InteligênciaPontoCom

por Nelson Rubens Kunze 10/07/2015

Semana passada, participei do evento InteligênciaPontoCom, uma série de debates sobre as diversas áreas da cultura promovido pelo Sesi São Paulo. Para trocar ideias sobre a música erudita, seus caminhos no Brasil e o que se tem feito para sua popularização, o Sesi convidou ainda o maestro Julio Medaglia e o violonista Fabio Zanon. Durante quase duas horas conversamos, em um bate-papo informal, sobre os grandes desafios da música clássica em nosso país nos dias atuais (para quem se interessar, o encontro está registrado na íntegra e pode ser assistido no Youtube aqui.) https://www.youtube.com/watch?v=TyP-ydVvn2U



Para mim, o que mais chamou a atenção, foi como os assuntos sempre novamente chegavam a questão educacional, tanto no sentido mais amplo – em termos da importância da música clássica no contexto da educação da criança e do jovem – como também dentro da própria formação de nossos músicos. Em relação ao primeiro ponto, é sintomático que nós três, Júlio Medaglia, Fábio Zanon e eu, não estávamos informados ao certo de como anda a implementação da lei federal que restituiu a obrigatoriedade do ensino musical nas escolas brasileiras. Sintomático pois, de fato, por conta do déficit de professores especializados, parece que ainda temos um longo percurso pela frente para fazer essa obrigatoriedade se tornar realidade.



No geral, contudo – e apesar de enormes carências ainda a serem vencidas –, parece que há um consenso de que grandes avanços foram feitos