Rio de Janeiro recebe 21ª Bienal de Música Brasileira Contemporânea

por Redação CONCERTO 08/10/2015

Entre os dias 10 e 19 de outubro, acontece no Rio de Janeiro a 21ª Bienal de Música Brasileira Contemporânea. Com patrocínio do Ministério da Cultura, realização da Funarte e apoio da Academia Brasileira de Música, a atual edição do evento tem direção artística de Flavio Silva e tem boa parte de sua programação centrada na Sala Cecília Meireles.

Como de costume, a agenda da bienal gravita em torno de algumas significativas efemérides da música nacional e, em 2015, o evento celebra os 70 anos de nascimento de Mário de Andrade, um dos intelectuais mais importantes da história da música brasileira, e o centenário de nascimento do compositor e professor Hans-Joachim Koellreutter, que, apesar de ter nascido na Alemanha, desempenhou papel fundamental na disseminação e modernização da música nacional no século XX. O evento ainda honra os compositores Mário Ficarelli (1935-2014), Luiz Cosme (1908-1965) e Eunice Katunda (1915-1990), cujo centenário também se comemora neste ano.

O concerto de abertura da bienal acontece no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no dia 10, com a Orquestra Juvenil da Bahia, grupo de ponta do Neojiba (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia). Composto apenas por estreias mundiais, o repertório tem em sua primeira parte a regência de Eduardo Torres, que comanda E tornou-se fábula, de Alexandre Espinheira (uma das vencedoras do Prêmio Funarte de Composição Clássica de 2014), Apoteose de Rousseau, de Jorge Antunes, e Sete flechas: um batuque concertante, de Paulo Costa Lima (ambas encomendadas pela Funarte em 2014). A segunda parte é comandada por Ricardo Castro, diretor do Neojiba. Sob sua batuta, a Orquestra Juvenil da Bahia interpreta as 4 peças para orquestra, de Lucas Duarte (Prêmio Funarte 2014), Apsis, de Eli-Eri Moura, e A máquina do mundo, de Liduino Pitombeira (encomendas da Funarte em 2014).

A ampla programação segue com a participação de grupos como o UdiCello, Abstrai Ensemble, Duo Bretas/Kevorkian, Quarteto Radamés Gnattali, Quarteto Brasiliana, Camerata Profana, Quarteto Uirapuru, Grupo Cron e GNU, entre outros. Além de artistas como Daniel Guedes (violino), Luís Afonso Montanha (clarinete), Fábio Cury (fagote) e Tobias Volkmann (regência).

No dia 18 a bienal apresenta um concerto da Orquestra Sinfônica Nacional, que tem regência de Simone Menezes e Cláudio Cruz. No programa, peças de Nikolai Brucher, Roberto Victorio, Alexandre Schubert, Marisa Rezende, Emanuel Cordeiro e Flo Menzes – destaque para PostScriptio, que é interpretada por Cruz, solo, ao violino.

Encerra a programação, no dia 19, uma apresentação do Coletivo Chama. Formado por sete músicos e um arista visual, o grupo faz um reportório composto basicamente por canções de Mário de Andrade.

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