Banner 468x60
Banner 180x60
Bom dia.
Domingo, 26 de Março de 2017.
 
E-mail:  Senha:

 

 
Nome

E-mail


 
Saiba como anunciar na Revista e no Site CONCERTO.
   


 

Vitrine Musical 2016 - Clique aqui e veja detalhes dos anunciantes


 
 
 
Opes mostra boa produção semiencenada de “O amor das três laranjas”, de Prokofiev (28/11/2011)
Por Nelson Rubens Kunze

A história é um tanto absurda: com a ajuda de Truffaldino, o Rei de Trèfles promove um festival de animações para fazer o Príncipe rir e assim curá-lo de sua depressão hipocondríaca. Nada dá certo, até que a bruxa Fata Morgana – que na verdade só está ali conspirando contra o Rei para que o Príncipe não ria – toma um tombo hilário, despertando finalmente o riso do príncipe (um ha-ha-ha-ha em ritmo de quinta sinfonia de Beethoven). Zangada, Morgana lança a maldição e o Príncipe se torna presa da paixão por três laranjas. A partir daí o surrealismo só cresce: junto com Truffaldino, o Príncipe parte em busca das três laranjas enfrentando diversos desafios – entre eles o de vencer a cozinheira (cantada por um baixo), que defende sua cozinha com uma enorme e temida colher de cobre. No fim, tudo se resolve, o Príncipe se junta à linda Princesa e os malvados – Morgana, sua criada Sméraldine e o primeiro ministro – acabam, num passe de mágica, desaparecendo do reino.

O próprio compositor Serguei Prokofiev (1891-1953) preparou o libretto de sua ópera O amor das três laranjas a partir de uma adaptação feita para o teatro pelo italiano Carlo Gozzi (em meados do século XVIII), por sua vez baseado em uma peça inspirada na commedia del’arte e escrita por Giambattista Basile no século anterior. A música, que contém uma famosa marcha no segundo ato, é envolvente e acompanha as situações de diversão e crítica com o mesmo espírito do enredo. A ópera estreou em 1921, em Chicago nos Estados Unidos, sob direção do próprio compositor.

Foi muito boa a realização artística de O amor das três laranjas apresentada ontem (27 de novembro), no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, pela Orquestra Petrobras Sinfônica (Opes), com direção musical e regência do maestro Isaac Karabtchevsky. A direção cênica de Alberto Renault, a coreografia de Marcia Milhazes e os figurinos e adereços de Isabela Capeto contribuíram para o convincente resultado, em que os cantores se movimentavam no proscênio com o Coro Sinfônico do Rio de Janeiro (direção de Julio Moretzsohn) na parte de trás da orquestra. O equilibrado elenco de 16 vozes solistas – escolhido em audições que proporcionaram importante oportunidade para jovens talentos – foi composto integralmente por brasileiros. Foi um prazer ver o ouvir o príncipe Marcos Paulo com seu travesseiro, o animado Sergio Weintraub como Truffaldino, o histrionismo de Pepes do Vale como cozinheira e as maldades de Fata Morgana (Gabriela Rossi) e sua criada Sméraldine (Luciana Costa e Silva). Mas seria injusto não citar os outros cantores, que em conjunto formaram um elenco bom e homogêneo: Luisa Francesconi (Princesa Clarisse), Carlos Eduardo Marcos (Rei), Homero Velho (primeiro ministro), Vinicius Atique (Pantelon), Leonardo Páscoa (mágico Tchelio), Carolina Faria, Carla Odorizzi e Lina Mendes (as três laranjas), Daniel Soren (Farfarello), Ivan Jorgensen Malta e Manuel Alvarez Abreu.

Essa é a terceira ópera que a Petrobras Sinfônica realiza dentro desse conceito – títulos raros em versões semiencenadas (nos anos anteriores fizeram O anão de Zemlinsky e O caso Makropulos de Janácek). É um diferencial que já marca o trabalho dessa orquestra. Em 2012 o projeto ainda ganha um destaque adicional, já que fará a estreia mundial da ópera Piedade, de João Guilherme Ripper, comissionada pela própria Opes.

Boas ideias que merecem divulgação e incentivo!

[Nelson Rubens Kunze viajou ao Rio de Janeiro e assistiu à O amor das três laranjas a convite da Opes.]





Nelson Rubens Kunze - é diretor-editor da Revista CONCERTO

Mais Textos

De palmeiras e pinheirinhos nórdicos Por João Marcos Coelho (24/3/2017)
Opes abre temporada clássica no Theatro Municipal do Rio de Janeiro Por Nelson Rubens Kunze (23/3/2017)
Sombra de sombra – a estreia da ópera “O espelho” Por João Luiz Sampaio (22/3/2017)
Helder Parente, talento infinito Por Rosana Lanzelotte (21/3/2017)
Trio Villani-Côrtes faz uma ótima estreia com “Três tons brasileiros” Por Camila Frésca (14/3/2017)
O valor da música (e a responsabilidade do Estado) Por Nelson Rubens Kunze (5/3/2017)
Um Brasil diferente ainda é possível Por João Marcos Coelho (22/2/2017)
Em clima de festa, Theatro Municipal de São Paulo abre ano com bom concerto Por Nelson Rubens Kunze (22/2/2017)
Sígrido Levental e o Conservatório do Brooklin (lembranças pessoais) Por Nelson Rubens Kunze (3/2/2017)
Sarau e livro recuperam a obra do violinista catarinense Adolpho Mello Por Camila Frésca (23/1/2017)
Nação civilizada (ou seria incivilizada?) Por Nelson Rubens Kunze (18/1/2017)
Diário de viagem Por Jorge Coli (16/1/2017)
Para conhecer Claudio Santoro Por Irineu Franco Perpetuo (23/12/2016)
Feliz Ano Novo? Por Nelson Rubens Kunze (23/12/2016)
Fim da Oficina de Curitiba: populismo da pior espécie Por João Marcos Coelho (20/12/2016)
Um retrato do Painel Funarte de Ensino Coletivo Por Camila Frésca (19/12/2016)
Aleyson Scopel faz ótima apresentação no Rio de Janeiro Por Nelson Rubens Kunze (16/12/2016)
Em Porto Alegre, uma “Carmina Burana” para lembrar Por Everton Cardoso (15/12/2016)
“Fosca”, de Carlos Gomes, ganha enfim uma estupenda apresentação contemporânea Por Jorge Coli (14/12/2016)
A grande oportunidade do Theatro Municipal de São Paulo Por Nelson Rubens Kunze (5/12/2016)
Pego no contrapé, o fenômeno Golijov curte um estranho silêncio criativo Por João Marcos Coelho (1/12/2016)
Gergiev ressuscita partitura perdida de Stravinsky Por Irineu Franco Perpetuo (28/11/2016)
Bons e novos ventos com o Trio Capitu Por Camila Frésca (9/11/2016)
Notas cariocas Por Jorge Coli (7/11/2016)
Cultura sobrestada (a crise e os cortes na cultura) Por Nelson Rubens Kunze (3/11/2016)
Nepomuceno, o internacionalista Por João Marcos Coelho (31/10/2016)
 
Ver todos os textos anteriores
 
<< voltar

 


< Mês Anterior Março 2017 Próximo Mês >
D S T Q Q S S
29 30 31 1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30 31 1
 

 
São Paulo:

26/3/2017 - Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e Balé da Cidade de São Paulo

Rio de Janeiro:
31/3/2017 - Olivia Hime - voz e Francis Hime - voz e piano

Outras Cidades:
26/3/2017 - Vitória, ES - Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo
 




Clássicos Editorial Ltda. © 2017 - Todos os direitos reservados.

Rua João Álvares Soares, 1404
CEP 04609-003 – São Paulo, SP
Tel. (11) 3539-0045 – Fax (11) 3539-0046