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Maestro “goiano” faz bom concerto com a Osesp (10/11/2015)
Por Nelson Rubens Kunze

Eu já tinha ouvido comentários positivos (de músicos inclusive!) quanto à atuação de Neil Thomson dirigindo a Osesp. No sábado, dia 7, assisti na Sala São Paulo ao segundo programa do qual o maestro foi incumbido, de última hora, em substituição ao regente francês Louis Langrée, que cancelara sua vinda ao Brasil por motivos de saúde. E o concerto, de fato, foi muito bom!

Neil Thomson não é goiano, ele é britânico! A brincadeira do título, ouvida na Sala São Paulo, deve-se ao fato de Thomson ser – além de professor de regência em importantes academias europeias – diretor artístico e regente titular da Orquestra Filarmônica de Goiás. (Tenho acompanhado o progresso da Filarmônica goiana e a carreira de Thomson no Brasil – leia aqui e aqui.) Em seus concertos com a Osesp, o fato do maestro substituto manter o programa na íntegra, apesar de composto em grande parte por obras pouco executadas, já é indício de sua competência.


O maestro britânico Neil Thomson à frente da Osesp na Sala São Paulo [foto: Natalia Kikuchi/divulgação]

E foi a bela e famosa Vocalise de Rachmaninov, em sua versão orquestral, que abriu o programa do último sábado. Uma interpretação concentrada e de bonita sonoridade serviu de bom aquecimento para a Sinfonia nº 4, O poema do êxtase, de Alexander Scriabin (1872-1915) que se seguiu. E aqui foi excelente o desempenho da Osesp, que, com dinâmicas pronunciadas, metais afiados e alta carga dramática, proporcionou um belo espetáculo. Neil Thomson tem gestos largos e claros, e estabeleceu boa interação com os músicos.

A apresentação seguiu em alto nível, com o pianista ucraniano Alexander Gavrylyuk solando o Concerto nº 2 de Tchaikovsky (sim, Tchaikovsky não escreveu apenas aquele Concerto nº 1!). Com o vigor e a energia próprios da escola russa – e grande musicalidade –, Gavrylyuk e Osesp ofereceram uma inspirada interpretação. Destaque para o segundo movimento, com ótimas intervenções solistas do spalla Emmanuele Baldini e do primeiro violoncelista Ilia Laporev.

Tudo teria terminado muito bem, se Gavrylyuk tivesse escolhido qualquer outra peça para seu bis que não fosse a Marcha nupcial em “versão para pianista virtuose”. Não precisava. (Mas, pensando bem, talvez combine com um programa que começa com Rachamaninov e termina com Tchaikovsky...)

Embarcando de volta para Paris, no aeroporto de Guarulhos, Neil Thomson postou em sua página no Facebook: “Uma quinzena muito feliz fazendo música com a Osesp. Dois maravilhosos solistas, tanto como músicos quanto como pessoas. Agora, alguns dias em casa e aí de volta para o Brasil, para Bartók e Bruckner com a minha amada Filarmônica de Goiás”.

Goiano ou britânico, é uma delícia ler um depoimento desses. Sem dúvida, Neil Thomson foi uma ótima substituição para um excelente concerto.

[P.S.: Neste ano a Osesp tem enfrentado grande onda de cancelamentos: John Adams, Matthias Goerne, Alondra de la Parra, André de Ridder, Louis Langrée. Agora, a Osesp acaba de anunciar o cancelamento da participação do pianista Arnaldo Cohen, por motivos de saúde. Cohen será substituído pelas pianistas norte-americanas Christina e Michelle Naughton, tanto no recital solo (dia 22) como nos concertos com a Osesp (dias 26, 27 e 28 de novembro).]

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Nelson Rubens Kunze - é diretor-editor da Revista CONCERTO

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