Lydia Alimonda (1917-2014)

por Redação CONCERTO 24/01/2014

Lydia Alimonda, uma das principais personalidades da música clássica paulista do século passado, morreu no dia 22 de janeiro, aos 96 anos de idade. Nascida em Araraquara, Lydia era irmã dos também músicos Heitor (piano e cravo) e Altéia Alimonda (violino) – ambos já falecidos.
 
Diplomada pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, Lydia completou seus estudos em Nova York (EUA), Zurique (Suíça) e Viena (Áustria). Teve atuação marcante como solista tanto no Brasil quanto na Europa, e entre 1946 e 1950 dedicou-se à difusão da música brasileira na Suíça, apresentando peças de Cláudio Santoro, Camargo Guarnieri e Heitor Villa-Lobos em rádios locais.

Em 1959 fundou com sua irmã Altéia o Duo Alimonda, que se apresentou por todo o Brasil. Com a participação do violoncelista Calisto Corazza, a dupla obteve particular sucesso na interpretação dos trios de Franz Schubert. Dedicou-se também à divulgação da música austríaca, com a qual tinha grande afinidade. Por isso mesmo, foi coordenadora cultural do Consulado Geral da Áustria no Brasil, e em 1968 recebeu do governo austríaco a Cruz de Honra de Artes e Ciências por sua contribuição à música do país.

No mesmo ano ganhou o prêmio de melhor solista da Associação Paulista de Críticos Teatrais (que mais tarde se tornaria a Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA). Em 1970 participou da comissão organizadora do 1º Festival Internacional de Campos do Jordão, e em 1974 foi premiada pela APCA por seu trabalho como artista e promotora cultural – a entidade voltou a agraciar Lydia em 1978, desta vez por melhor solista do ano.

O corpo de Lydia Alimonda foi cremado no dia 23, na Vila Alpina, em São Paulo, e atendendo a seu pedido, não haverá missa de sétimo dia.

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