composição: 2006 – Revisão 2008

Azul nasceu de uma encomenda da Sinfônica de Boston para celebrar seus 125 anos de fundação, e a estreia ocorreu em Tanglewood, tendo como solista Yo-Yo Ma. Posteriormente, em 2008, a obra foi reescrita e apresentada no Lincoln Center com a violoncelista Alisia Walerstein. Golijov rememora suas origens ao utilizar referências da cultura latina. A obra é inspirada no poema Alturas de Macchu Picchu, do chileno Pablo Neruda. A sonoridade usada por Golijov faz referência à imagem da terra distante, do tango. A orquestração, além de uma percussão peculiar, apresenta também um hiperacordeão, uma criação eletroacústica.


Oceana

Duração aproximada: 27 minutos / Ano da composição: 1996

Oceana foi uma obra encomendada pelo Oregon Bach Festival de 1996, cujo tema – “Cantatas das Américas” – abriu para Golijov a possibilidade de explorar seu habitual mosaico de referências, baseado em instrumentos e estilos musicais sul-americanos e na incorporação dos estilos vocais e do espírito interpretativo de uma cantora brasileira de jazz, Luciana Souza. O texto dos corais da cantata, assim como o da ária, foram extraídos do livro Cantos Cerimoniales (1961), de Pablo Neruda, que pode ser considerado autorreferencial para Golijov. Nesse espírito, Golijov compõe uma cantata de grande colorido orquestral, diversidade explosiva de linguagens e encontro com inúmeros universos musicais, descortinando o sincretismo cultural que muitos acreditam ser o cerne cultural da América Latina. Em sua monumentalidade, Oceana articula ritmos típicos da região, tanto da herança ibérica como da africana, criando referências que articulam com profunda sensibilidade a ideia de Neruda de um viver universal, porém sempre fincado na sua terra.


OSVALDO GOLIJOV
compositor residente

É um compositor que renunciou ao controle. No século XX, os compositores procuraram sistematizar cada aspecto de seu processo criativo. Os dois heróis canônicos da música do século XX, Schönberg e Stravinsky, tinham pouco em comum, a não ser uma devoção cada vez mais profunda à ideia de controle. Golijov seguiu um caminho diferente. Ele premia a espontaneidade, o mundanismo, os ângulos ásperos, a emoção crua. Não é do tipo que fica sentado em um ensaio com a partitura aberta no colo, reclamando a cada desvio do texto. Frequentemente convida os músicos a participar do processo de concretização de sua imaginação. Quando trabalha com músicos populares e de formação não clássica, deixa a composição fluir, em parte, à semelhança de um improviso.
Nos primeiros anos do novo século, com a propagação de algumas de suas obras, Golijov surgiu como uma das figuras mais importantes da música contemporânea. Ele é um modelo do compositor liberto da teoria, comprometido com a sociedade, pragmático em sua abordagem. Em 2006 houve uma grande homenagem a ele no festival A Paixão de Osvaldo Golijov, no Lincoln Center de Nova York, em evento associado a uma série de gravações pelo selo Deutsche Grammophon.
Golijov nasceu na Argentina em 1960. Seus pais, professores na Universidade de La Plata, são de ascendência russo-judaica e romeno-judaica. A síntese da herança sul-americana e judaica é, provavelmente, o alicerce do estilo de Golijov; ela denuncia sua poderosa mistura de ritmo de dança exuberante e melodias lamentosas, embora seja arriscado dizer qual elemento é de origem judaica e qual é latina. O compositor passou parte de sua juventude em Jerusalém e em seguida mudou-se para os Estados Unidos para estudar com George Crumb na Universidade de Pensilvânia. Suas primeiras obras absorveram as linguagens relevantes da vanguarda do pós-guerra, e um alto grau de dissonância persiste em seus primeiros trabalhos. A virada na carreira de Golijov veio em 1996, quando ele participou do Oregon Bach Festival para a apresentação de sua obra para coro Oceana. O lirismo dinâmico daquela obra entusiasmou o maestro Helmuth Rilling, que logo encomendou a Golijov a adaptação do texto da Paixão Segundo São Marcos para o festival de Novas Paixões, realizado em Stuttgart em 2000. Os outros compositores participantes eram, naquele tempo, mais conhecidos do que Golijov: Wolfgang Rihm, Sofia Gubaidulina e Tan Dun. Mas foi A Paixão Segundo São Marcos que desencadeou na plateia um frenesi atípico para os padrões alemães. Ele continuou a conquistar as plateias em Boston, Brooklin, Los Angeles e Atlanta – e Robert Spano, que dirigiu a maior parte das apresentações da obra, levou-a ao Lincoln Center em 2006.
A Paixão Segundo São Marcos mistura várias tradições e gêneros: o samba brasileiro, a percussão afro-cubana, o som crocitante do coral Schola Cantorum de Caracas, a cantoria da sinagoga. Essa mesma arte de fusão sem emenda caracteriza a ópera Ainadamar, que fala da relação platônica entre o poeta Federico García Lorca e a atriz Margarita Xirgu, entre outras.
E o compositor escreveu um concerto para Yo-Yo Ma, Azul, apresentado com a Sinfônica de Boston em março de 2006, com uma chaconne grandiosa – e perfeitamente adequada, já que a chacona, uma dança afro-cubana lasciva que foi incorporada ao modelo europeu, é o símbolo perfeito do mundo de Golijov.
Pessoalmente, Golijov é calmo, despretensioso, modesto. É sempre crítico em relação a sua música, preferindo se entusiasmar com a música dos outros. Quando o vi no Santa Fé Opera Festival, por ocasião da estreia de uma versão revisada de Ainadamar, parecia mais interessado em falar de Doctor Atomic, de John Adams (“como o antigo Verdi”, disse ele). Golijov tem tido muita publicidade, mas não mudou sua maneira de ser para cultivá-la. Após ser arrebatado pela Paixão Segundo São Marcos, me aproximei dele com a ideia de elegê-lo como tema de perfil para uma revista. “Eu não sou bom o suficiente”, disse ele.
Mas é. A música clássica tem extrema necessidade de compositores como ele. Todas as técnicas imagináveis foram investigadas e catalogadas; a música do mundo foi fragmentada em inúmeras subculturas; a música popular gerou suas próprias dezenas de gêneros artísticos. O que precisamos agora são mentes conectadas para compreender as inúmeras e férteis possibilidades – compositores que podem iniciar, com suas vozes distintas, diálogos com o público. Tarefa simples para o Compositor do Ano da Musical America.


MIGUEL HARTH-BEDOYA regente
Última vez com a Osesp em Abril de 2001
Nascido no Peru, Miguel Harth-Bedoya ocupa há dez anos o cargo de diretor musical da Sinfônica de Fort Worth. É também diretor musical das filarmônicas de Auckland (Nova Zelândia) e Lima, e da Eugene Symphony (Oregon). Já esteve à frente das sinfônicas de Baltimore, Boston, Chicago, Dallas, Detroit, Montreal, Nacional de Washington, Saint Louis, Seattle, Toronto, Cleveland, Filadélfia, BBC de Londres, Berlim, Birmingham, Sidney, e das filarmônicas de Dresden, Helsinki, Londres, Munique, Estocolmo e da NDR de Hamburgo. Bedoya já participou de inúmeras montagens de óperas, como Barbeiro de Sevilha, de Gioacchino Rossini, com a Companhia de Ópera Canadense (2008); Um Baile de Máscaras, de Giuseppe Verdi (2007) e Ainadamar, de Osvaldo Golijov, com a Santa Fé Opera (2005). Com a Sinfônica de Fort Worth, já apresentou A Flauta Mágica, de Mozart (2006) e Eugene Onegin, de Tchaikovsky (2005). Recebeu prêmios como o Emmy, por seu desempenho com a Filarmônica de Los Angeles, no Hollywood Bowl (2000), o Seaver/National Endowment for the Arts Conductors Award (2002) e Medalha da Cultura Peruana, conferida pelo governo de seu país em 2004. É autor e regente de um projeto de multimídia denominado Caminos del Inka, que pretende divulgar a produção musical latino-americana.



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