Grandes artistas apresentam “O Barbeiro de Sevilha” no Rio de Janeiro

por Redação CONCERTO 25/05/2009

A Orquestra Sinfônica e o Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresentam, nos próximos dias 27 e 28 de maio, O Barbeiro de Sevilha, do italiano Gioachino Rossini. A ópera será interpretada no mesmo local em que estreou no Brasil em 1821, no então Teatro São João, hoje o Teatro João Caetano. [O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que em julho completa 100 anos, está fechado para reformas.]

O Barbeiro de Sevilha terá regência do maestro paulista Osvaldo Colarusso. No papel do barbeiro Fígaro o público carioca ouvirá o barítono Leonardo Neiva, que acaba de vencer o XII Prêmio Carlos Gomes de Ópera e Música Erudita.

Seguindo a partitura de Rossini, a ópera terá um mezzo-soprano no papel de Rosina – e não um soprano ligeiro, como se usou até a década de 50. No João Caetano, quem assume o papel é a mezzo-soprano Luciana Bueno. O tenor Flávio Leite interpreta o Conde de Almaviva e baixo-barítono Licio Bruno fará Don Bartolo.

Serviço:
Ópera em forma de concerto
O Barbeiro de Sevilha
Orquestra Sinfônica e Coro do Theatro Municipal
Regência: Osvaldo Colarusso
Solistas: Leonardo Neiva, Luciana Bueno, Flavio Leite e Licio Bruno
Local: Teatro João Caetano – Praça Tiradentes
Dias: 27 e 28 de maio, às 19h30
Preço: R$ 20,00

A seguir, mais informações fornecidas pela assessoria de imprensa do Theatro Municipal do Rio de Janeiro:

Enredo - O Barbeiro de Sevilha conta a história do Conde de Almaviva, que se apaixona pela jovem Rosina, protegida do velho Dr. Bartolo. O senhor a mantém sob constante vigilância, com a intenção de um dia desposá-la. Mas, com a ajuda do barbeiro Fígaro, figura hilariante e muito popular na cidade, Almaviva consegue aproximar-se de Rosina, driblando o velho tutor com incríveis disfarces e artimanhas.

Gioachino Antonio Rossini - Nasceu no dia 29 de fevereiro de 1792, na pequena cidade de Pesaro, na Itália, e recebeu as suas primeiras lições musicais do pai, que tocava trompa e trompete na orquestra local. Aprendeu piano rapidamente e em 1806 entrou para o Conservatório Musical de Bolonha. Mas parece que a aridez do contraponto não cativava o jovem Rossini, que sentia jorrar dentro de si um turbilhão de ideias musicais e ansiava por lhes dar vazão. Em 1810 abandona o conservatório e segue para Veneza, onde estreia a sua primeira ópera, La Cambiale di Matrimonio. Com um estilo e uma sonoridade que fazem lembrar o seu admirado Mozart, Rossini fez sucesso na Itália e fora dela. O próprio Beethoven se declarou admirador dele, augurando-lhe o reconhecimento que o mundo da música já lhe tributava em vida e que ainda hoje lhe é devido. O século XX consagrou-o como nome maior da ópera cômica. O Barbeiro de Sevilha é a sua obra mais conhecida.