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Conferência MultiOrquestra 2015 – Dia 2 (29/4/2015)
Por João Luiz Sampaio

O segundo dia da Conferência MultiOrquestra 2015 começou com uma discussão sobre o impacto econômico das orquestras. Mark Pemberton, da Associação Britânica de Orquestras, foi direto a ponto: em um contexto como o atual, em que políticos têm questionado o sentido de bancar a arte com verbas públicas, o desafio é tentar medir o valor de um projeto cultural. Este valor se quebra em dois aspectos. O primeiro é o intrínseco, que diz respeito à importância que a arte tem na vida das pessoas. O segundo é o “instrumental”, que se desdobra no valor econômico, no oferecimento de qualidade de vida, no papel social e na função educativa. O foco da ABO tem sido, levando esses pontos em consideração, colocar as orquestras na liderança do debate sobre o valor da arte. Para Pemberton, políticos, mais do que tudo, estão atentos à opinião pública. Por isso foi criada uma campanha chamada Orchestras Everywhere. A mensagem é clara: mostrar que as orquestras estão em todo lugar, seja na TV, no cinema ou nos videogames. Uma campanha publicitária foi criada e deu resultados pontuais: a partir de abril de 2016, as orquestras terão as mesmas isenções tributárias já oferecidas ao cinema, à TV e o teatro, por exemplo. “Em um momento de cortes de verbas, que deve continuar, não é possível dizer se o que estamos fazendo vai resolver todos os problemas”, disse Pemberton. “Mas estamos tentando.”


Mark Pemberton, da Associação Britânica de Orquestras [fotos: João Julio Mello/divulgação]

Em seguida, Luciane Gorgulho, diretora de economia criativa do BNDES, falou sobre a ideia da cultura como foco de desenvolvimento – o que está ligado à própria função do banco, criado nos anos 1950. E defendeu a ideia de que projetos culturais devem buscar a sustentabilidade. E isso significa estar atento a alguns aspectos, que foram elencados a partir do trabalho desenvolvido com a Orquestra Sinfônica Brasileira. “As leis de incentivo não são suficientes, os patrocinadores já trabalham no limite, então é preciso pensar em novas formas, tendo em vista a sustentabilidade”, disse. Isso significa, antes de mais nada, mudar o foco. Para ela, as orquestras devem pensar no médio e longo prazo e investir em equipes que se dediquem a isso – nesse quesito está também a busca por um endowment, um fundo de reserva que permita superar momentos de crise; em seguida, deve-se diversificar ao máximo as fontes de financiamento; e também investir em um gerenciamento moderno e eficiente. Ela também falou da necessidade de uma nova legislação para doações, que hoje são poucas em grande parte por conta da tributação alta e de questões legais.

Mais verbas
Diomar Silveira, diretor da Filarmônica de Minas Gerais, abriu sua apresentação falando da falta de dados e metodologias que permitam um conhecimento sistematizado sobre o impacto econômico de uma orquestra sinfônica. E, depois de falar sobre o modelo de gestão por meio de uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), que prevê a parceria entre a iniciativa privada e o poder público em busca de uma “nova institucionalidade”, apresentou alguns números interessantes. Ele mostrou, por exemplo, que de 2008 para 2015, a presença da verba estatal que era de 96% caiu para 70%. Isso porque aumentou a capacidade de captação junto a empresas, possibilitada pelos resultados conquistados pelo grupo. Mas ele defende que essa redução não pode visar a extinção da verba pública. Uma orquestra, afinal, é um bem público. Para ele, a média ideal é 60% estatal e 40% privado. “A filarmônica gera 130 empregos diretos, além de 38 mil indiretos. E os salários pagos ficam no estado, significam impostos e gastos pessoais que movimentam a economia local”, disse. “O orçamento do estado é R$ 71 bilhões, dos quais apenas R$ 155 milhões vão para cultura, o que significa 0,2% do total. Desse valor, a orquestra recebe R$ 19 milhões. Ou seja, recebemos 12% de 0,2% do orçamento. Não devíamos estar falando em diminuição de verba, mas de aumento.”


Diomar Silveira, diretor da Filarmônica de Minas Gerais, em sua apresentação

Helder Trefzger, maestro da Sinfônica do Espírito Santo, substituiu Manoel Correa do Lago, conselheiro da Osesp, que cancelou sua participação. E abriu sua colocação tratando da necessidade de explicar ao governo que investir em uma orquestra não é um gasto mas, sim, investimento, uma vez que toda a cadeia faz girar a economia. “A atividade da orquestra no centro da cidade levou ao crescimento e revitalização da região, por exemplo”, disse. Em Vitória, o prédio da Assembleia Legislativa está sendo reformado para se tornar uma sala de música de câmara (ao custo de R$ 8 milhões) e a nova sala da orquestra fará parte de um complexo chamado Cais das Artes, prédio projetado por Paulo Mendes da Rocha (R$ 180 milhões). “Mesmo que ainda não seja possível aferir precisamente o impacto de uma orquestra na vida econômica, ele só vai existir se houver de fato um envolvimento com a cidade, o que fazemos com concertos para família, em escolas e outras iniciativas.”

Poder aos músicos
Depois do primeiro painel do dia, Sophie Lewis narrou um pouco da experiência da Sinfonia Cymru, do País de Gales. Trabalhando com jovens músicos, eles começaram a se perguntar: estamos dando a eles as ferramentas necessárias para que desenvolvam suas carreiras? “Talvez, pensamos, se dermos a eles mais poder, coisas diferentes podem acontecer.” Foi assim que nasceu o projeto Curate. “O objetivo era que, ao final de dois anos, o músico esteja mais informado e confiante; tenha maior capacidade de se comunicar; esteja mais consciente sobre o seu público; e pense em maneiras de conquistar plateias mais jovens.” Para tanto, eles passaram a ser responsáveis pela programação da série de música de câmara, assim como de uma das séries sinfônicas. Foi criado também um fundo a ser utilizado em eventos que tenham como foco a busca por novas plateias. “Os músicos são desafiados a pensar em formatos diferentes.” Os músicos também criaram blogs, escrevem notas de programa, recebem o público e preparam filmes que promovem o trabalho realizado pela orquestra.

O quarto painel, intitulado Campos Harmônicos, foi aberto por Albert Schmitt, da Orquestra Filarmônica Alemã de Câmara de Bremen, grupo gerido pelos próprios artistas. “Estamos sempre nos perguntando sobre maneiras de conseguir mais dinheiro. Mas será que é essa a pergunta correta? Ou devíamos perguntar o que estamos de fato fazendo para nos tornar mais atraentes?” Para ele, não há problemas em inovar. “Ter ideias novas é fácil: temos muitas, sempre. Mas temos dificuldade em esquecer as velhas ideias. É importante ter em mente que está na hora de fazer novas perguntas. A qualidade do que fazemos vai ganhar com isso. Beethoven não ficava se perguntando sobre maneiras de ganhar mais financiamento, ele estava preocupado em fazer arte verdadeira. Essa é uma questão a ser colocada: como chegar à essência da arte que realizamos?” Segundo ele, é isso que faz com que o grupo seja capaz de atrair maestros como Paavo Järvi, seu diretor musical.


Em destaque, Albert Schmitt, da Filarmônica de Câmara Alemã de Bremen

Em resposta a uma pergunta sobre se a Alemanha está preparando seus músicos para o futuro, Schmitt colocou um número impressionante: apenas 12% dos alunos que se formam na universidade entram para orquestras na Alemanha (o número de grupos, aliás, caiu de 160 para 130). “Estamos justamente criando uma academia dentro da nossa orquestra. 88% dos músicos que estão saindo das universidades não sabem que cara a carreira deles vai ter. É preciso olhar para a educação de maneira séria, dando importância à questão do empreendedorismo. Os músicos hoje precisam entender mais o mercado. E não é uma questão econômica apenas, é uma questão de iniciativa, de encontrar maneiras para realizar seus próprios sonhos.”.

Marcelo Araújo, secretário de Cultura do Estado de São Paulo, falou em seguida e explicou que o investimento em música no estado está calcado em três focos: formação, difusão e criação. No primeiro ponto, citou o Projeto Guri, ressaltando que o foco, neste caso, está na defesa da ideia da música como instrumento social, ou seja, como elemento de descoberta da arte e da cidadania; em seguida, falou das duas escolas de excelência: o Conservatório de Tatuí e a Emesp. O ponto seguinte da apresentação tratou das orquestras, com referências à Banda Sinfônica, à Jazz Sinfônica, à Orquestra do Theatro São Pedro e, claro, a Osesp. O secretário também defendeu o modelo de gestão por organizações sociais.

Cathy Graham, do British Council, fez um histórico sobre o financiamento às orquestras na Inglaterra, ressaltando que o apoio do poder público surgiu nos anos 1940, por conta da Segunda Guerra. Com o tempo, o Arts Council of Great Britain acabou fragmentado em conselhos na Inglaterra, na Escócia e no País de Gales. Nos anos 1990, ela conta que esse financiamento passou a ser associado à importância de projetos educacionais, que acabaria crescendo e se desenvolvendo nos anos 2000, quando o investimento passou a tomar forma por meio de hubs regionais espalhados pelos países. Sobre o British Council, ela afirmou que não se trata de uma instituição responsável pela criação de políticas públicas mas, sim, capaz de estabelecer parcerias com outros países e experiências. “Orquestras não precisam de nós para fazer turnês. O que nos interessa é o músico curioso, capaz de viajar e estabelecer pontes entre culturas, reavaliando e repensando sua própria atividade”, disse.

Sub 25
Depois do almoço, o palco foi ocupado por jovens músicos para o painel Sub 25, Daqui a 25. A moderadora Katherine Zeserson abriu a mesa falando de um paradoxo ou “tensão profunda” da atividade musical: “Por que fazemos música? É para criar um produto? Estamos defendendo uma ideia de civilização? Queremos estabelecer uma forma de comunicação, para conhecer melhor o outro? O problema é que a resposta é sim e não para todas as perguntas. É preciso achar um equilíbrio entre a preocupação com o mercado e o poder comunicativo da música”, disse. “Vivemos uma crise no treinamento de nossos jovens. Ainda criamos músicos segundo o modelo do século XIX, como parte da engrenagem de um mercado. Como formar músicos capazes de liderar e criar no cenário do século XXI?”, continuou.

Matheus Bellini, da Orquestra de Rua, disse que ter estudado violoncelo segundo uma metodologia mais aberta fez com que ele tenha um interesse mais amplo no que diz respeito ao repertório. “Não precisamos ter uma carreira convencional e sinto que a garotada de hoje está muito afim de experiências novas e diferentes. Mas há uma pressão do mercado que é muito forte. Queremos fazer diferente, o mercado é que devia nos acompanhar.”


Matheus Bellini, da Orquestra de Rua, e a compositora Bianca Maretti, da Unesp, na mesa Sub 25, Daqui a 25

Annie Sheen, gerente de educação musical do Southbank Centre, afirmou que “precisamos de uma revolução”. E fez um exercício, falando do que espera para o meio musical em 25 anos. “Em 2040, espero que não usemos mais a insegurança financeira como desculpa para não mudar e inovar; espero que a música clássica viva na contracorrente; que seja líder na luta contra injustiças raciais, sociais e de gênero; que paremos de falar de acústica e comecemos a discutir o que é realmente a qualidade do som; que repensemos o conceito de sala de concertos e passemos a usar mais os espaços públicos; que as pessoas possam tossir, aplaudir durante um concerto, ouvir Bruckner tomando cerveja; que todos os músicos sejam valorizados; que encontremos novas maneiras de conversar com a plateia; que entendamos quais a nossas responsabilidades individuais. Precisamos mudar nossas atitudes.”


O pianista Cristian Budu, e Annie Sheen, gerente de educação musical do Southbank Centre, no debate

Um dos mais destacados instrumentistas da nova geração, vencedor do Concurso Clara Haskil, o pianista brasileiro Cristian Budu foi o terceiro a conversar com a plateia. “O contato real com a música está nas ideias que ela apresenta, o mais rico é se concentrar não na aparência do ritual do concerto mas, sim, naquilo que a música nos sugere. Se as ideias não estão vivas, não faz sentido tocar. Eu cresci entendendo a música como parte da minha vida. E, aos 22 anos, me dei conta de que não poderia viver sem ela. Este foi o ponto fundamental para mim. E entendi que na arte não pode haver o certo e o errado mas, sim, o verdadeiro ou não. Por isso sinto falta também de mais espaço para a música de câmara. Fazer a música de câmara é uma mentalidade, ela sugere a comunicação. Isso me salvou”, disse. Ele falou também do GroupMuse, projeto no qual músicos são convidados a tocar nas casas de pessoas.

Bianca Maretti, aluna de composição e regência da Unesp, afirmou, por sua vez, que o mundo clássico carrega uma “estrutura fixa” que leva a uma tendência muito alienante, com foco na técnica e sem que o artista se pergunte o que significa fazer arte em um mundo como nosso. Ao mesmo tempo, porém, o debate sobre este universo, para ela, também é bastante quadrado. “Na Unesp, por conta disso, tentamos criar um curso sobre a profissão de músicos. O estudante ainda tem uma ideia muito romântica sobre ser descoberto, sobre tocar em uma grande orquestra. Mas isso nem sempre acontece. Quais as opções? Quais os caminhos que temos?”

No debate após as apresentações, Annie Sheen contou um pouco sobre uma pesquisa que realizou com 40 músicos do Southbank Cenrtre, todos entre 11 e 25 anos. Uma das perguntas que ela fez foi: você sabe quem é o seu público? “Ninguém sabia dizer e, mais do que isso, ninguém entendia por que era preciso saber isso, qual a importância”, contou. Já Budu falou sobre a importância de compreender a arte como algo orgânico: “a técnica é importante, mas precisamos saber para que vamos usá-la, para que ela serve”. Sheen e Maretti também ressaltaram a ideia de que a música tem a ver com ideias. E, da plateia, veio um comentário bastante incisivo. “Não são os gerentes, diretores de orquestra que resistem às mudanças. São os músicos, os sindicatos.” Daí a importância de preparar os músicos para compreender seus novos desafios. “Precisamos assumir que, como está, não está funcionando”, colocou Sheen.

Concertos demais, público de menos
O sexto painel foi aberto por Sophie Lewis, da Sinfonia Cymru. O tema era Música e Identidade. E ele falou um pouco do contexto local que sua orquestra precisou levar em conta. Havia três problemas: entre a ópera da cidade e a orquestra da BBC, o grupo era praticamente invisível; há três salas de orquestra em Cardiff e quatro concertos por semana, para uma população de 300 mil pessoas, ou seja, concertos demais para gente de menos; e a cultura do país está dividida entre dois interesses, o esporte e a música (canto coral e grupos de metais). Como uma orquestra pode reagir a essa realidade? “Não temos dinheiro para contratar grandes maestros e solistas, e o público de Cardiff provavelmente não saberia dizer quem são. Precisamos nos adaptar e mudar. E nos unir a uma cena de artes plásticas interessante, que crescia muito e ocupava novos espaços na cidade, permitiu o contato com uma intelectualidade urbana mais aberta e um público mais jovem.”


Sophie Lewis, da Sinfonia Cymru, do País de Gales, durante sua fala na Conferência MultiOrquestra

Samuel Araújo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, discutiu a relação da orquestra com a sociedade por meio da compreensão de um grupo musical tanto como um modelo de organização social do mundo contemporâneo em que há grande diversidade humana e, assim, grandes conflitos, quanto como símbolo do capitalismo de base industrial, ou ainda como expressão de um poder de elite. Nesse amplo panorama, ele mostra como, a certa altura, surgem questões como marcas, patrocínio, enfoque empresarial e público alvo, linguagem que passa a fazer parte do universo musical. Araújo encerra com duas perguntas: orquestras vão se reinventar ou reproduzir esses modelos? E como elas vão se relacionar com as classes menos favorecidas, com respeito ou exercendo um papel de dominação cultural?

Da Escócia, onde trabalha com o Live Music Now Scotland, Carol Main citou o violinista Yehudi Menuhin, que disse certa vez que a música “conforta, cura e traz prazer”. Segundo ela, o Live Music Now trabalha com essas ideias em duas frentes: levando música para pessoas que não tem acesso a ela (em locais como creches, prisões, asilos etc.) e ajudando a orientar jovens a montar as suas carreiras. “A relação com a música se transforam quando você precisa descobrir maneiras de trabalhar com pessoas com deficiência, ou bebês, ou idosos vítimas de demência.”

Sentidos
Antonio Ribeiro, diretor da Escola Municipal de Música de São Paulo, propôs conexões entre o repertório e o mundo moderno. E o fez a partir de seis tópicos/propostas: 1) a educação musical deve ser o foco principal, ampliando as bases da alfabetização musical; 2) incorporação da tecnologia e de novos formatos que despertem outros sentidos além da audição, aprofundando a percepção e compreensão; 3) intensificar o diálogo entre as artes e incorporá-lo às apresentações; 4) buscar novos espaços de apresentação e pesquisar o repertório adequado a esses espaços; 5) apresentar as obras tradicionais com contextualizações adequadas que também façam vínculos com o mundo contemporâneo; 6) fomentar a composição de obras para grupos de formação, com objetivo didático claro para os estudantes músicos e para o público. Por fim, ele citou Schönberg: “O que é permanente é a transformação. A tradição não existe e o tempo vence a imobilidade.”

Na sequência, profissionais brasileiros que foram para a Inglaterra conhecer instituições culturais deram depoimento sobre a viagem. Para Walter Gentil, gestor de produção da Santa Marcelina Cultura, chamou atenção à transparência de instituições como a Filarmônica de Londres perante não apenas o poder público e a sociedade mas também internamente, com especial foco na descentralização da gestão. Para Lucia Sartorelli, fundadora da Orquestra do Estado de Mato Grosso, impressionou, em Birmingham, a programação com antecedência e o modo como a coleta de dados permite o planejamento. O produtor Daniel Valeriano ressaltou o modo como o governo tem incentivado as orquestras a buscar novas maneiras de financiamento, “como um pai que vai colocando o filho para for a de casa, para que ele aprenda se virar”. E fez uma ponte com o Brasil. “É preciso pensar em alternativas à Lei Rouanet. Se a lei acaba, não temos alternativa. Precisamos encontrar outras maneiras de captar recursos que não dependam da lei.” Anahi Ravagnani, gerente educacional da Orquestra Sinfônica Brasileira, afirmou que há também no Brasil ações efetivas, com engajamento da plateia. O que muda é o modo como elas são entendidas e, em especial, o engajamento dos músicos nos projetos educacionais, o que muda a relação deles com as pessoas e a percepção que a sociedade tem da orquestra. Essa percepção foi corroborada por Eneida Monaco, coordenadora de planejamento artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, que destacou também o material utilizado em projetos de educação musical infantil.

Em seguida, Diomar Silveira (Filarmônica de Minas Gerais), Paulo Zuben (Santa Marcelina Cultura), Ricardo Castro (Neojiba) e Pablo Castellar (OSB) apresentaram a representantes de orquestras brasileiras uma proposta de estatuto para a criação da ABRO, Associação Brasileira de Orquestras, que terá como objetivo representar a direção das orquestras, estabelecer parcerias e lutar por interesses em comum. Para encerrar o dia, a Filarmônica de Minas Gerais ofereceu uma interessante leitura da Sinfonia nº 5 de Shostakovich e do Uirapuru, de Villa-Lobos, sob regência do maestro Marcos Arakaki.


[Leia também]
Conferência MultiOrquestra 2015 – Dia 1, por João Luiz Sampaio
Conferência MultiOrquestra 2015 – Dia 3, Por João Luiz Sampaio
MultiOrquestra: discutindo o futuro das orquestras e de nossa vida musical (2014), de Camila Frésca

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João Luiz Sampaio - é editor executivo da Revista CONCERTO e colaborador do jornal O Estado de S. Paulo

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