Osesp pretende estender contrato de Marin Alsop por três anos

por Redação CONCERTO 18/03/2015

O conselho administrativo da Fundação Osesp optou pela renegociação do contrato da maestrina Marin Alsop, que vence no final de 2016. Segundo o presidente da fundação, Fábio Barbosa, em entrevista publicada hoje no jornal O Estado de S. Paulo, “houve um crescimento da orquestra nos últimos anos e isso se deve a dois fatores: a qualidade do trabalho dos músicos e a atuação da regente”.

 

“Por isso, iniciamos essa negociação, mas com a preocupação de tê-la mais próxima da orquestra e do público. Mas não há nada fechado ainda, há aspectos a serem considerados, inclusive o interesse e a disponibilidade da própria Marin Alsop”, disse Barbosa.

Segundo a reportagem redigida pelo jornalista João Luiz Sampaio, o plano do conselho é estender o contrato de Alsop por dois ou três anos, até o final de 2019. Mas, de acordo com o texto, uma pesquisa realizada entre os músicos apontou que 70% são contra a permanência da maestrina. Em resposta, a Fundação Osesp emitiu nota oficial na qual afirma que a opinião dos músicos é um dos aspectos a serem considerados.

“A renovação do contrato da regente titular será uma decisão do Conselho; mas isso só acontece depois de ouvir muitas vozes: músicos, assinantes e público em geral (em pesquisas anuais de satisfação), mídia nacional e internacional (em textos sobre a Osesp), membros dos Conselhos de Orientação e Consultivo, Direções Executiva e Artística, consultores estrangeiros, patrocinadores, agentes e outras pessoas do meio profissional, no Brasil e no exterior. Para chegar à decisão, o Conselho deve avaliar também os resultados da parceria entre a regente a orquestra nesses últimos três anos, seja nos concertos regidos por ela na Sala São Paulo e nas turnês estaduais, nacionais e internacionais (Festival BBC Proms e Concertgebouw em 2012; Berlim, Londres, Paris e outras cidades europeias em 2013), seja nas gravações (CDs para o selo Naxos) e transmissões (TV, rádio e internet), seja ainda pela repercussão desse trabalho, no Brasil e no exterior. São muitos elementos que entram em jogo; e cabe não esquecer que a própria regente precisa ser consultada. O comprometimento dos músicos, tanto quanto da regente, tem resultado num notável desenvolvimento técnico e artístico da orquestra nesse período. Todas as avaliações apontam para uma direção altamente satisfatória”, diz o texto.

[Leia aqui a reportagem completa do jornal O Estado de S. Paulo]

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