“La Cenerentola” comemora os 15 anos da reinauguração do Theatro São Pedro

por Redação CONCERTO 13/03/2013

Nos dias 15, 17, 19, 21, 23, 24 e 25 de março, o Theatro São Pedro apresenta a ópera La Cenerentola, de Rossini, abrindo a temporada lírica 2013 e comemorando os 15 anos da reinauguração do teatro, que ocorreu justamente com a apresentação de La Cenerentola - que desde então não mais foi apresentada em São Paulo.

 

Inaugurado em 1917, o Theatro São Pedro serviu de cinema de bairro por muitos anos, foi palco de resistência do movimento teatral à ditadura militar e passou por períodos de abandono, chegando a servir de estacionamento, até ser tombado e completamente restaurado e reinaugurado em 2008.

A atual montagem tem direção cênica do italiano Davide Garattini, regência do diretor artístico do Theatro São Pedro, Emiliano Patarra, e cenários do Istituto Europeo di Design – IED. A ópera utiliza materiais reciclados nos figurinos e cenários, envolvendo instituições como a ONG Clube de Mães do Brasil. Com participação da Orquestra do Theatro São Pedro e coro, no elenco estão a mezzo-soprano italiana Loriana Castellano como (Angelina – a Cinderela); o tenor uruguaio Leonardo Ferrando (Don Ramiro), o barítono Homero Velho (Dandini), os baixos Bruno Praticò (Don Magnifico) e Carlos Eduardo Marcos (Alidoro), a soprano Edna D’Oliveira (Clorinda) e a mezzo-soprano Ednéia de Oliveira (Tisbe). A regência do coro está a cargo de Dálete Alécio.

La Cenerentola foi composta por Gioacchino Rossini em apenas três semanas e estreou em Roma em 1817. No libreto de Jacopo Ferreti, baseado na história da Cinderela, o sapatinho de cristal foi trocado por um bracelete, e a Cinderela, aqui com o nome de Angelina, perdeu a mãe (e não o pai) e mora com o padrasto e as duas enteadas. Para o especialista em ópera e colaborador da Revista CONCERTO Jorge Coli, as mudanças em relação ao conto de fadas se devem ao “gosto romano”, uma “profunda inflexão da cultura latina clássica, avessa às situações fantásticas tão caras à Europa do Norte, e que Carl Maria von Weber, contemporâneo de Rossini, empregava em suas óperas. Mas (...) Rossini pensa a humanidade em modo concreto, carnal e, em certo sentido, realista”.

No elenco jovem, que se apresenta dias 19 e 24, estão cantores convidados e também membros da recém-inaugurada Academia de Ópera do Theatro São Pedro.

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