Quanto maior o orçamento de uma orquestra norte-americana, maior a probabilidade dela ter um homem como seu diretor. A informação faz parte de uma pesquisa recém-divulgada, segundo a qual 67% das sinfônicas dos EUA são comandadas por homens.
A pesquisa foi realizada no ano passado sob o comando da especialista em gestão Aubrey Bergauer, criadora do Centro de Liderança e de Inovação do Conservatório de Música de São Francisco. O levantamento tem margem de erro de 5% e nível de confiança de 95%.
Segundo a pesquisa, entre os diretores de orquestras há 50% homens e 50% mulheres – não há profissionais que se identifiquem como transgêneros ou não binários. A divisão igual, no entanto, transforma-se quando se considera o orçamento dos grupos.
A pesquisa utilizou parâmetros estipulados pela Liga das Orquestras Americanas, que divide as sinfônicas em grupos de 1 a 8 de acordo com seus orçamentos.
Nos grupos 1 a 3, ou seja, os de maior orçamento, dois terços dos cargos de chefia são ocupados por homens – apenas no grupo cinco as proporções se igualam. Nos grupos mais baixos, 7 a 8, 74% dos cargos são ocupados por mulheres.
Segundo Bergauer, a questão precisa ser considerada à luz da realidade de outras pesquisas realizadas com instituições artísticas ou organizações não lucrativas nos Estados Unidos. Nelas, as mulheres representam 75% da força de trabalho, o que tornaria ainda mais gritante sua ausência em cargos de chefia.
Ainda em sua análise dos números, ela afirma que fenômeno parecido pode ser identificado na composição dos conselhos de administração. De acordo com pesquisas feitas por institutos como o BoardSource e o Nonprofit Quarterly, 52 % dos membros são homens e esse número cresce para 67% quando se considera as instituições com orçamentos maiores.
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