Karabtchevsky assume direção artística do Teatro Municipal do Rio de Janeiro

por Redação CONCERTO 05/01/2013

O maestro Isaac Karabtchevsky, diretor e regente da Orquestra Petrobras Sinfônica no Rio de Janeiro e da Sinfônica Heliópolis em São Paulo, acumulará a partir de agora também a direção artística do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. O comunicado foi feito ontem pela Fundação que dirige o teatro, que, apesar do nome “municipal”, é ligada ao estado do Rio de Janeiro.

 

Karabtchevsky assume a função que vinha sendo cumprida interinamente, desde a demissão de Roberto Minczuk em 2011, pelo maestro Silvio Viegas. O maestro Viegas, contudo, seguirá no teatro com seu cargo de regente titular da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal.

A contratação de Isaac Karabtchevsky vem após uma temporada problemática: no início de 2012 o desmoronamento de dois edifícios na parte traseira do teatro comprometeu o funcionamento da casa até maio; o restante da programação sofreu com falta de verbas e improvisações. A Revista CONCERTO apurou que, para 2013, a casa planeja a produção de 5 balés e 5 óperas.

O maestro Isaac Karabtchevsky, de 78 anos, é um dois mais importantes e reconhecidos músicos brasileiros em atividade. Entre suas atividades também está a gravação da integral das sinfonicas de Villa-Lobos com a Osesp pelo selo Naxos.

Leia abaixo o comunicado da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro:

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, tem o orgulho de anunciar a contratação do consagrado Maestro Isaac Karabtchevsky que assume a direção artística do Municipal. A vinda do regente para o TM era um antigo anseio da Presidente da Fundação Theatro Municipal, Carla Camurati, e da Secretária de Cultura, Adriana Rattes, que não se concretizava por compromissos profissionais de Karabtchevsky. O Maestro Silvio Viegas continua no Theatro, trabalhando ao lado do maestro Isaac e à frente da OSTM (Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal.

Com mais de quatro décadas de carreira, Karabtchevsky é considerado um ícone da regência no Brasil. Foi diretor artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira de 1969 a 1994, e ao longo de 25 anos esteve à frente do Projeto Aquarius, um dos mais ousados programas de comunicação popular da América Latina, que reuniu ao longo do tempo milhares de pessoas ao ar livre e propiciou a formação de um público aficionado por música de clássica.

No decorrer de sua trajetória, Karabtchevsky atuou ainda como diretor artístico de diferentes orquestras e teatros fora do Brasil. Entre os exemplos estão a Orchestre National des Pays de la Loire (2004 a 2010), o Teatro La Fenice, de Veneza (1995 a 2001), Tonkünstlerorchester de Viena (1988 a 1994). No país, foi diretor musical do Theatro Municipal de São Paulo e da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Desde 2004, é diretor da Orquestra Petrobras Sinfônica, à qual imprime qualidade com sua vasta experiência no repertório sinfônico e visão de regente habituado a títulos do porte, como o Navio Fantasma, Tannhäuser e Tristão e Isolda, de Wagner. Desde o início de 2011, Karabtchevsky dirige também a Sinfônica de Heliópolis, exercendo paralelamente a direção artística do Instituto Baccarelli.