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Em clima de festa, Theatro Municipal de São Paulo abre ano com bom concerto (22/2/2017)
Por Nelson Rubens Kunze

Com casa lotada e em clima de festa, o Theatro Municipal de São Paulo abriu a sua temporada de 2017 no sábado passado, dia 18 de fevereiro. A Orquestra Sinfônica Municipal, o Coral Lírico (sob nova direção de Mário Zaccaro), o Coral Paulistano (direção de Naomi Munakata) e os solistas Gabriella Pace (soprano), Luisa Francesconi (mezzo soprano) e Fernando Portari (tenor), todos sob regência do novo titular maestro Roberto Minczuk, apresentaram Villa-Lobos (Magnificat Alleluia) e a Sinfonia nº 2, Lobgesang, de Mendelssohn.

O evento se iniciou com uma breve fala do secretário de Cultura, André Sturm, que também acumula o cargo de diretor geral da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, e do novo diretor artístico Cleber Papa. Sturm agradeceu aos corpos estáveis e à nova direção, e disse que o teatro vai oferecer para a cidade uma programação rica, com concertos sinfônicos, óperas (“com toda a sofisticação que o gênero merece”) e outras manifestações artísticas. Já Papa fez uma brincadeira dizendo que “São Paulo tem cons(c)erto”, aludindo ao escândalo do esquema fraudulento da gestão anterior.

Após a apresentação do Hino Nacional teve início o concerto propriamente dito, e o concerto foi um sucesso. Magnificat Alleluia é uma obra breve, de 8 minutos, para mezzo soprano, coro e orquestra sinfônica. Foi escrita em 1958, um ano antes da morte do compositor, como encomenda do Papa Pio XII. A obra é de construção musical ambiciosa e alterna os solos com o coro até um apoteótico final.

Mas foi com a grande Sinfonia nº 2, Lobgesang, de Mendelssohn, que o concerto alcançou seu ponto culminante. Roberto Minczuk conduziu a obra de cor (aliás, também regeu o Villa-Lobos de cor), em interpretação emocionante, com perfeita compreensão do discurso musical e com absoluto domínio da imensa massa vocal e instrumental. Orquestra e coros voltaram a demonstrar o bom desempenho dos últimos anos.

Contribuiu para sucesso da noite a performance dos ótimos solistas Gabriella Pace, Luisa Francesconi e Fernando Portari, três de nossos mais importantes e reconhecidos cantores. Destaque especial para Francesconi, que já havia solado na obra de Villa-Lobos. Além do lindo timbre, a artista exibiu técnica cuidada e consciência de estilo.

Concerto de abertura da temporada 2017 do Theatro Municipal de São Paulo [divulgação]

A noite também marcou o lançamento da programação artística do primeiro semestre do Theatro Municipal, primeira temporada elaborada sob a direção artística de Cleber Papa. Séries como “Domingo no Municipal”, “Meu primeiro Municipal” e “Concertos informais” indicam um desejo legítimo de aproximar a casa da comunidade, em conformidade com o lema geral que inspira a programação: “o Municipal na cidade, a cidade no Municipal”. A temporada deste primeiro semestre tem duas óperas em concerto (Fidelio de Beethoven e A danação de Fausto de Berlioz), programas interessantes (a integral das Bachianas Brasileiras, a Paixão segundo São João de Bach ou a apresentação da versão completa do Peer Gynt de Grieg) e a participação expressiva de artistas brasileiros. Para o segundo semestre, a direção promete a volta das óperas encenadas.

Após o escândalo que se abateu sobre o Municipal no ano passado, a temporada anunciada, com o pé no chão, tem o mérito de fazer a grande engrenagem do teatro voltar a funcionar. O concerto de abertura foi um sucesso e demonstrou que a nova gestão Papa/Minczuk goza da confiança e do apoio do público.

Observação: Hoje (quarta-feira, dia 22/02), ao meio-dia, o concerto de abertura da temporada do Theatro Municipal de São Paulo será transmitido na rádio Cultura FM 103,3.

[Clique aqui para mais detalhes sobre a Temporada 2017 do Theatro Municipal de São Paulo.]





Nelson Rubens Kunze - é diretor-editor da Revista CONCERTO

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