Grupo de música contemporânea leva repertório variado a RJ, SP e Manaus

por Redação CONCERTO 19/06/2012

O International Contemporary Ensemble (ICE), grupo de câmara baseado em Nova York, faz pequena turnê pelo Brasil do dia 20 de junho a 1º de julho, passando pelo Rio de Janeiro, por São Paulo e Manaus. O grupo pretende difundir obras contemporâneas de todo o mundo, com ênfase aos compositores brasileiros, por meio de concertos e master classes.

 

O ICE inicia a viagem brasileira com duas apresentações no Rio de Janeiro, uma na Universidade Federal do Rio de Janeiro (dia 20) e outra na Casa da Gávea (21). O repertório da primeira traz 3’10”, de John Cage (peça feita a partir do arranjo de quatro composições do americano), e Shards, de Elliott Carter, além de peças de compositores brasileiros, como Felipe Lara, Daniel Puig e Marcos Blatter. A segunda apresentação traz, entre outras obras, Artificial life 2007, de George Lewis, Toward the sea, do japonês Toru Takemitsu e três peças de Cage.

O ICE segue para São Paulo, onde toca no dia 24, no Itaú Cultural, encerrando o festival Música de Agora. No dia seguinte a Unesp recebe o grupo, que toca a composição de 1997 de Flo Menezes, TransFormantes III, cujos movimentos serão entremeados com peças de Alexandre Lunsqui, Roberto Toscano e Pauline Oliveros, entre outros.

No dia 28, a Pinacoteca do Estado recebe a flautista Claire Chase, que também é diretora executiva do ICE. O recital solo de Chase traz, entre outras obras, Vermont Counterpoint, de Steve Reich, Poison mushroom, de Dai Fujikura, e o arranjo do italiano Salvatore Sciarrino para a Toccata e fuga em ré menor de J.S. Bach, obra originalmente escrita para órgão.

A turnê brasileira do ICE termina em Manaus, onde o conjunto faz duas apresentações. No dia 28, no Teatro Amazonas, o grupo toca composições estrangeiras e brasileiras, de nomes como Balter, Puig e Arthur Kampela. No dia 1º de julho o conjunto novamente se apresenta no Teatro Amazonas, despedindo-se do país num concerto que traz Frisson, de Marcos Blatter, e, de forma surpreendente, a Sinfonia concertante de Mozart.

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