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Reforma do Municipal de São Paulo (4/11/2010)
Por Leonardo Martinelli

São Paulo é a maior cidade da América do Sul e uma das maiores do mundo, mas por incrível que pareça, o número de teatros é pequeno se comparado com o de outras megalópoles. O déficit aumenta ainda mais se tomarmos como referência teatros e espaços dedicados à música clássica, que ficou ainda mais crítica depois que um incêndio destruiu o Teatro Cultura Artística e com os meses consumidos na reforma de seu Teatro Municipal - TMSP, que ainda mantém fechado o imponente edifício projetado por Ramos de Azevedo.

Mais do que um simples teatro, o TMSP é um gigantesco departamento da Secretaria de Cultura, que além do edifício no centro da cidade inclui orquestras, dois coros, corpo de bailado, escolas de música e dança, além de uma central de produção técnica no bairro do Canindé.


Teatro Municipal de São Paulo [Foto: divulgação]

Por si o fechamento do teatro por um período tão longo tem causado grandes aflições no público paulistano. Mas este sentimento se amplificou com a instabilidade que a instituição como um todo têm passado, as crises de sua principal orquestra, somado-se a tudo isto um claudicante processo de transição institucional (no momento tramita na Câmara dos Vereadores um projeto que tornará o TMSP em uma fundação).

No final de outubro passado a diretoria do TMSP abriu suas portas a um grupo de “amigos do Municipal”, organizado pelo professor de história da ópera Sergio Casoy, para que se pudesse constatar o andamento das obras de um dos mais importantes teatros do país. O grupo foi recepcionado pela diretora do TMSP, Beatriz Franco do Amaral, e pela arquiteta responsável pelas obras, Lilian Jaha. Enquanto Beatriz Amaral respondia a questões de ordem administrativas, Lilian Jaha respondia ao detalhes técnicos desta empreitada.

O salão do café é atualmente o grande cartão de visita do TMSP. Com uma série de pinturas por décadas escondidas por várias e irresponsáveis demãos de tinta, eis que vem à tona todo um intenso colorido, que em breve rivalizará com o segundo bar do TMSP, este novíssimo, projetado pelos badalados decoradores Fernando e Humberto Campana, cujas obras devem ser custeadas pelo Grupo Votorantim (cuja sede é vizinha ao TMSP).

Segundo Beatriz Amaral, 70% da verba para o restauro do TMSP veio do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, sendo o restante da prefeitura e parceiros. Uma destas parcerias veio de forma inusitada: como contrapartida para o uso do teatro como cenário para a minissérie global Som e Fúria, a produtora O2 financiou a construção da nova concha acústica, a ser utilizada em concertos sinfônicos.

Acústica e estrutura cenotécnica são os grandes desafios da atual reforma, que inclui substanciais mudanças no palco e nos bastidores. Em princípio, prevê-se um aprofundamento do fosso da orquestra e aumento da área útil das coxias com a retirada de diversas “inserções” realizadas em reformas anteriores. Uma ponte de aço que ficava acima do palco foi retirada, o que ampliará a capacidade de varas de luz e de cenário. O ciclorama, estrutura armada de tecido que “envelopa” o palco, já está reformado. Os “pescoços de ganso”, isto é, suportes de luz que foram cravados nos balcões a partir do 2º andar da sala serão retirados e substituídos por um novo sistema, de forma a garantir as luzes frontais, que passará por uma atualização tecnológica. As reformas nos assentos e a adequação às leis de acessibilidade vão tirar 30 dos atuais 1530 lugares do teatro. Tantas mudanças necessariamente mexerão com a acústica da sala, que será reorientada a partir de um projeto de José Augusto Nepomuceno, que foi responsável pela acústica na reforma da Sala São Paulo.

Muita coisa já foi feita, mas há ainda muito por fazer. Entretanto, a Secretaria da Cultura garante que o TMSP reabrirá suas portas em um concerto no dia 18 de março, e que ele estará prontíssimo para celebrar seu centenário em 12 de setembro de 2011, ano em que também deve ser inaugurada sua Praça das Artes, complexo arquitetônico nas cercanias do TMSP que abrigará os corpos estáveis e as escolas de arte da prefeitura. Quem viver, verá?





Leonardo Martinelli - é compositor e jornalista. Foi editor-assistente da Revista CONCERTO entre 2009 e 2013, e atualmente é diretor de formação da Fundação Theatro Municipal de São Paulo.

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