Leia na íntegra a carta da Fundação OSB

por Redação CONCERTO 08/04/2011

Leia abaixo a carta enviada pelo presidente da Fundação OSB, Eleazar de Carvalho Filho, aos 32 músicos que foram demitidos por justa causa por não terem comparecido às avaliações de desempenho promovidas pela Fosb. A carta é o convite para uma reunião de reconciliação: 

 

Estou lhe escrevendo na esperança de que nunca seja tarde para salvar uma grande instituição. Sei que as últimas semanas têm sido difíceis para todos, mas gostaria que soubesse que tem sido angustiante para mim também. Gostaria que entendesse que meu único objetivo, assim como o dos demais membros do Conselho, é ver o contínuo crescimento e evolução da OSB. Para mim tem sido um privilégio poder fazer parte da história de uma instituição que acompanho desde a minha juventude.

Nenhum de nós previu esses acontecimentos. As oportunidades que tivemos de diálogo poderiam ter gerado sugestões construtivas, e uma melhor compreensão dos objetivos e ajustes, se necessário. Independentemente das razões pessoais, um grupo entendeu, participou, e outro não. Além do diálogo, tivemos a oportunidade de buscar caminhos alternativos, que levassem em conta os objetivos da Fundação e dos músicos, mas não evoluímos. A imagem da instituição neste meio tempo foi seriamente alvejada.

Aqui não cabe afirmar de quem é a culpa. Fomos levados às posições que adotamos. A Fundação seguiu estritamente a lei e adotou medidas julgadas cabíveis. Mesmo durante as negociações que tivemos, seus representantes sabiam desse risco. Desconsideraram também o conseqüente aumento na remuneração que está sendo proposto.
O fato é que hoje não existem vencedores.

Gostaria de pedir sua reflexão: será que vale a pena ter lutado tanto para chegarmos até aqui para vermos tudo ser colocado em risco? Acredito que ainda temos algum interesse comum que pode levar a uma conversa construtiva.

Eu gostaria, junto com o conselheiro David Zylbersztajn, de convidá-lo para se reunir conosco nessa sexta-feira, 8 de abril, às 17h30min, na Rua São José, nº 40, 12º andar, sala J, Centro. Se alguma pergunta acima merece uma resposta afirmativa, que tal tentarmos? Continuo comprometido em achar uma solução conciliatória e que permita preservar a OSB.
 
Atenciosamente,
 
Eleazar