Com nova proposta, Festival Música Nova realiza 48ª edição em Ribeirão Preto, São Paulo e Santos

por Redação CONCERTO 23/09/2014

O tradicional Festival Música Nova chega à sua 48ª edição este mês, com direção de Rubens Ricciardi e consultoria artística do compositor Gilberto Mendes, criador do evento. Serão realizados, ao todo, treze concertos: nove em Ribeirão Preto (de 24 de setembro a 4 de outubro), três em São Paulo (dias 26 e 28 de setembro) e dois em Santos (dias 2 e 4 de outubro). A proposta é apresentar um panorama amplo, com um repertório focado na criação contemporânea mas, nas palavras de Mendes, aberto também “à música nova de todos os tempos passados”.

Essa nova proposta estética do festival, realização do Sesc com o Núcleo de Ciências da Performance do Departamento de Música da FFCLRP-USP, já fica evidente no concerto de abertura, no dia 24 de setembro, com o cravista brasileiro Bruno Teixeira Martins. No Teatro Pedro II, em Ribeirão Preto, ele vai interpretar, na primeira parte de seu recital, as Variações Goldbergh, de Bach e, após o intervalo, uma seleção de peças de Maurice Ohana, György Ligeti, Arthur Rinaldi, Hans Werner Henze, Bohuslav Martinu e Astor Piazzolla.

O outro recital solo da programação será dado pelo pianista Antonio Eduardo, com um programa dedicado à vanguarda dodecafônica russa: ele vai interpretar, no dia 25, no Auditório da FDRP-USP, em Ribeirão, obras dos compositores Arthur Lourié, Nikolai Roslavets, Gaklina Ustvolskaya e Nikolai Kapustin – o mesmo programa será executado no Sesc Santos (dia 2 de outubro).

Comandado por Jack Fortner, o Ensemble Música Nova, fundado na 42ª edição do festival sob direção artística de Gilberto Mendes, se apresenta no dia 26, em Ribeirão Preto. O programa conta com obras para diferentes formações dos compositores Leonardo Martinelli, José Gustavo Julião de Camargo, Dorothea Hoffmann, Liduíno Pitombeira, Silvio Ferraz e Fernando Riederer.

Outros importantes conjuntos participam da programação. A Orquestra Errante toca com o Duo in Tempore, no dia 30 (Ribeirão Preto), apresentando obras de Matheus Bitondi, Dimitri Cervo e Osvaldo Lacerda. No dia 2 de outubro, sobe ao palco a USP-Filarmônica, com regência de Claudio Cruz e solos da flautista Riane Benedini e um programa formado por composições de Villa-Lobos, Fernando Emboaba, Guerra-Peixe e Lucas Galon. O Madrigal Ars Viva atua no dia 26, no Sesc Bom Retiro, em São Paulo, e no dia 4 de outubro, em Santos, na Pinacoteca Benedito Calixto. Já o Percorso Ensemble é a atração do dia 28 na capital paulista, interpretando Michelle Agnes, Alexandre Lunsqui e Eduardo Guimarães Álvares, entre outros, na capital paulista. O encerramento oficial, no dia 4 em Ribeirão Preto, será com o Grupo de Percussão do Instituto de Artes do Planalto – PIAP, que homenageia o compositor Mário Ficarelli.

A programação tem ainda dois quartetos de cordas. No dia 27, no Sesc Bom Retiro, o Quarteto Radamés Gnatalli faz concerto com o tenor Jean William, que será o solista na peça Lob der schöpfung, de Dorothea Hofmann, destaque do repertório ao lado do Quarteto juvenil de Ricardo Tacuchian. E, no dia 3, sobe ao palco do Auditório da FDRP-USP o Quarteto de Cordas Carlos Gomes, que vai executar obras de Ricciardi, Jorge Antunes, Florisvaldo Menezes e Villa-Lobos.

O festival terá também encontros da série Ofício de Compositor, realizados em Ribeirão Preto. No dia 1º, o convidado é Lívio Tragtenberg, que lança o CD Prelúdicos 1-12; e, no dia 2, a alemã Dorothea Hofmann, compositora residente desta edição.

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