Orquestra do Capitólio de Toulouse se apresenta na Sala São Paulo e no Municipal do Rio

por Redação CONCERTO 15/05/2012

A temporada do centenário da Sociedade Cultura Artística continua este mês com a Orchestre National du Capitole de Toulouse, dias 15 e 16 na Sala São Paulo. O grupo também toca no Rio dia 17 pela Série Dell’Arte Concertos Internacionais.

 

Um dos mais tradicionais conjuntos da França, a Orchestre National du Capitole de Toulouse foi criada no século XIX para acompanhar as temporadas de ópera do Théâtre du Capitole de Toulouse. A orquestra vem ao Brasil sob a regência de Tugan Sokhiev, diretor artístico do grupo, e as três apresentações trazem o pianista francês Bertrand Chamayou como convidado.

No dia 15 em São Paulo e no dia 17 no Rio, o repertório é totalmente francês: a orquestra toca o Prélude à l’après-midi d’un faune, de Debussy, o Concerto para piano, de Ravel, e a Sinfonia Fantástica, de Berlioz. No dia 16 em São Paulo, o programa prevê a abertura da ópera Kovantchina e a suíte Quadros de uma exposição, ambas de Mussorgsky, e o Concerto para piano nº 1, de Liszt.

Tugan Sokhiev, que tem apenas 35 anos, era o principal regente convidado desde 2005, até assumir o cargo de diretor artístico, três anos depois. Suas bem-sucedidas colaborações com o Teatro Mariinsky, a Ópera de Viena e o Metropolitan Opera de Nova York o credenciavam para a nova missão: aprimorar a sonoridade do grupo, sem romper com a herança de seu antecessor. A opinião da crítica especializada sinaliza que tal objetivo foi alcançado. Para o Le Figaro, a orquestra é hoje o “centro da vida musical francesa”, enquanto o Le Monde tem celebrado a “Sokhiev-mania”; já sobre a recente estreia do grupo em solo britânico, o The Guardian comentou:  “É um ensemble refinado e que deveria ter sido ouvido por aqui antes. A sintonia entre músicos e maestro é notória”. Em 2012, Sokhiev passou a ser também o diretor musical da Deutsches Symphonie-Orchester Berlin.

Bertrand Chamayou, de 31 anos, nasceu em Toulouse e já se apresentou sob a batuta de Michel Plasson, Yutaka Sado e Andris Nelson, entre outros maestros de renome. Sua reputação internacional foi construída entre 2003 e 2005, quando interpretou o ciclo dos Estudos Transcedentais de Liszt nada menos que 40 vezes, sendo a última delas lançada em álbum pela Sony. Também dedica atenção especial à música de câmara. Renaud Capuçon, Daishin Kashimoto e Sol Gabetta – que se apresentará em outubro pela Temporada da Cultura Artística – estão entre seus parceiros habituais.

Em 2011, lançou um álbum triplo com a integral de “Les Années de Pèlerinage”, de Liszt, por ocasião do 200º aniversário de nascimento do compositor. A gravação recebeu um 10/10 da Classics Today francesa – que o classificou como “fenomenal” – e o prêmio Diapason D’Or, em dezembro último.