XVIII Bienal de Música mostra produção contemporânea

por Redação CONCERTO 21/10/2009

Chega à sua XVIII edição a Bienal de Música Brasileira Contemporânea, que acontece no Rio de Janeiro. Entre 23 de outubro e 1º de novembro, serão realizados 12 concertos na Sala Cecília Meireles. A Bienal de Música Brasileira Contemporânea foi criada com o objetivo de incentivar e difundir a criação musical erudita do país. Sua primeira edição aconteceu em 1975, por iniciativa de Edino Krieger e Myrian Dauelsberg, como conseqüência dos Festivais de Música da Guanabara, que revelaram compositores como Almeida Prado e Lindembergue Cardoso. A partir de então ela é realizada em anos ímpares, e desde 1979 sua organização foi assumida pela Funarte.

Nos concertos da Bienal são ouvidas obras recentes de compositores vivos de todo o Brasil, iniciantes ou renomados, ligados a diversas tendências artísticas. Em muitos casos, as obras apresentadas são inéditas. A característica maior do evento é seu ecletismo, na medida em que não existe qualquer limitação a correntes estéticas e/ou composicionais.

Esta XVIII Bienal contará com a participação de quatro orquestras, um coro, sete regentes, 33 cantores e 271 instrumentistas. Das 110 obras de 110 compositores que serão apresentadas, 25 serão dadas em estreia carioca, 11 em estreia brasileira e 61 em estreia mundial. Deste total de obras, 87 foram selecionadas dentre as 396 propostas por 254 compositores. Entre as exigências estavam o ineditismo da música no evento, o fato de poder ser executável depois de três ensaios, ter no máximo 15 minutos de duração e ter sido composta nos últimos cinco anos.

Entre os muitos compositores que terão obras executadas na XVIII Bienal estão Paulo Dantas, Vinicius Giusti, Alexandre Sanches, Arthur Kampela, Daniel Barreiro, Valéria Bonafé, Ernst Mahle, Ricardo Tacuchian, Antonio Ribeiro, Eduardo Guimarães Álvares e Rodrigo Lima.

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