Comunicado gera dúvidas quanto ao tempo que Marin Alsop dedicará à Osesp em São Paulo

por Redação CONCERTO 16/04/2015

Conforme noticiado ontem, a Fundação Osesp renovou o contrato da maestrina Marin Alsop como regente titular e diretora musical da orquestra até 2019. No comunicado oficial consta que “a regente vai ampliar o número de semanas à frente da Orquestra em São Paulo, para um mínimo de dez semanas por ano, fora atividades no Festival de Campos do Jordão (uma ou duas semanas) e turnês (até três semanas)” [clique aqui para ler]. Uma maior atenção para suas atividades no Brasil era uma das solicitações expostas pelos músicos em março, quando veio à tona, a partir de reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que cerca de 70% dos instrumentistas diziam ser contra a renovação do contrato.

O comunicado da Fundação Osesp, contudo, tem gerado dúvidas quanto ao real tempo que a maestrina Marin Alsop estará trabalhando em São Paulo. O site da revista Gramophone publicou matéria que diz: “De acordo com o novo contrato, o tempo de Alsop com a orquestra será ampliado para doze semanas por temporada, e ela e a orquestra também farão turnês internacionais” [clique aqui para ler]. O próprio site da maestrina Marin Alsop, que ontem deu destaque à renovação do contrato, diz de maneira dúbia: “Durante esse período, o tempo de Marin com a orquestra será ampliado para no mínimo doze semanas por ano em São Paulo e turnês internacionais, além de tempo dando aulas e orientando jovens músicos no Festival de Inverno de Campos do Jordão” [During this period, Marin’s time with the orchestra will increase with a minimum of twelve weeks per year in São Paulo and touring the orchestra internationally, plus time spent teaching and nurturing young musicians at the Campos do Jordão Festival.] [Clique aqui para ler.]

Em reportagem publicada hoje no jornal O Estado de S. Paulo, o jornalista João Luiz Sampaio chama atenção para o fato de que o contrato anterior de Marin Alsop já contemplava dez semanas com a Osesp, que, no entanto, não teriam sido cumpridas em 2013 e 2014, e nem estão previstas para serem cumpridas neste ano (com nove semanas). Questionada pelo jornal, a Osesp explicou que a variação se deveu a compromissos previamente assumidos pela maestrina e que, para 2016, já estariam confirmadas onze semanas dela em São Paulo.

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