Osesp faz 7ª de Mahler com regência da norte-americana Marin Alsop

por Redação CONCERTO 14/09/2010

Nos dias 16, 17 e 18 de setembro a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo realiza concertos com a regente convidada Marin Alsop e a participação do barítono Leonardo Neiva. No repertório, Opening prayer de Leonard Bernstein e a Sinfonia nº 7 de Gustav Mahler. Marin Alsop é diretora musical da Orquestra Sinfônica de Baltimore, já foi regente titular da Orquestra Sinfônica de Bournemouth (Grã -Bretanha), mantendo a posição de regente emérita, além de ser diretora musical laureada da Orquestra Sinfônica de Colorado. Também é diretora do Festival de Música Contemporânea de Cabrillo, na Califórnia.

Na quarta-feira, dia 15, Marin Alsop participa de mesa redonda às 20h00 no Auditório da Folha. Saiba mais.

 

Prepare-se para o concerto
Veja abaixo informações sobre as obras e solistas destas apresentações, em informações gentilmente cedidas pela Fundação Osesp.

Leonard Bernstein
Lawrence (EUA), 25 de agosto de 1918 / Nova York (EUA), 14 de outubro de 1990
Opening Prayer
Duração aproximada: 6 minutos / Ano da composição: 1986

Esta obra de Bernstein é ainda inédita em CDs e foi composta para a reabertura do Carnegie Hall, em 1986. Com um forte toque mahleriano, o texto litúrgico é entoado por um barítono solista e é cantado em hebreu.

Gustav Mahler
Kaliště (República Tcheca), 7 de julho de 1860 / Viena (Áustria), 18 de maio de 1911
Sinfonia nº 7 em mi menor
Duração aproximada: 77 minutos / Ano da composição: 1904-08

Marin Alsop regente - Primeira vez com a Osesp
Marin Alsop ocupa o cargo de diretora musical da Orquestra Sinfônica de Baltimore. Já foi regente titular da Orquestra Sinfônica de Bournemouth (Grã -Bretanha), mantendo a posição de regente emérita, além de ser diretora musical laureada da Orquestra Sinfônica de Colorado. Também é diretora do Festival de Música Contemporânea de Cabrillo, na Califórnia. Nascida em Nova York, estudou na Universidade de Yale e recebeu o título de mestre na Juilliard School. Em 1988, ganhou o Prêmio de Regência Leonard Bernstein do Tanglewood Music Center Massachusetts, EUA), e passou a estudar com o próprio Bernstein, além de Gustav Meier e Seiji Ozawa. Como regente convidada, Marin Alsop apresenta-se regularmente com a orquestra da Filadélfia, as filarmônicas de Nova York, Los Angeles e Londres, além da Sinfônica de Londres. Na Europa, também esteve à frente da Royal Concertgebouw, Orquestra Tonhalle de Zurique, Orquestra de Paris, Filarmônica de Munique e La Scala de Milão. Em 2003, foi a primeira musicista a ganhar numa mesma temporada o prêmio “Artista do Ano”, da revista Gramophone, e o prêmio de regência da Royal Philharmonic Society. Alsop tem extensa discografia, que inclui todas as sinfonias de Brahms com a Orquestra Filarmônica de Londres, pelo selo Naxos, e gravações de compositores norte-americanos como Bernstein, Gershwin, Barber, John Adams, Philip Glass, Mark O’Connor e Edward Joseph Collins. Em 2009, recebeu um Grammy de “Melhor Disco de Música Clássica” com a gravação da Missa de Bernstein, com a Sinfônica de Baltimore.

Leonardo Neiva barítono - última vez com a Osesp em abril de 2009, na ópera Falstaff
Nascido em Brasília, iniciou seus estudos com Francisco Frias e aperfeiçoou-se com Rita Patané, em Milão. Atualmente, estuda com Ernesto Palácio, na Itália, e com Ricardo Ballestero, no Brasil. Já representou Fígaro, em O Barbeiro de Sevilha, e Dandini, em La Cenerentola, ambos de Rossini; o Don Giovanni de Mozart; Zurga, em O Pescador de Pérolas, de Bizet; o Sumo Sacerdote de Dagom, em Sansão e Dalila, de Saint-Säens; Wozzeck, na ópera homônima de Alban Berg; e o mestre de música em Ariadne auf Naxos, de Richard Strauss. No repertório sinfônico, apresentou- se em Um Réquiem Alemão, de Brahms, na Nona Sinfonia de Beethoven e na Canção Para Uma Criança Morta, de Mahler. Em 2005, atuou como Gunther, em O Crepúsculo dos Deuses, e como Donner, em O Ouro do Reno, na primeira montagem integral no Brasil do ciclo Anel do Nibelungo, de Wagner, durante o Festival de Ópera de Amazônia. Leonardo Neiva ganhou o prêmio de “Canção” no Concurso Internacional Bidu Sayão de 2006 e o Prêmio Carlos Gomes de “Cantor Solista”, em 2009, por suas atuações como Eneas (em Dido e Eneas, de Henry Purcell), Grão-Sacerdote (em Sansão e Dalila, de Saint-Säens) e como solista no poema sinfônico Kullervo, de Sibelius.