Cia. Brasileira de Ópera finaliza temporada no Rio de Janeiro

por Redação CONCERTO 24/11/2010

Após passar por 14 cidades, dentre elas Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Manaus, Brasília, Recife e São Paulo, a Cia. Brasileira de Ópera, dirigida pelo maestro John Neschling, chega a seu último destino nesta temporada inaugural. De 24 a 28 de novembro a Companhia apresenta seu Barbeiro de Sevilha para o público carioca, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

 

Nas apresentações, a regência será do maestro Neschling, que contará com os solistas Homero Velho, Leonardo Neiva e Sebastião Teixeira (Fígaro); André Vidal e Federico Lepre (Conde); Anna Pennisi e Luisa Francesconi (Rosina); Pepes do Valle e Saulo Javan (Bartolo); Gianluca Breda e Carlos Eduardo Marcos (Basílio); Luisa Kurtz (Berta) e Guilherme Rosa (Fiorello e chefe de polícia).

Serão récitas da ópera completa, para o público adulto, e também as interessantes apresentações para o público infantil, em versão resumida e com a participação de um dos personagens, que interage com as crianças.

Na apresentação infantil acompanhada pelo Site CONCERTO o barítono Sebastião Teixeira demonstrou desenvoltura ao narrar as aventuras e desventuras de Fígaro, Bartolo, Almaviva, Rosina e Basílio. Com o recurso de interação dos personagens com a grande tela - e a excelente animação feita pelo cartunista americano Joshua Held -, o teatro lotado de crianças fez silêncio para ouvir as árias e as histórias e, ao final, a ovação demostrou total aprovação deste público pouco acostumado com a ópera.

Ao final desta primeira jornada de Neschling e do diretor executivo José Roberto Walker, por um caminho em que se ouviu ‘ruídos’ vindos dos bastidores da montagem, uma coisa é certa: a Cia. Brasileira de Ópera cumpriu com o papel a que se propôs, o de mostrar (inclusive a muitos céticos) que a ópera é sim acessível ao grande público e aos diferentes públicos.

Resta torcer para que, após uma década que reposicionou a música clássica dentro do próprio Brasil, que a ópera tenha agora a sua ‘década’, de valorização e qualificação, para que possamos ouvir ópera de real qualidade em todo o país, como alguns de nós e nossos antepassados tiveram o prazer de acompanhar nas célebres temporadas do Municipal do Rio e do atualmente letárgico Municipal de São Paulo.