Cinemas transmitem ‘Il Trittico’, de Puccini, neste final de semana

por Redação CONCERTO 11/05/2012

É bem provável que muitos dos leitores já tenham assistido à ópera Gianni Schicchi, de Puccini, com sua famosa ária “Mio babbino caro”. Nos dias 12, 13 e 15 de maio, espectadores de diversas cidades brasileiras terão a oportunidade de acompanhar pelos cinemas a trilogia completa de Puccini, o Trittico, formada pelas óperas Il Tabarro, Suor Angelica e que encerra com Gianni Schicchi. Oportunidade rara, e com um ótimo elenco, diretamente do Royal Opera House de Londres.

As apresentações acontecem no dia 12 de maio, às 14h, em São Paulo nos cinemas dos complexos dos Shoppings Cidade Jardim, Market Place, Iguatemi, Eldorado, Higienópolis, Paulista, Villa Lobos, Mooca e Santa Cruz, com reapresentações nos dias 13 de maio, às 18h, e 15 de maio, às 19h.

Il Tabarro – em português, O Manto – conta a violenta história de um triângulo amoroso que se desenrola em uma barca que navega pelo rio Sena, em Paris. Giorgetta, interpretada pela soprano Eva-Maria Westbroek, trai seu marido Michele, papel de Lucio Gallo, com o operário Luigi, cantado por Aleksandrs Antonenko. A segunda ópera, Suor Angelica, traz a soprano Ermonela Jaho como a jovem Angelica, que foi forçada a se tornar freira depois de ter um filho ilegítimo. A última obra é Gianni Schicchi, uma comédia em que os parentes de um homem cheio de posses, que acaba de morrer, tentam alterar seu testamento com a ajuda do espertalhão Gianni Schicchi (outro papel de Lucio Gallo). Essa é a primeira apresentação completa de Il Trittico, de Puccini pelo Royal Opera House de Londres desde 1965.

As três óperas são inspiradas no Purgatório (Il Tabarro), Céu (Suor Angelica) e Inferno (Gianni Schicchi) da Divina Comédia de Dante Alighieri. A montagem é assinada por Richard Jones, que cria uma ambientação moderna para as três óperas – Gianni Schicchi, por exemplo, é transposta para os anos 50, enquanto a ação de Suor Angelica é transferida de um convento para um hospital infantil. A regência é do diretor artístico Antonio Pappano.