Começa no dia 14 o 25º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, em Juiz de Fora

por Redação CONCERTO 11/07/2014

A cidade mineira de Juiz de Fora recebe, entre os dias 14 e 27 de julho, a 25ª edição do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga. O evento se confirma como um dos mais importantes festivais de inverno da música nacional, e na presente edição investe em grandes convidados internacionais, concertos, cursos e até um encontro de musicologia. Com direção artística de Luís Otávio Santos, o festival é organizado pelo Centro Cultural Pró-Música em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora.

 

Entre os convidados internacionais, destaque maior para o cravista holandês Jacques Ogg, professor do Conservatório Real de Haia e membro da Orquestra do Século XVIII, um dos grupos mais influentes da música histórica na atualidade, fundado e comandado pelo maestro e flautista holandês Frans Brüggen. Ogg participa do festival tanto como professor – é um dos quase cinquenta estrangeiros convidados para ministrar cursos, palestras e master classes –, quanto como intérprete. É dele um dos principais concertos da programação: no dia 16, na Igreja do Rosário, ele faz um recital de cravo inteiramente dedicado ao compositor Carl Philipp Emanuel Bach, cujos 300 anos de nascimento são celebrados em 2014.

Além de Ogg, o festival tem ainda nomes como o francês Georges Barthel (traverso) e os norte-americanos Keith Allen Teepen (piano), Ashley Sandor Sidor (violoncelo) e Willow Patterson (fagote), entre outros. Eles também desenvolvem atuação dupla, na programação pedagógica e na artística. As inscrições para o festival podem ser feitas até a véspera do evento, dependendo da disponibilidade de vagas, sempre pelo site www.promusica.org.br.

O principal palco do festival é o tradicional Cine-Theatro Central, que abriga no dia 14 o concerto de abertura, com a Orquestra Barroca do Festival sob regência de Luís Otávio Santos. Para celebrar a 25ª edição do evento, a orquestra grava seu 15º CD – destacando-se como o grupo do gênero com maior produção fonográfica em todo o país; no repertório, a Sinfonia nº 1 de Beethoven, a Sinfonia nº 40 de Mozart, e a abertura de Zaíra, de Bernardo Souza Queiroz, a mais antiga ópera composta no país. Todas as peças serão registradas em instrumentos de época, fato inédito no país.

O concerto de despedida acontece no dia 27, novamente no Cine-Theatro Central, dessa vez com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Sob o comando de seu regente titular e diretor artístico, Fabio Mechetti, o grupo recebe como solista o trompista húngaro Szabolcs Zempléni.

Nos 14 dias de festival, Juiz de Fora recebe mais de 30 concertos, distribuídos por diversos pontos da cidade – teatros, igrejas, espaços culturais e até ao ar livre –, e em duas séries: uma noturna e outra vespertina, ambas com apresentações diárias. Confira a programação completa do festival aqui.

Outros eventos
Além da programação musical, o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Barroca apresenta também o lançamento de dois livros e um encontro musicológico. No dia 20, ocorre o lançamento dos Anais do IX Encontro de Musicologia História; já no dia 27, é a vez do livro Centro Cultural Pró-Música 40 anos – Milhares no palco, milhões na plateia.

Entre os dias 18 e 20 de julho ocorre, no Museu de Arte Moderna Murilo Mendes, a décima edição do Encontro de Musicologia Histórica, cujo tema em 2014 é Theoria e Praxis na Música: Uma Antiga Dicotomia Revisitada. Na coordenação, os professores Marcos Holler, Luís Otávio Santos e Rodolfo Valverde.

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