Banner 468x60
Banner 180x60
Bom dia.
Terça-Feira, 16 de Janeiro de 2018.
 
E-mail:  Senha:

 

 
Nome

E-mail


 
Saiba como anunciar na Revista e no Site CONCERTO.
   


Vitrine Musical 2016 - Clique aqui e veja detalhes dos anunciantes

 
 
 
Abram alas para Chiquinha! (7/11/2011)
Por Camila Frésca

Há mais de dez anos, quando iniciava carreira no jornalismo, publiquei meu primeiro texto. Era uma biografia sobre a maestrina e compositora Chiquinha Gonzaga (1847-1935). A pesquisa feita à época revelou para mim um personagem fascinante de nossa música e de nossa história, pelo qual me apaixonei.

Chiquinha foi uma mulher extraordinária para seu tempo, por sua postura progressista seja na música, na política ou nos costumes – já escrevi um texto sobre ela neste espaço em 2009, por ocasião da reedição de sua biografia. Vale a pena, aliás, reproduzir um pequeno trecho:

Se hoje o nome da maestrina e compositora é bastante difundido e dados de sua vida são conhecidos do público em geral – embora não se possa dizer o mesmo de sua música – devemos a maior parte disso ao trabalho de Edinha Diniz, que em 1984 publicou a primeira biografia de Chiquinha Gonzaga escrita a partir de um sério trabalho de pesquisa. É nela que estão a maioria dos dados surpreendentes e até então desconhecidos sobre a trajetória da artista. O livro causou interesse crescente pela compositora, que virou enredo de escola de samba, peça teatral, minissérie de TV e foi descoberta por alguns de nossos músicos, como Clara Sverner, uma das primeiras a registrar a obra de Chiquinha para piano.
[clique aqui para ler o texto na íntegra]


Chiquinha Gonzaga em 1932, no dia de seu aniversário de 85 anos. [Foto: reprodução]

Pois bem, se a redescoberta de Chiquinha começou na década de 1980, com as pesquisas de Edinha Diniz, um importante passo foi dado em 2005, quando seu acervo – milhares de volumes entre partituras manuscritas e impressas, fotos, recortes de jornal, cartas etc. – passou para a guarda do Instituto Moreira Salles, que iniciou um trabalho de preservação, organização e digitalização do acervo (a página de Chiquinha no IMS pode ser visitada em http://ims.uol.com.br/hs/chiquinhagonzaga/chiquinhagonzaga.html).

Acaba de ser dado mais um passo fundamental para a preservação da memória da compositora e, principalmente, para uma avaliação mais exata da contribuição de Chiquinha para nossa música. Se no texto anterior eu dizia que seu nome e sua trajetória eram razoavelmente conhecidos, mas o mesmo não acontecia com sua música, agora essa situação promete mudar: está no ar há alguns dias o site http://www.chiquinhagonzaga.com.br/ que dá acesso a mais de 300 partituras revisadas e digitalizadas da compositora.

Idealizado pelos pianistas Alexandre Dias e Wandrei Braga, o Acervo Digital Chiquinha Gonzaga abriga sua obra fundamental para piano solo, canto e piano e outras formações. Ficaram de fora as músicas (outras centenas) compostas para peças teatrais, que devem ser contempladas num desdobramento do projeto. Alexandre e Wandrei se inspiraram num projeto similar que gerou o site dedicado à vida e à obra de Ernesto Nazareth (http://www.ernestonazareth.com.br/), igualmente patrocinado pela Natura via programa Natura Musical.

Durante mais de três anos a dupla garimpou partituras em diversas fontes e, de aproximadamente 12 obras iniciais disponíveis comercialmente, chegaram aos mais de 300 títulos agora colocados à disposição do público do mundo inteiro de forma gratuita. Uma olhadela pelas obras revela a versatilidade de Chiquinha, que passeou pelos mais diversos ritmos e gêneros, como choro, valsa, tango brasileiro, canção, polca, fado etc. Cada música está disponibilizada em sua versão original e em cifras, acompanhada de notas informativas. Também estão no site todas as letras das canções de Chiquinha Gonzaga, nunca antes publicadas. Recitais de lançamento estão acontecendo no Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo. Dias 5, 7 e 11 deste mês haverá eventos na capital federal, e dia 17, Alexandre Dias e Wandrei Braga voltam a São Paulo, no Teatro Humboldt.

A partir de agora, debruçando-nos sobre este riquíssimo material, poderemos falar da importância, pioneirismo e/ou particularidades de Chiquinha Gonzaga com verdadeiro conhecimento de causa. Músicos e pesquisadores, o tesouro está à disposição!





Camila Frésca - é jornalista e doutoranda em musicologia pela ECA-USP. É autora do livro "Uma extraordinária revelação de arte: Flausino Vale e o violino brasileiro" (Annablume, 2010).

Mais Textos

A produção é boa, mas faltou mágica na “Flauta” do Municipal Por Nelson Rubens Kunze (23/12/2017)
Relativizações, realidades e transformações: um olhar sobre “A flauta mágica” do Theatro Municipal Por João Luiz Sampaio (23/12/2017)
O prazer de ouvir Neymar Dias – muito bachiano e muito brasileiro Por Irineu Franco Perpetuo (20/12/2017)
Uma temporada inclusiva, feita com inteligência Por João Marcos Coelho (19/12/2017)
Uma grande e despretensiosa sátira Por João Luiz Sampaio (8/12/2017)
A goleada da Argentina (e nem precisaram do Messi) Por Nelson Rubens Kunze (8/12/2017)
Museu virtual reúne milhares de instrumentos de coleções britânicas Por Camila Frésca (4/12/2017)
Karnal, a Osesp e o governador Por Nelson Rubens Kunze (24/11/2017)
Quem não trafega nas redes sociais se trumbica Por João Marcos Coelho (24/11/2017)
Budu e Hilsdorf: nasce um duo Por Irineu Franco Perpetuo (14/11/2017)
Três óperas Por Jorge Coli (7/11/2017)
Convocação de OSs para Emesp, Guri e Conservatório de Tatuí reforça torniquete financeiro do governo Por Nelson Rubens Kunze (3/11/2017)
Para onde nos levará a onda de censura no país? Por João Marcos Coelho (31/10/2017)
Os quartetos de cordas e a reavaliação da obra de Villa-Lobos Por Camila Frésca (30/10/2017)
O Brahms profundo e espontâneo de Nelson Freire Por Irineu Franco Perpetuo (25/10/2017)
Primeiras impressões sobre a temporada da Osesp Por João Marcos Coelho (29/9/2017)
“Tosca” tem montagem competente no Rio de Janeiro Por Nelson Rubens Kunze (28/9/2017)
Refinamento e inventividade em “Brazilian Landscapes” Por Camila Frésca (28/9/2017)
Um “Nabucco” problemático no Theatro Municipal de São Paulo Por João Luiz Sampaio (26/9/2017)
Na estreia com a Osesp, Leonardo Hilsdorf encanta a Sala São Paulo Por Irineu Franco Perpetuo (22/9/2017)
Festival de Ópera do Theatro da Paz faz bom “Don Giovanni” Por Nelson Rubens Kunze (19/9/2017)
Penderecki e Szymanowski: uma noite musical maior Por Jorge Coli (18/9/2017)
Novo fôlego para a ópera no RS Por Everton Cardoso (8/9/2017)
Wagner de boa qualidade, mas sem lirismo e vigor dramático Por Jorge Coli (4/9/2017)
Finalmente Dudamel “suja” mãos e batuta com a “política” Por João Marcos Coelho (24/8/2017)
Dobradinha “Pulcinella & Arlecchino” tem boa realização no Theatro São Pedro Por Nelson Rubens Kunze (23/8/2017)
 
Ver todos os textos anteriores
 
<< voltar

 


< Mês Anterior Janeiro 2018 Próximo Mês >
D S T Q Q S S
31 1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30 31 1 2 3
 

 
São Paulo:

17/1/2018 - Espetáculo O compositor delirante

Rio de Janeiro:
16/1/2018 - Duo Bernardo Katz - violoncelo e Holly Katz - piano

Outras Cidades:
30/1/2018 - Paraupebas, PA - Academia Jovem Concertante
 




Clássicos Editorial Ltda. © 2018 - Todos os direitos reservados.

Rua João Álvares Soares, 1404
CEP 04609-003 – São Paulo, SP
Tel. (11) 3539-0045 – Fax (11) 3539-0046