Banner 180x60
Boa tarde.
Domingo, 17 de Dezembro de 2017.
 
E-mail:  Senha:

 

 
Nome

E-mail


 
Saiba como anunciar na Revista e no Site CONCERTO.
   


 

 

Vitrine Musical 2016 - Clique aqui e veja detalhes dos anunciantes

 

 
 
 
Cosmopolitismo ou jequice? (24/7/2014)
Por João Luiz Sampaio

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo fará em agosto uma turnê por cinco capitais do país. À frente do grupo, estará a maestrina Marin Alsop, que vai reger um programa composto pela Alvorada de Lo schiavo, de Carlos Gomes; o Concerto para piano e orquestra de Grieg; e a Sinfonia nº 5 de Tchaikovsky.

No Grieg, o solista será o pianista russo Dmitry Mayboroda, de 21 anos. É um talento indiscutível da nova geração – e o público brasileiro já teve chance de confirmar isso em pessoa, em 2012, quando ele foi solista da Orquestra Experimental de Repertório em São Paulo e Campos do Jordão, interpretando a Rapsódia sobre um tema de Paganini, de Rachmaninov.

No ano passado, ele foi também um dos finalistas do Concurso Clara Haskil, um dos mais importantes do mundo, outro testemunho de sua qualidade. Ficou em segundo lugar. O primeiro? Foi para um brasileiro, Cristian Budu, ex-aluno de Eduardo Monteiro em São Paulo, de onde partiu para se aperfeiçoar em Boston, nos EUA – Irineu Franco Perpetuo escreveu sobre ele aqui mesmo no Site CONCERTO na ocasião de sua vitória na Suíça.


Mayboroda e Budu em ensaios do Clara Haskil de 2013, na Suíça [fotos: Céline Michel/divulgação]

Mais de uma vez ouvi, nos últimos tempos, uma pergunta franca por parte de pessoas que acompanham a temporada musical paulistana: por que a Osesp resolveu levar o cara que perdeu para Budu – e não o próprio – em sua turnê? De passagem pelo Festival de Inverno de Campos do Jordão no último sábado, repassei a pergunta à Fundação Osesp. E a resposta chegou ontem, por e-mail: o concurso foi realizado no segundo semestre do ano passado; e Mayboroda já havia sido contratado dois anos antes para a turnê.

Resolvido? Apenas em parte. Não se discute, de forma alguma, a importância e necessidade de ter solistas de diversas partes do mundo nas temporadas de nossas orquestras. E é louvável que, há dois anos, a Fundação Osesp tenha demonstrado interesse em trazer para cá um jovem promissor, que começava a despontar no cenário. Prestar atenção ao que se passa lá fora, em especial entre os talentos que surgem, é obrigação de quem programa nossas orquestras, claro. Mas será que olhamos aqui para dentro com a mesma atenção e curiosidade?

A sensação é de que não. E não dá para colocar essa responsabilidade apenas sobre a Osesp. Afinal, para citar mais um exemplo, foi preciso que o violinista Luiz Filíp passasse a integrar o naipe de primeiros-violinos da Filarmônica de Berlim para que chamasse atenção de nossas orquestras – em agosto, ele vai se apresentar com algumas delas país afora.

Na divisão entre solistas brasileiros e estrangeiros, no final das contas, a cota nacional costuma ser preenchida com nomes consagrados, já celebrados mundo afora. E não se busca nas pequenas séries de concertos, nas universidades ou nos conservatórios talentos excepcionais em condição de atuar em nossos principais palcos. É mais fácil, afinal, esperar que, contra todas as adversidades, eles ganhem o mundo e por lá sejam chancelados.

Às vezes, o cosmopolitismo esconde a mesma jequice de sempre...

Clássicos Editorial Ltda. © 2014 - Todos os direitos reservados.
A reprodução de todo e qualquer conteúdo requer autorização, exceto trechos com link para a respectiva página.





João Luiz Sampaio - é editor executivo da Revista CONCERTO e colaborador do jornal O Estado de S. Paulo

Mais Textos

A goleada da Argentina (e nem precisaram do Messi) Por Nelson Rubens Kunze (8/12/2017)
Uma grande e despretensiosa sátira Por João Luiz Sampaio (8/12/2017)
Museu virtual reúne milhares de instrumentos de coleções britânicas Por Camila Frésca (4/12/2017)
Karnal, a Osesp e o governador Por Nelson Rubens Kunze (24/11/2017)
Quem não trafega nas redes sociais se trumbica Por João Marcos Coelho (24/11/2017)
Budu e Hilsdorf: nasce um duo Por Irineu Franco Perpetuo (14/11/2017)
Três óperas Por Jorge Coli (7/11/2017)
Convocação de OSs para Emesp, Guri e Conservatório de Tatuí reforça torniquete financeiro do governo Por Nelson Rubens Kunze (3/11/2017)
Para onde nos levará a onda de censura no país? Por João Marcos Coelho (31/10/2017)
Os quartetos de cordas e a reavaliação da obra de Villa-Lobos Por Camila Frésca (30/10/2017)
O Brahms profundo e espontâneo de Nelson Freire Por Irineu Franco Perpetuo (25/10/2017)
Primeiras impressões sobre a temporada da Osesp Por João Marcos Coelho (29/9/2017)
“Tosca” tem montagem competente no Rio de Janeiro Por Nelson Rubens Kunze (28/9/2017)
Refinamento e inventividade em “Brazilian Landscapes” Por Camila Frésca (28/9/2017)
Um “Nabucco” problemático no Theatro Municipal de São Paulo Por João Luiz Sampaio (26/9/2017)
Na estreia com a Osesp, Leonardo Hilsdorf encanta a Sala São Paulo Por Irineu Franco Perpetuo (22/9/2017)
Festival de Ópera do Theatro da Paz faz bom “Don Giovanni” Por Nelson Rubens Kunze (19/9/2017)
Penderecki e Szymanowski: uma noite musical maior Por Jorge Coli (18/9/2017)
Novo fôlego para a ópera no RS Por Everton Cardoso (8/9/2017)
Wagner de boa qualidade, mas sem lirismo e vigor dramático Por Jorge Coli (4/9/2017)
Finalmente Dudamel “suja” mãos e batuta com a “política” Por João Marcos Coelho (24/8/2017)
Dobradinha “Pulcinella & Arlecchino” tem boa realização no Theatro São Pedro Por Nelson Rubens Kunze (23/8/2017)
O bel canto colorido e expressivo de Javier Camarena Por Irineu Franco Perpetuo (10/8/2017)
Osesp faz belo concerto com programa raro Por Jorge Coli (9/8/2017)
Terceira edição do Festival Vermelhos consolida projeto cultural em Ilhabela Por Camila Frésca (8/8/2017)
Em busca da música Por João Marcos Coelho (28/7/2017)
 
Ver todos os textos anteriores
 
<< voltar

 


< Mês Anterior Dezembro 2017 Próximo Mês >
D S T Q Q S S
27 28 29 30 31 1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31 1 2 3 4 5 6
 

 
São Paulo:

21/12/2017 - Ópera A flauta mágica, de Mozart

Rio de Janeiro:
21/12/2017 - Orquestra Johann Sebastian Rio

Outras Cidades:
20/12/2017 - Salvador, BA - Orquestra Juvenil da Bahia
 




Clássicos Editorial Ltda. © 2017 - Todos os direitos reservados.

Rua João Álvares Soares, 1404
CEP 04609-003 – São Paulo, SP
Tel. (11) 3539-0045 – Fax (11) 3539-0046