Theatro Municipal de São Paulo divulga temporada 2015

por Redação CONCERTO 30/10/2014

Como o diretor artístico maestro John Neschling antecipou em maio [clique aqui para ler], oito óperas vão compor a programação lírica do Theatro Municipal em 2015. “Pela primeira vez, ofereceremos, além de títulos célebres da lírica, algumas composições que não necessariamente fazem parte do repertório cotidiano das grandes casas de ópera, dentre as quais podemos nos contar”, explica o maestro no caderno de assinaturas, referindo-se a Ainadamar, de Osvaldo Golijov, e a Um homem só, de Camargo Guarnieri, duas óperas que serão apresentadas em programa único. Os outros títulos da temporada são Otello, de Verdi; Eugene Onegin, de Tchaikovsky; Thaïs, de Massenet; Manon Lescaut, de Puccini; Lohengrin de Wagner; e, fechando a temporada, Così fan tutte, de Mozart.

 

Além do equilíbrio na escolha de títulos, a programação do Municipal segue apostando em elencos que incluem grandes solistas do cenário internacional como um dos principais atrativos. Em Otello, por exemplo, que abre a temporada em março, o papel-título será interpretado pelos tenores Gregory Kunde e Stuart Neill. Como Desdêmona, revezam-se as sopranos Lana Koss e Elena Rossi e, como Iago, os barítonos Rodrigo Esteves e Alberto Gazale. Nomes como Medet Chotabaev, Ana Lucia Benedetti, Sávio Sperandio e Giovanni Tristacci completam o elenco, que será regido pelo próprio Neschling. Por sua vez, a direção cênica fica a cargo de Giancarlo del Monaco, que já produziu montagens para palcos como o Scala de Milão e o Metropolitan Opera House de Nova York.

Ainadamar, de Osvaldo Golijov, sobre o poeta Federico García Lorca, e Um homem só, tragédia urbana de Camargo Guarnieri, serão apresentadas em um mesmo programa, em fins de abril e início de maio, com regência de Rodolfo Fischer e direção cênica de Caetano Villela. No elenco, artistas como as sopranos Carla Cottini, Camila Titinger, Marisu Pavón, a mezzo soprano Luciana Bueno, o barítono Rodrigo Esteves e os tenores Miguel Geraldi e Rubens Medina, além do ator Jarbas Homem de Mello.

Em junho, o teatro encenará Eugene Onegin, de Tchaikovsky, com regência de Jaques Delacôte e direção cênica do argentino Hugo de Ana. Dois barítonos dividem o papel de Onegin – Andrei Bondarenko e Konstantin Shushakov –, e duas sopranos – Ainhoa Arteta e Victoria Yastrebova – se revezam como Tatiana. Lensky será vivido pelos tenores Fernando Portari e Medet Chotabaev e Gremin, pelos baixos Konstantin Kovaliov e Saulo Javan. A grande mezzo soprano russa Larissa Diadkova vai interpretar Filipevna, assim como a brasileira Lídia Schäffer. E, como Triquet, apresentam-se os tenores Saverio Fiore e Miguel Geraldi.

Em julho, a atração é a ópera Thaïs, de Massenet, em uma produção emprestada do Teatro Regio de Turim, na Itália. No papel principal, um dos destaques da temporada: a soprano Nino Machaidze, que já se apresentou em palcos como do Festival de Salzburg e da Ópera Alemã de Berlim e aqui vai dividir a cena com o barítono Lado Ataneli, que interpreta Athanaël. Também estarão na produção, que será regida por Alain Guignal, o barítono André Heyboer, os tenores Jean-François Borras e Roberto de Biasio, a soprano Carla Cottini e a mezzo soprano Ana Lúcia Benedetti, entre outros.

Manon Lescaut, de Puccini, trará a São Paulo em agosto duas destacadas sopranos – a argentina Maria José Siri e a brasileira Adriane Queiroz – e dois tenores – o italiano Marcello Giordani e o brasileiro Martin Muehle. Eles interpretam Manon e Des Grieux sob direção cênica de Cesare Lievi e regência de John Neschling. Como Lescaut, dividem-se os barítonos Vittorio Vitelli e Guilherme Rosa, completando um elenco que conta, ainda, com o tenor Valentino Buzza e o barítono Leonardo Pace, entre outros solistas.

O Municipal volta a receber, em outubro, uma produção de Lohengrin, de Wagner. E, como no título anterior, dois cantores brasileiros de destacada carreira internacional sobem ao palco: o tenor Ricardo Tamura encarna Lohengrin, assim como Tomislav Muzek; e o baixo Luiz Ottavio-Faria será o rei Heinrich. Como Elsa, atuam Emma Bell e Nathalie Bergeron; como Ortrud, Mariane Cornetti; e, como Telramund, Tomas Tomasson e Joachim Seipp. John Neschling assina a direção musical e a regência, e Henning Brokhaus, a direção cênica.

A última produção do ano, em novembro, traz de volta ao Theatro Municipal o maestro Rinaldo Alessandrini, especialista nos repertórios clássico e barroco, para comandar a execução musical de Così fan tutte, de Mozart (a direção cênica será de Pier Francesco Maestrini). No elenco estão as sopranos Carmela Remigio, Marta Torbidoni (Fiordiligi), Lina Mendes e Andrea Aguilar (Despina); as mezzo sopranos Monica Bacelli e Luisa Francesconi (Dorabella); os tenores Maxim Mironov e Giorgio Misseri (Ferrando); os barítonos Mattia Oliveri e Guilherme Rosa (Guglielmo); e os baixos Omar Montanari e Saulo Javan (Don Alfonso).

Assinaturas

A primeira fase de assinaturas será a de renovação para os antigos assinantes, de 3 a 20 de novembro. Uma segunda fase para trocas de assinaturas tem prazo do dia 21 a 30 de novembro; a terceira e última fase está voltada para as novas assinaturas e vai de 1º de dezembro a 31 de janeiro de 2015.

Para as noites de estreia dos sete espetáculos as assinaturas custam de R$ 350 a R$ 840, igualmente para as apresentações nas noites de terça-feira. Quem optar pelas récitas às quintas terá acesso a cinco espetáculos, pagando de R$ 250 a R$ 600; aos sábados e aos domingos, os valores, relativos a seis óperas, vão de R$ 300 a R$ 720. Há, ainda, quatro opções de assinaturas mistas, com direito a quatro ou três noites, custando de R$ 200 a R$ 480 e de R$ 150 a R$ 360, respectivamente. As assinaturas podem ser feitas diretamente na bilheteria do teatro ou pelo site www.theatromunicipal.org.br. [Por João Luiz Sampaio]

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[Leia mais sobre a Temporada 2015 do Theatro Municipal na edição de novembro da Revista CONCERTO – clique aqui (acesso exclusivo para assinantes).]