Claudio Abbado (1933-2014)

por Redação CONCERTO 20/01/2014

Claudio Abbado, um dos maiores e mais influentes músicos de nosso tempo, morreu hoje pela manhã em sua casa em Bolonha, no norte da Itália. O maestro estava doente e, em razão das condições de sua saúde, os seus concertos com a Orquestra Mozart de Bolonha, que dirigia há alguns anos, haviam sido cancelados em dezembro.

O site da revista inglesa Gramophone escreveu: “Suas interpretações do grande repertório sinfônico – de Beethoven a Mahler – são referências no catálogo, mas ele também foi um firme defensor da música mais recente. Vídeos de sua regência revelam uma capacidade impressionante de fazer música de grande intensidade a partir de um estilo econômico, mas intenso”.

Nascido em Milão, onde estudou no Conservatório, Abbado foi diretor musical do La Scala, de 1969 a 1986, e da Ópera Estatal de Viena, de 1986 a 1991. De 1979 a 1986 foi regente titular da Orquestra Sinfônica de Londres. De 1990 a 2002 foi diretor da Orquestra Filarmônica de Berlim, com a qual esteve no Brasil (em 2000).

Abbado também sempre exerceu importante atividade como incentivador de gerações mais jovens, tendo sido fundador da European Community Youth Orchestra em 1978, da Chamber Orchestra of Europe em 1981, e da Gustav Mahler Youth Orchestra em 1986, da qual se formou a Mahler Chamber Orchestra. Em 2004 ele se tornou diretor da Orquestra Mozart e no ano seguinte iniciou importante colaboração com a Orquestra Sinfônica Jovem Simón Bolívar da Venezuela.

Em entrevista da Gramophone publicada na Revista CONCERTO em agosto de 2010, Claudio Abbado diz: “Adoro ler livros, adoro literatura, gosto de ler partituras e música. Normalmente gosto tanto das coisas, que eu as leio uma vez, depois outra e outra e mais outra, até o momento em que as sei de cor. Sempre acho que não sei o suficiente. Não há limite para conhecer uma peça”. E indagado sobre os conselhos para músicos de hoje, Abbado afirma: “Ouvir mais e apreciar a música. Amar a música. O músico tem que estar aberto a tocar da música barroca à vanguarda moderna; ele não deve ter limites. Devemos sempre tentar achar a música boa”.

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