Editora Algol retoma Prêmio Carlos Gomes

por Redação CONCERTO 09/03/2009

A Editora Algol, que tem se notabilizado pelo fomento e patrocínio de importantes iniciativas na área musical, anuncia que realizará a 12ª edição do “Prêmio Carlos Gomes de Ópera e Música Erudita”. O prêmio será outorgado a artistas ou organizações culturais que mais se distinguiram por suas realizações em 2008, em 12 diferentes categorias. Será conferido ainda o Troféu Guarany, em reconhecimento do conjunto da obra de seu ganhador, e um prêmio aos incentivadores da música, o Troféu Pedro II.

A comissão organizadora é presidida pelo soprano Niza de Castro Tank, com vice-presidência do compositor Almeida Prado. O pesquisador e professor Sérgio Casoy é o secretário do colegiado de indicação, órgão composto por cerca de 30 especialistas, que elaborará uma lista dos indicados em cada categoria. A partir dos nomes indicados, um corpo de jurados, composto por cerca de 200 membros de todo o Brasil, decidirá, por votação, o vencedor em cada categoria. Haverá também um júri popular, com participação aberta a todos os brasileiros, que, através da internet, votará nos candidatos indicados. O resultado desta votação será juntado aos votos do corpo de jurados para a determinação dos vencedores, na proporção de 10% dos votos dos jurados.

Cada vencedor receberá um diploma, um troféu, e R$ 3 mil em dinheiro. O homenageado com o Troféu Guarany receberá R$ 5 mil. O Troféu Pedro II não tem prêmio em dinheiro.

No dia 11 de maio, segunda-feira, acontecerá a cerimônia de entrega do XII Prêmio Carlos Gomes na Sala São Paulo, com concerto da Sinfônica de Campinas, sob regência de Lígia Amadio.

A publicação da lista dos indicados e o início da votação acontecem no dia 13 de abril e vão até o dia 30 de abril.

Leia abaixo declaração da cantora Niza de Castro Tank, presidente do XII Prêmio Carlos Gomes: “Certa vez me perguntaram se eu havia conhecido Carlos Gomes... Pode uma coisa dessas? É claro que não o conheci, mas, mesmo assim, me lembro com muito carinho do primeiro encontro com sua obra, nos anos 50, quando cantava na Rádio Gazeta ao lado de grandes entusiastas de seu trabalho, como o maestro Armando Belardi. O fascínio daquele contato, nos anos seguintes, transformaria-se em uma relação profunda, que marcaria toda a minha vida profissional, como cantora, pesquisadora e professora. Sinto-me, portanto, honrada em presidir o prêmio que leva seu nome, reencontrando assim um amigo de longa data. E me parece justo que seja ele, com sua obra riquíssima, o patrono dessa premiação – uma premiação que tem como objetivo valorizar o trabalho do artista brasileiro, esse herói que, como Carlos Gomes já havia feito em sua época, luta contra muitas adversidades para manter vivo o prazer de fazer música. É nossa esperança que, em seu nome, esse prêmio possa ajudar a consolidar a vida musical deste país, para que o esquecimento e o descaso com que a obra de Carlos Gomes precisou lidar deixem de fazer parte da realidade de nossos músicos.”