DIÁRIO DE VIAGEM Turnê Europa da Osesp - "O Musikverein de Viena" e "Uma baixa e meia"

por Redação CONCERTO 10/11/2010

10 de novembro

O Musikverein [de Viena]
Vocês já perceberam que Viena, apesar de ter tomado apenas um dia de nossa viagem, tem destaque neste blog. Devo dizer que o destaque é merecido.
Além de uma bela cidade, como já mencionado anteriormente, a experiência de tocar no Musikverein é única e apaixonante.
Ver a emoção dos músicos da Osesp por estar ali pela segunda vez (a primeira foi em 2007), quase como a ratificação de um trabalho bem feito, é realizador e inspirador. Até nós da equipe de produção, que não somos músicos, sentimos um pouco do significa estar ali. Ainda dentro do trem, era possível notar a apreensão e a expectativa alta. Quando os ônibus passaram em frente ao teatro, os mais antigos mostravam-se conhecedores do espaço e tentavam passar segurança aos mais jovens (incluindo dois alunos da Academia da Osesp).
A chegada ao teatro para o ensaio foi tomada por flashes, conversas eufóricas e minutos de reflexão. Cada um reagiu à sua maneira, mas todos concentrados e focados com o mesmo objetivo - que era o de apresentar um concerto de qualidade. E pelo jeito, deu certo…

O Concerto
É possível dizer, sem cometer exageros, que a apresentação da Osesp na noite desta última terça-feira, em Viena, deve entrar para a lista dos melhores concertos da orquestra paulista. Tocando para um teatro lotado, e vale dizer que lotado de um público habituado a assistir às melhores orquestras do mundo, a Osesp foi ovacionada ao final de cada uma das obras. Além do tradicional bis oferecido pelo solista, a orquestra também foi convidada pela plateia a tocar duas novas vezes ao final do espetáculo.
Após o concerto e ainda na manhã do dia seguinte, na mesa do café ou nos corredores do hotel, era fácil encontrar músicos comentando “como a orquestra soou bem” ou “que maravilha de concerto”.

Uma baixa e meia!
O oboísta Joel Gisiger não acompanhou a Osesp em sua viagem para Viena.
Joel voltou a piorar de sua crise renal em Innsbruck e durante novo atendimento médico foi orientado a retornar ao Brasil e seguir um tratamento rigoroso. Ele fica em Innsbruck por mais alguns dias, até que possa fazer a viagem de volta ao país. Além dele, quase tivemos uma segunda baixa. O trompetista Flávio Gabriel não compareceu ao lobby do hotel no horário da saída dos ônibus e, como o trem não esperaria, acabou ficando para trás.
Horas depois, já nos camarins do Musikverein, Flávio explicou que deixou seu celular para despertar mas esqueceu de tirá-lo do modo vibratório e, obviamente, não o ouviu. Felizmente, Flávio conseguiu embarcar em um trem uma hora depois, chegando em tempo para o concerto em Viena.

Fonte: Alexandre Félix / Osesp

[Veja também o roteiro e repertórios da Turnê Europa 2010 da Osesp]