Ripper é exonerado do Theatro Municipal-RJ; Milton Gonçalves é o novo presidente

por Redação CONCERTO 23/02/2017

O compositor João Guilherme Ripper não é mais o presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada ontem pelo secretário de Estado da Cultura, André Lazaroni. Em seu lugar, assume o ator Milton Gonçalves. Segundo Lazaroni, a troca foi motivada por questões técnicas, tendo em vista a popularização do teatro, com abertura para a música popular e o objetivo de levar os corpos estáveis a apresentações em outras regiões da cidade e do estado. Segundo Ripper, no entanto, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o secretário lhe comunicou que precisava do cargo para atender a “demandas políticas”.

Ripper e sua equipe, que contava com a presença de André Cardoso como diretor artístico, estiveram à frente do Municipal durante 19 meses. Ao longo desse período, mesmo com a crise econômica e política do estado do Rio, a gestão iniciou uma renovação da programação e propôs uma nova dinâmica interna de funcionamento, com iniciativas como a criação de uma academia de canto. Em sua gestão, o Theatro Municipal produziu 12 títulos de ópera, seis balés e diversos concertos.

A temporada do primeiro semestre já havia sido montada, com as óperas Um baile de máscaras, de Verdi, e Jenufa, de Leos Janácek. O Municipal não se pronunciou oficialmente sobre a troca na direção ou sobre a manutenção da temporada.

Desde 2004, quando assumiu a direção da Sala Cecília Meireles, João Guilherme Ripper se afirmou como um dos mais competentes gestores culturais brasileiros. Sua exoneração da presidência do Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi recebida com perplexidade e gerou fortes críticas no meio musical erudito.