Banner 180x60
Bom dia.
Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017.
 
E-mail:  Senha:

 

 
Nome

E-mail


 
Saiba como anunciar na Revista e no Site CONCERTO.
   


 

 

Vitrine Musical 2016 - Clique aqui e veja detalhes dos anunciantes

 

 
 
 
Músicos Sem Fronteiras: reabilitando vidas por meio da música (2/10/2014)
Por Camila Frésca

Muitos conhecem o trabalho incrível que a organização Médicos Sem Fronteiras realiza ao redor do mundo, ajudando a diminuir o sofrimento de populações vivendo em áreas de extrema pobreza ou devastadas pelas guerras. Poucos sabem, no entanto, que existe um projeto similar no qual o trabalho humanitário é realizado por meio da música: é o Músicos Sem Fronteiras (Musicians without Borders) organização não governamental e internacional criada em 1999 na Holanda pela musicista norte-americana Laura Hassler.

Além de musicista, Hassler era uma ativista pacifista e conta que, em 1999, logo após reger um concerto coral, lhe ocorreu a ideia de criar uma organização que pudesse combinar suas duas ocupações para ajudar pessoas afetadas pela guerra. Nascia assim o Músicos Sem Fronteiras (MWB), cujo trabalho consiste em usar o poder da música para aliviar traumas e promover reconciliação em regiões arrasadas por guerras e conflitos. O primeiro concerto aconteceu ainda em 1999, em Kosovo, no final da guerra. A ideia é de que a música pode reduzir os efeitos relacionados à guerra e aproximar comunidades que se encontram separadas através da experiência do fazer musical. Detalhe importante: trata-se de fazer música e não apenas escutar passivamente.

Os projetos são desenvolvidos em colaboração com músicos locais e organizações da sociedade civil, e as experiências bem sucedidas são usadas para desenvolver modelos, metodologias e treinamentos para o uso em outras regiões. Atualmente, a entidade desenvolve projetos em Ruanda, Uganda, Cisjordânia, Kosovo e Bósnia-Herzegovina, entre outros. Fabienne van Eck, violoncelista, é uma das supervisoras do projeto Sons da Palestina (Sounds of Palestine), baseado no El Sistema e que envolve cerca de 200 crianças que vivem em campos de refugiados na Palestina. Veja no vídeo abaixo (em inglês):

Num depoimento publicado recentemente, Fabienne conta que o objetivo é ensinar as pessoas a fazer música e utilizá-la como um elemento em seu dia a dia. Ela ensina de crianças pequenas a adultos a trabalhar com a voz, percussão corporal ou até mesmo reger – neste caso, o aluno conduz a forma com que ela toca uma música no violoncelo. Ela ouviu de um garoto de 19 anos que ele ficava aterrorizado pelo barulho das bombas durante a Segunda Intifada, até que passou a imaginar que se tratava de sons de percussão. “É difícil dizer quão efetivo nosso trabalho é. Os pais dizem que seus filhos mudam de comportamento e melhoram seu desempenho escolar”, ela conta. “Tentamos nos certificar de que cada workshop seja parte de um projeto contínuo e adequado às necessidades da comunidade. Sustentabilidade é nossa principal preocupação, mas nunca sabemos o que irá acontecer no dia seguinte. Nós adiamos workshops, se necessário, mas nunca cancelamos – é importante mostrar aos participantes que estamos sempre lá para eles.”

Para Laura Hassler, o poder da música se sobrepõe a diferenças culturais, linguísticas e religiosas: “Quando as pessoas estão criando música juntas, num mesmo espaço, esta se torna seu único foco e elas se esquecem de todo o resto”. Além do objetivo imediato de utilizar a música como uma espécie de alívio e reconciliação, o MWB tem a intenção de usá-la como um elemento sustentável de mudança a longo prazo. Para isso eles treinam pessoas da comunidade que se tornam agentes capazes de dar continuidade ao projeto. No site da entidade é possível fazer doações e conhecer detalhes de cada um dos projetos do Músicos Sem Fronteiras (www.musicianswithoutborders.org). Vale conferir ainda este tocante vídeo (também em inglês) feito em Ruanda, onde a organização desenvolve um projeto com crianças, a maioria infectada com HIV:

Clássicos Editorial Ltda. © 2014 - Todos os direitos reservados.
A reprodução de todo e qualquer conteúdo requer autorização, exceto trechos com link para a respectiva página.





Camila Frésca - é jornalista e doutoranda em musicologia pela ECA-USP. É autora do livro "Uma extraordinária revelação de arte: Flausino Vale e o violino brasileiro" (Annablume, 2010).

Mais Textos

A goleada da Argentina (e nem precisaram do Messi) Por Nelson Rubens Kunze (8/12/2017)
Uma grande e despretensiosa sátira Por João Luiz Sampaio (8/12/2017)
Museu virtual reúne milhares de instrumentos de coleções britânicas Por Camila Frésca (4/12/2017)
Karnal, a Osesp e o governador Por Nelson Rubens Kunze (24/11/2017)
Quem não trafega nas redes sociais se trumbica Por João Marcos Coelho (24/11/2017)
Budu e Hilsdorf: nasce um duo Por Irineu Franco Perpetuo (14/11/2017)
Três óperas Por Jorge Coli (7/11/2017)
Convocação de OSs para Emesp, Guri e Conservatório de Tatuí reforça torniquete financeiro do governo Por Nelson Rubens Kunze (3/11/2017)
Para onde nos levará a onda de censura no país? Por João Marcos Coelho (31/10/2017)
Os quartetos de cordas e a reavaliação da obra de Villa-Lobos Por Camila Frésca (30/10/2017)
O Brahms profundo e espontâneo de Nelson Freire Por Irineu Franco Perpetuo (25/10/2017)
Primeiras impressões sobre a temporada da Osesp Por João Marcos Coelho (29/9/2017)
“Tosca” tem montagem competente no Rio de Janeiro Por Nelson Rubens Kunze (28/9/2017)
Refinamento e inventividade em “Brazilian Landscapes” Por Camila Frésca (28/9/2017)
Um “Nabucco” problemático no Theatro Municipal de São Paulo Por João Luiz Sampaio (26/9/2017)
Na estreia com a Osesp, Leonardo Hilsdorf encanta a Sala São Paulo Por Irineu Franco Perpetuo (22/9/2017)
Festival de Ópera do Theatro da Paz faz bom “Don Giovanni” Por Nelson Rubens Kunze (19/9/2017)
Penderecki e Szymanowski: uma noite musical maior Por Jorge Coli (18/9/2017)
Novo fôlego para a ópera no RS Por Everton Cardoso (8/9/2017)
Wagner de boa qualidade, mas sem lirismo e vigor dramático Por Jorge Coli (4/9/2017)
Finalmente Dudamel “suja” mãos e batuta com a “política” Por João Marcos Coelho (24/8/2017)
Dobradinha “Pulcinella & Arlecchino” tem boa realização no Theatro São Pedro Por Nelson Rubens Kunze (23/8/2017)
O bel canto colorido e expressivo de Javier Camarena Por Irineu Franco Perpetuo (10/8/2017)
Osesp faz belo concerto com programa raro Por Jorge Coli (9/8/2017)
Terceira edição do Festival Vermelhos consolida projeto cultural em Ilhabela Por Camila Frésca (8/8/2017)
Em busca da música Por João Marcos Coelho (28/7/2017)
 
Ver todos os textos anteriores
 
<< voltar

 


< Mês Anterior Dezembro 2017 Próximo Mês >
D S T Q Q S S
27 28 29 30 31 1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31 1 2 3 4 5 6
 

 
São Paulo:

16/12/2017 - Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Coro Acadêmico da Osesp e Coro da Osesp

Rio de Janeiro:
17/12/2017 - Orquestra Johann Sebastian Rio

Outras Cidades:
21/12/2017 - Vitória, ES - Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo
 




Clássicos Editorial Ltda. © 2017 - Todos os direitos reservados.

Rua João Álvares Soares, 1404
CEP 04609-003 – São Paulo, SP
Tel. (11) 3539-0045 – Fax (11) 3539-0046