Alex Klein pede demissão da direção artística do Teatro Municipal

por Redação CONCERTO 11/02/2011

O maestro e oboísta Alex Klein pediu demissão do cargo de diretor artístico do Teatro Municipal de São Paulo. Klein havia sido contratado há cerca de quatro meses para por fim à crise da Orquestra Sinfônica Municipal e programar a reabertura da temporada da casa no ano de seu centenário. Segundo matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo [veja aqui], Alex pediu demissão entre outras razões por não aceitar o cancelamento do Concerto de Gala, que estava planejado para o dia 12 de setembro, dia do aniversário do Teatro. “Isso foi feito sem o conhecimento da direção artística. Eu não fui consultado”. A mesma matéria traz um box da Secretaria Municipal de Cultura, que se disse surpresa com a decisão do maestro. “Desde o momento do convite, foi esclarecido ao maestro Klein que a Secretaria da Cultura já havia iniciado a programação do centenário. Uma comissão havia se encarregado de definir as linhas da programação e as principais óperas e ele teria de trabalhar. O maestro sabia, desde o início, que sua liberdade era limitada pelos compromissos assumidos”, conforme a Assessoria de Comunicação.

Em entrevista publicada no Site CONCERTO na terça-feira dia 8, Klein se mostrava surpreso com o adiamento da reabertura do teatro e já demonstrava descontentamento em relação à estrutura e funcionamento da casa [clique aqui para ler a matéria completa]: “Fui informado no final da semana passada sobre o adiamento reinauguração do Teatro Municipal. Isso me pegou de surpresa, pois por três meses trabalhei de forma intensa, e a toque de caixa, na elaboração de uma temporada consistente para o teatro. Agora todo este planejamento foi pro lixo.” E seguia: “O teatro é uma grande confusão burocrática, [...] ele tem uma estrutura burocrática que aprisiona as pessoas. Há pessoas lá que não fazem a mínima ideia de como fazer uma temporada e gerir uma instituição musical, mas que nem por isso deixam de dar suas opiniões, e mesmo de tentar fazer valer suas opiniões. Eu me recuso a entrar nesse esquema do TMSP [...]. Acho importante ficar um pouco de fora, ver as coisas com perspectiva, me manter à parte daquilo que chamo de ‘malha enferma’”.