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O precioso Guarnieri de Karin Fernandes com a Osusp (29/7/2015)
Por Irineu Franco Perpetuo

Karin Fernandes é uma daquelas artistas de atividade tão febril que a gente nem consegue saber direito o que ela anda fazendo. Solista, concertista, camerista: em qualquer uma das atividades a que se dedica, Karin mostra uma curiosidade incansável e um apetite pantagruélico, saindo da zona de conforto do repertório estabelecido e empreendendo incessantes buscas de mundos sonoros desconhecidos e inexplorados.

Na edição de agosto da Revista CONCERTO, Camila Frésca faz uma iluminadora entrevista de duas páginas com a pianista, narrando sua trajetória rica e multifacetada (disponível aqui para assinantes). Nossa agenda traz ainda as datas dos cinco recitais que, ao longo do mês, marcam o lançamento do disco Cria, em que ela toca obras de compositores contemporâneos brasileiros, de diferentes faixas etárias e escolhas estéticas igualmente díspares: Nó para piano e eletrônica, de Sergio Kafejian; Andma Sharat al-Hayah tanmow fi al-Shahra Yahl, de Tatiana Catanzaro; Sonata de Arrigo Barnabé; Sonata de desintoxicação, de Felipe Lara; e Peça para piano II, de Leonardo Martinelli. Ela mostra esse repertório em 12/08, no Auditório da Emesp (São Paulo); 17/08, no Teatro da Fasm (São Paulo); 18/08, no Instituto de Artes da Unicamp (Campinas); 20/08, no Auditório da Faculdade de Direito da USP de Ribeirão Preto e 22/08, na Escola Municipal de Música de São Paulo.


Karin Fernandes, pianista e uma das artistas mais ativas do país [foto: Dani Gurgel/divulgação]

No texto de Camila, fico sabendo que esse é nada menos do que o décimo-primeiro disco de Karin. Já comentei aqui no site um álbum anterior em que, em parceria com o violinista Emmanuele Baldini, o spalla da Osesp, ela visita a música de Leopoldo Miguez e Glauco Velásquez. Mas, como ela não para, gostaria de comentar ainda um terceiro CD recentemente lançado.

Trata-se do disco dedicado a obras para piano e orquestra de Camargo Guarnieri (1907-1993). Como os seis concertos do compositor já saíram recentemente em dois discos do selo Naxos, em que Max Barros é acompanhado pela Filarmônica de Varsóvia, regida por Thomas Conlin, Karin se concentra em outras peças concertantes: o robusto Choro, a sofisticada Seresta e a singela Homenagem a Fructuoso Vianna.

Camaleônica, a pianista parece conseguir falar sem esforço o idioma musical das obras que se propõe a tocar. Assim como em outros discos enfrenta com destemor as técnicas expandidas do repertório mais audacioso, e se delicia com as sedutoras linhas melódicas do Romantismo tardio, aqui Karin se mostra também completamente à vontade com o caráter “nacional” da música de Guarnieri, com uma execução especialmente saborosa.

Para esse repertório, não poderia haver orquestra mais adequada do que a Sinfônica da USP, da qual Guarnieri foi regente e diretor artístico, e que, sob as batutas de Ricardo Bologna e Wagner Polistchuk, interpreta a música do compositor com desenvoltura e intimidade. A intenção pode nem ter sido esta, mas o disco também serve para celebrar o 40º aniversário da Osusp. Sacudindo uma injustificável preguiça, em abril voltei a ouvir a orquestra depois de muito tempo, na Sala São Paulo, regida por Roberto Tibiriçá, e fiquei bem impressionado com sua maturidade e equilíbrio. Ao vivo, como em CD, vale a pena prestigiar essa sólida instituição da vida musical da cidade.

[Em breve, Cria, o novo CD de Karin Fernandes, estará disponível na Loja CLÁSSICOS]


[Veja também]
CDs de Karin Fernandes disponíveis na Loja CLÁSSICOS

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Irineu Franco Perpetuo - é jornalista, colaborador do jornal Folha de S. Paulo e correspondente no Brasil da revista Ópera Actual (Barcelona).

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