Conselho da OSB propõe fusão dos corpos artísticos OSB e Ópera e Repertório

por Redação CONCERTO 14/03/2014

Conforme comunicado oficial de seu conselho, a Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (Fosb) apresentou proposta para fusão integral de seus dois corpos artísticos, em uma reunião com a Comissão de Músicos da O&R e com o SindMusica. A criação da O&R foi a solução para a grave crise que a OSB atravessou em 2011, quando, dentro de um projeto de aprimoramento, a Fosb convocou todos os músicos para audições compulsórias de desempenho.

Parte dos músicos se rebelou e exigiu a renúncia do maestro Roberto Minczuk. O maestro manteve o cargo de regente titular, mas teve de deixar a direção artística, que foi assumida de forma compartilhada por Fernando Bicudo e Pablo Castellar.

Os concertos só puderam ser retomados com a criação da OSB Ópera & Repertório, que recebeu os músicos que não haviam se submetido às audições, sob as mesmas condições de trabalho anteriores e com a garantia de que eles não trabalhariam sob a direção do maestro Roberto Minczuk. Já os músicos que passaram a integrar a OSB recebem salários mais elevados e trabalham com uma maior carga horária.

A manutenção dos dois corpos artísticos fez crescer as despesas da Fosb, que, mesmo tendo conseguido ampliar a captação de seus recursos financeiros, opera acima de suas capacidades.

Conforme a nota do Conselho da Fundação OSB, “a Fundação OSB deixa claro o seu desejo de unificar os dois corpos artísticos como medida importante para o crescimento, a qualidade musical da Orquestra e o equilíbrio financeiro da instituição”.

 

Leia a seguir a nota oficial:

COMUNICADO À IMPRENSA

A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira comunica que foi apresentada, em reunião presencial, um novo Acordo Coletivo de Trabalho à Comissão de Músicos do corpo orquestral Ópera & Repertório e ao SindMusica.

A Fundação OSB decide pela fusão integral entre os dois corpos artísticos, OSB e O&R. Os músicos provenientes da O&R ficarão sob o mesmo regime trabalhista dos músicos que hoje compõem a OSB: terão isonomia salarial, gratificações e mesma carga horária. Os músicos que mantiverem a decisão de não tocar sob a batuta do maestro titular comporão a orquestra quando ela for regida por maestro convidado ou em concertos de formação camerística. Todos os músicos terão a mesma carga horária ao longo do ano.

A Fundação OSB deixa claro o seu desejo de unificar os dois corpos artísticos como medida importante para o crescimento, a qualidade musical da Orquestra e o equilíbrio financeiro da instituição.

Conselho da FOSB

[Notícia editada em 15/03/2014, às 10h50]

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