Filarmônica de Israel faz turnê pelo país

por Redação CONCERTO 10/08/2009

Certamente a mais concorrida atração da temporada de concertos de 2009, a Orquestra Filarmônica de Israel faz diversos concertos no Brasil como parte de uma turnê sul-americana que inclui, além de Argentina, Uruguai e Chile, sete datas no país, todas em agosto: em Paulínia (SP), dias 8 e 12; em São Paulo, dias 9, 10 e 11; no Rio de Janeiro, dia 13; em Ribeirão Preto, dia 15; e em Curitiba dia 17. O maestro Zubin Mehta, regente titular do conjunto, conduzirá o grupo em todas as récitas.

Com uma trajetória de grandes realizações artísticas e consolidada como a mais influente instituição cultural de Israel ao longo de seus 73 anos, a Filarmônica de Israel apresenta-se dias 10 e 11 (segunda e terça) na Sala São Paulo pela temporada da Sociedade de Cultura Artística. Os concertos terão programas distintos: no dia 10 serão executadas as Sinfonias nº 6 e nº 7 de Beethoven e, no dia 11, três poemas sinfônicos de Richard Strauss: Don Juan, Till Eulespiegel e Uma vida de herói.

Fundada como Orquestra Filarmônica da Palestina em 1936, por Bronislaw Huberman, e adotando seu nome atual após a independência do estado israelense, em 1948, a orquestra tradicionalmente conta com colaborações dos principais regentes e solistas do mundo, o que não só lhe conferiu o reconhecimento de crítica e público, como também se tornou uma marca em sua história.

A extensa lista de participações inclui maestros como Arturo Toscanini – que regeu o concerto de estreia, em 1936 – Leonard Bernstein, Kurt Masur, Sir John Barbirolli, Sergei Koussevitsky, Eugene Ormandy e Paul Paray; pianistas como Arthur Rubinstein, Rudolf Serkin e Claudio Arrau; violinistas como Itzhak Perlman, Isaac Stern e Schlomo Mintz; os violoncelistas Pablo Casals e Yo Yo Ma; e cantores como Montserrat Caballé, Plácido Domingo, Jessie Norman e Luciano Pavarotti.

Além de figurar entre as melhores orquestras do mundo, a Filarmônica é a embaixadora cultural do Estado de Israel, lançando-se em turnês mundiais que já incluíram países onde Israel não possuía representação diplomática. Em sua terra natal realiza em média 100 concertos anuais, com séries de assinaturas para um público superior a 26 mil pessoas.
Desde 1968 o grupo tem como diretor artístico Zubin Mehta. Nascido em Bombain, o indiano Zubin Mehta é um dos mais importantes regentes orquestrais e de ópera da atualidade. Estudou regência com Hans Swarowsky e Sergei Koussevitsky, e aos 22 anos venceu o Concurso Internacional de Regência em Liverpool, Inglaterra. Já foi diretor de orquestras como a Sinfônica de Montreal, Sinfônica de Los Angeles, Filarmônica de Nova York e Orquestra Estadual da Ópera da Bavária, além de ser maestro honorário da Filarmônica de Viena e da Orquestra de Munique.

Mehta já regeu mais de 3 mil concertos com o a Filarmônica, atuando de maneira decisiva na ida da orquestra a países com os quais Israel não mantinha relações diplomáticas, como a China e a Índia. No Brasil, apresentou-se pela primeira vez com a orquestra em 1972.

Sua trajetória tem sido reconhecida em prêmios como a “Medalha da Paz e da Tolerância das Nações Unidas”, de 1999 – ano em que regeu a Filarmônica de Israel com um coro de 500 crianças israelenses e palestinas em território neutro – e a homenagem recebida no Kennedy Center, em Washington (EUA), na presença do então presidente Bill Clinton. Em outubro de 2008 recebeu da Família Real do Japão o Praemium Imperiale.

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