Retrospectiva 2015 – Flavio Silva (depoimento de dezembro de 2015)

por Redação CONCERTO 23/02/2016

“Na área da música erudita, as Bienais de Música Brasileira Contemporânea da Funarte, por sua continuidade, têm se constituído no maior estímulo brasileiro para a criação e a difusão musical. Para as últimas bienais, foram definidos, pela Funarte, dois mecanismos de seleção de obras, o concurso e as encomendas. O concurso traz problemas quanto aos termos do edital e quanto à escolha dos membros da comissão de seleção, mas esses problemas são de solução relativamente simples. O anonimato nas partituras recebidas para o concurso garante a seleção mais isenta possível. Nas encomendas, os compositores que as receberão vêm sendo definidos a partir de eleição por um colégio eleitoral definido pela Funarte, mas esse processo tem acarretado vícios não previstos. Fica o dilema: faremos a próxima Bienal sem encomendas, só com obras concursadas, ou manteríamos os dois mecanismos, definindo os compositores que receberão encomenda a partir de um outro critério cuja transparência e isenção seja assegurada? Há outras questões que se colocam: deveríamos endereçar obras concursadas e encomendadas a conjuntos pré-existentes? Seria importante termos comissão de seleção com músicos estrangeiros e, mesmo, intérpretes estrangeiros para a obras brasileiras? Mantivemos ainda, durante o ano passado, os Painéis Funarte de Regência Coral, com abrangência menor que a desejável, e um programa de apoio a orquestras objetivando aquisição de instrumentos. A edição virtual do boletim do grupo Música Viva sofreu atraso em função do tratamento de informações inéditas e está prevista para fevereiro-março próximos.”

 

Flavio Silva, coordenador do Centro de Música da Funarte e diretor da Bienal de Música Brasileira Contemporânea

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