Melhor do mundo, Orquestra do Concertgebouw toca no Brasil com Mariss Jansons

por Redação CONCERTO 21/06/2013

Desde 2008, a Orquestra Real do Concertgebouw de Amsterdã carrega um epíteto difícil de ser superado por outro grupo: o de melhor orquestra sinfônica do mundo. O título foi conferido após uma eleição promovida pela revista inglesa Gramophone com diversos críticos musicais. Fundada em 1888, a orquestra – que ganhou da rainha Beatrix o título de “real” em seu centenário – comemora este ano seu 125º aniversário, com uma turnê que passa por seis continentes (só a América Central ficou de fora da celebração).

 

O feito, inédito para uma orquestra, é realizado no primeiro semestre, e tem na América do Sul sua reta final. Em São Paulo, em eventos promovidos pela Sociedade Cultura Artística, a Concertgebouw se apresenta três vezes: uma no próximo domingo (dia 23 às 11h), ao ar livre no Parque Ibirapuera - com transmissão ao vivo pela Rádio e pela TV Cultura -, e duas na Sala São Paulo (dias 24 e 25 às 21h). No Rio de Janeiro o grupo toca dia 26 às 20h30 no Teatro Municipal, em evento promovido pela Dell’Arte.

 

Cada um dos concertos tem repertórios distintos. No Parque Ibirapuera a orquestra toca uma seleção de peças de George Eunescu, Prokofiev, Bizet, Stravinsky e Villa-Lobos (destaque para a suíte O pássaro de fogo e O trenzinho do caipira, dos dois últimos respectivamente).

 

Na Sala São Paulo e no Rio, a Concertgebouw terá a participação do pianista russo Denis Matsuev, que interpreta as Variações sobre um tema de Paganini, de Rachmaninov.

Nascido numa pequena cidade da Sibéria, Matsuev mostrou aptidão para a música muito cedo, com três anos, quando já tentava tocar piano por conta própria. Em 1998, aos 23, ganhou o primeiro prêmio na Competição Internacional Tchaikovsky, que o colocou na cena mundial e o levou a se apresentar com grandes orquestras, como as filarmônicas de Berlim e Nova York. Nas apresentações brasileiras .

 

Os repertórios se completam desta forma: no dia 24, com a abertura de A megera domada, do holandês Johan Wagenaar, e a Sinfonia nº 5 de Tchaikovsky; no dia 25, com a Sinfonia nº 1 de Mahler; e na 

apresentação carioca com a abertura de A megera domada e a Sinfonia nº 5 de Tchaikovsky.


 

Todas as apresentações serão comandadas pelo regente principal do grupo, o letão Mariss Jansons, um dos mais reputados maestros da atualidade. Filho do também regente Arvīds Jansons, Mariss realizou boa parte de sua educação em Leningrado (atual São Petersburgo), mas também estudou em Viena e Salzburg, onde foi aluno de Karajan, que por duas vezes o convidou para ser seu assistente na Filarmônica de Berlim – convites que foram vetados pelo governo da União Soviética. Jansons é apenas o sexto regente principal na história da Orquestra Real do Concertgebouw, que teve, antes de ele, Willem Kes, Willem Mengelberg, Eduard van Beinum, Bernard Haitink e Riccardo Chailly.

 

Durante a viagem de vinda para o Brasil, a Orquestra do Concertgebouw fez uma apresentação surpresa para os passageiros do voo da KLM, dentro de um Boeing 777-300. 

 

[Assista ao vídeo da Orquestra do Concertgebouw tocando no voo para o Brasil - disponível após término do voo]


 

[Veja detalhes das apresentações no Roteiro Musical]

[Leia mais sobre a vinda da Orquestra do Concertgebouw ao Brasil na edição de julho da Revista CONCERTO]

 


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