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Excelência barroca (12/11/2014)
Por Nelson Rubens Kunze

Pode parecer arriscado montar um programa unicamente com obras de Vivaldi (muito repetitivo, dirão alguns), mas quem já se deteve na obra do padre ruivo italiano sabe de sua incrível produção, que vai da ópera à música sacra, com paralelos, em seu tempo, provavelmente apenas em Bach e Händel. E foram apenas obras de Vivaldi que compuseram o programa do concerto do Ensemble Artaserse com o contratenor francês Philippe Jaroussky, ontem (dia 11), na Sala São Paulo: na primeira parte o lindíssimo Stabat Mater RV 621 e o moteto Longe mala, umbrae terrores RV629, antecedidos dos concertos RC 120 e RV 123, respectivamente. E na segunda parte, árias de óperas separadas pelo Concerto para dois violinos RV 522. 


Philippe Jaroussky veio ao Brasil em promoção da Cultura Artística [foto: Simon Fowler/divulgação]

O Ensemble Artaserse é sensacional! Composto por cerca de 15 músicos – cordas, teorba e cravo – o grupo exibe grande virtuosismo instrumental, refinamento tímbrico, equilíbrio entre os naipes e, como se não bastasse, um musicalidade rara. Uma cuidada interpretação historicamente informada – com atenção especial a dinâmicas e articulações – e um extraordinário senso de conjunto resultaram em uma leitura emocionante. Depois da abertura instrumental do Concerto em dó menor RV 120 era difícil imaginar que seria possível exceder aquela performance artística irretocável.

Mas Philippe Jaroussky é um fenômeno à parte. Seu carisma e natural musicalidade atingem o âmago da música, deixando seu raro registro de contratenor em segundo plano, como mero meio de comunicação. Tecnicamente, o cantor é brilhante. Além de uma perfeita emissão vocal e absoluto domínio na sustentação de notas longas, com parcimoniosos vibratos, Jaroussky logra coloraturas impressionantes, sem jamais perder a sentido musical e estilístico. Absolutamente integrado ao conjunto Artaserse, do qual também é fundador, o artista ofereceu interpretações de altíssimo gabarito.

Se você gosta de música – e especialmente gosta de música barroca – não perca a repetição do concerto, amanhã (dia 13), quinta-feira, às 21 horas, novamente na Sala São Paulo. Trata-se, sem dúvida, de um dos melhores espetáculos apresentados na cidade nos últimos tempos.

[As apresentações de Philippe Jaroussky podem ser avaliadas no Ouvinte Crítico. Participe!]

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Nelson Rubens Kunze - é diretor-editor da Revista CONCERTO

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