Crise faz Theatro Municipal do Rio de Janeiro rever temporada 2016

por Redação CONCERTO 29/03/2016

A grave situação financeira do Estado do Rio de Janeiro levou o Theatro Municipal a rever sua programação lírica prevista para 2016. A principal alteração é o cancelamento da ópera O barbeiro de Sevilha, de Rossini, que estava prevista para setembro; já a ópera La Bohème, de Puccini, será apresentada em forma de concerto (maio). Todos outros títulos foram mantidos – Dom Quixote, de Massenet; Orfeu e Eurídice, de Gluck; Mozart & Salieri, de Rimsky-Korsakov (em dobradinha com o balé Sheherazade); Jenufa, de Janácek; e Lo schiavo, de Carlos Gomes. Porém, todos os espetáculos terão um número menor de récitas. E o balé La Sylphide, previsto para julho, será substituído por outra atração.

 

Em texto em sua página do Facebook, o presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, João Guilherme Ripper, afirmou que os ajustes na temporada foram feitos por conta da “grave situação econômica do Estado do Rio de Janeiro”. “Nosso objetivo é manter o Theatro Municipal em funcionamento e sua programação o mais próximo possível do que foi anunciado no ano passado, a despeito das imensas dificuldades financeiras que estamos enfrentando. Continuamos a buscar novos recursos junto à iniciativa privada e doadores, através das leis federal e estadual de incentivo à cultura. E contamos sempre com o apoio e a presença do nosso querido público”, disse Ripper.

Segundo matéria publicada hoje no jornal O Globo, o governo do Estado do Rio de Janeiro deverá repassar ao Municipal este ano apenas R$ 1,8 milhão – a verba prevista no momento em que a temporada foi montada era de R$ 4 milhões.

De acordo com Ripper, o teatro vai procurar os assinantes para dar informações a respeito do ressarcimento dos títulos cancelados, deixando a opção de manter o ingresso para os títulos substituídos ou para óperas que passarão a ser apresentadas em forma de concerto.

[Texto editado em 29/03, às 18 horas.]

 


 
Leia abaixo o post do presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro:

 

Devido à grave situação econômica do Estado do Rio de Janeiro, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi obrigado a fazer alterações em sua temporada de ópera, balés e concertos. A ópera Dom Quixote, de Massenet, em abril, será realizada, assim como os concertos que trazem o Requiem de Verdi (30 de abril), e Homenagem a Radamés Gnattali (7 de maio). A ópera La Bohème, de Puccini, em maio, será apresentada em forma de concerto. Orfeu e Eurídice, de Gluck, em julho, está mantida sem alterações, mas a ópera Barbeiro de Sevilha, de Rossini, prevista para setembro, será cancelada. O programa Ópera+Ballet, que traz Mozart & Salieri e Sheherazade, de Rimsky-Korsakov, em setembro/outubro, será realizado, assim como as óperas Lo schiavo, de Carlos Gomes, e Jenufa, de Leo Janácek, em outubro e novembro. As óperas de câmara, que já seriam apresentadas em forma de concerto, estão mantidas.

O ballet La Sylphide, em junho, será substituído por outro título que será anunciado em breve. Está mantido o ballet Trilogia Amazônica, com música de Villa-Lobos e novas coreografias encomendadas especialmente para o espetáculo, a ser apresentado durante os Jogos Olímpicos. Além do ballet Sheherazade, mencionado acima, teremos o tradicional Quebra-nozes, com coreografia de Dalal Ashcar sobre música de Tchaikovsky, em dezembro.

Entraremos em contato com os assinantes para informar com será o ressarcimento dos títulos cancelados, deixando a opção de manter o ingresso para os títulos substituídos ou para óperas que passarão a ser apresentadas em forma de concerto.

Nosso objetivo é manter o Theatro Municipal em funcionamento e sua programação o mais próximo possível do que foi anunciado no ano passado, a despeito das imensas dificuldades financeiras que estamos enfrentando. Continuamos a buscar novos recursos junto à iniciativa privada e doadores, através das leis federal e estadual de incentivo à cultura. E contamos sempre com o apoio e a presença do nosso querido público.

Obrigado.

João Guilherme Ripper
Presidente
Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro

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