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Cultura, educação e a cidade civilizada (13/12/2015)
Por Nelson Rubens Kunze

Nem a chuva que desabou sobre Belo Horizonte na tarde da última quinta-feira, dia 10, inibiu os mineiros de assistir, na Sala Minas Gerais, ao penúltimo concerto da temporada 2015 da Filarmônica de Minas Gerais – também, o programa prometia: uma primeira audição mundial de André Mehmari, Shostakovich com Antonio Meneses, e Mahler, tudo sob a direção do regente titular Fabio Mechetti. E o público que lotou a sala não se arrependeu.

O concerto iniciou-se com o Divertimento, de André Mehmari, obra encomendada pela Filarmônica de Minas Gerais. Em breves palavras antes da apresentação, o jovial e simpático compositor de 38 anos contou que a peça é formada de seções inspiradas nas diversas influências que permearam (e permeiam) sua trajetória, da música antiga à canção brasileira, do universo clássico ao popular. A obra, em movimento único, tem cerca de 18 minutos de duração e reflete toda a competência técnica do artesanato composicional de Mehmari – não restam dúvidas quanto ao brilhantismo deste jovem artista, seguramente um dos principais músicos surgidos no Brasil nos últimos 20 anos.

A escrita sinfônica de Mehmari é inventiva e bem acabada, e os resultados sonoros são sempre muito bons. Com complexas passagens rítmicas, mas sempre fluente, o Divertimento não é de execução fácil, e representou um desafio mesmo para a excelente Filarmônica de Minas Gerais. (Abre parêntesis: claro que uma peça intitulada Divertimento não se propõe à criação de um grande “monumento” musical. Contudo, para o descomunal talento de Mehmari caberia uma obra de estrutura formal mais ambiciosa, que pudesse ir além de episódios musicais justapostos...)


Compositor André Mehmari recebe aplausos do público na Sala Minas Gerais [fotos: Rafael Motta/divulgação]

Seguiu-se o Concerto nº 1 para violoncelo de Shostakovitch, no qual Meneses reafirmou-se como o solista de exceção que é. Sua musicalidade e técnica prodigiosas também contagiaram a Filarmônica de Minas Gerais, que, em perfeita interação com o solista, exibiu um resultado musical de alto nível. (Novo parêntesis: a gravação que Meneses realizou desta obra fará parte do CD que assinantes da Revista CONCERTO receberão a partir de abril de 2016, dentro da coleção “Música de CONCERTO”. Trata-se do álbum que traz a apresentação realizada em setembro passado pela Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, sob direção de Cláudio Cruz, que também comemorou os 20 anos da Revista CONCERTO.)


Acompanhado por Fabio Mechetti e a Filarmônica de Minas Gerais, Antonio Meneses sola no Concerto nº 1 de Shotakovich,

A apresentação da Filarmônica de Minas Gerais terminou com uma excelente interpretação da Sinfonia nº 1, Titã, de Gustav Mahler. Naipes bem equilibrados, bonito som nas cordas, solos virtuosos e uma leitura orgânica, concentrada e sensível do maestro Fabio Mechetti fizeram dessa execução, de grande carga dramática, o ápice da noite. Concorreu ao sucesso da sinfonia de Mahler a espetacular Sala Minas Gerais, que reafirmou seu grande potencial acústico e irradiador de cultura. (E o último parêntesis: considerando que vivemos no país do futebol [vivemos?], o que os mineiros lograram com a Sala Minas Gerais é, senão meio milagroso, ao menos surpreendente. Nos anos que antecederam a Copa do Mundo e que viram a construção de grandes estádios de futebol [agora chamados de “arenas”], o estado de Minas Gerais planejou, construiu e entregou este moderno teatro sinfônico voltado à cultura e à educação de sua gente. Mesmo que o custo da Sala Minas Gerais não tenha alcançado nem 10% do custo de qualquer daquelas igualmente magníficas “arenas”, a vontade e a determinação do estado de Minas Gerais para a implantação e agora manutenção desse projeto cultural são de fato notáveis. Essa criteriosa iniciativa e seus impactos sociais deveriam servir de modelo para o resto do Brasil: cidades civilizadas exigem cultura e educação, assim como saúde, segurança, transporte, habitação...)

Clássicos Editorial Ltda. © 2015 - Todos os direitos reservados.
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Nelson Rubens Kunze - é diretor-editor da Revista CONCERTO

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