Filarmônica de Minas Gerais abre temporada e inaugura nova casa

por Redação CONCERTO 26/02/2015

Nos dias 27 e 28 de fevereiro a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais abre sua temporada 2015 e inaugura sua novíssima sede, a Sala Minas Gerais. São dois concertos regidos pelo maestro titular do grupo, Fabio Mechetti, que trazem o mesmo significativo repertório: a Sinfonia nº 2, Ressurreição, de Gustav Mahler. Além de ser uma das peças mais influentes do compositor austríaco, a Ressurreição foi a obra que encerrou a primeira temporada da filarmônica, em 2008.

 

No palco da Sala Minas Gerais a filarmônica recebe as cantoras Edna d’Oliveira (soprano) e Edinéia de Oliveira (mezzo), além do Coral Lírico de Minas Gerais e do Coro da Osesp. Os concertos poderão ser avaliados pelos leitores do Site CONCERTO no Ouvinte Crítico (leia mais abaixo).

Sobre a sala
A Sala Minas Gerais ocupa uma área de 8 mil m² no bairro do Barro Preto (o complexo, com área total de 12 mil m², incluirá ainda a nova sede da Rede Minas e um restaurante, abrigado em um prédio histórico da década de 1920). Segundo representantes da filarmônica, cerca de 360 mil pessoas passam pela região diariamente – e a ideia é que a nova sede da orquestra se torne ambiente de convívio e uma nova referência cultural para a cidade. O projeto, orçado em R$ 140 milhões, teve assinatura da arquiteta Jô Vasconcellos.

“A nova sala de concertos da filarmônica, e a Estação da Cultura Presidente Itamar Franco como um todo, trarão benefícios que vão muito além daqueles experimentados internamente durante nossos futuros concertos. Todos sabemos que os investimentos feitos em projetos como este fazem de uma sala de concertos um veículo essencial poderoso, que repercute de forma direta na economia da região, no enriquecimento educacional daqueles que a frequentam e no papel fundamental que a cultura de excelência preenche no processo de transformação social de nosso povo”, disse o maestro Fábio Mechetti antes do primeiro ensaio experimental realizado na sala.

Do ponto de vista artístico, a expectativa é que a nova casa possibilite à filarmônica voos ainda mais altos. Segundo Mechetti, será possível “desenvolver, finalmente, um trabalho técnico de construção sonora da orquestra que, até então, havia sido prejudicada pela logística”. Primeiro, porque, com um espaço próprio, a orquestra pôde mais do que dobrar seu número de concertos. E, em segundo lugar, porque entre essas apresentações estará uma série dedicada às sinfonias e concertos de Beethoven. “Nada melhor do que o repertório clássico e, dentro dele, a obra de Beethoven para trabalharmos questões de articulação, pulso interno, sonoridade, igualdade de arco, fraseologia, finesse musical etc. Há oito anos esperávamos essa oportunidade”, completa o maestro.

Ouvinte Crítico
As apresentações terão votação aberta no Ouvinte Crítico. A enquete será lançada na sexta-feira, dia 27 de fevereiro.

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