Ópera de Händel, "Acis e Galatea", é destaque do Núcleo de Música Antiga da Emesp

por Redação CONCERTO 05/11/2010

Nos dias 6 e 7 de novembro, a ópera barroca Acis e Galatea, de Händel, um espetáculo que reúne alegorias, mitologia e contextualização histórica, será apresentado pelo Núcleo de Música Antiga da Tom Jobim – Escola de Música do Estado de São Paulo. O projeto da ópera barroca aglutina todas as atividades desenvolvidas durante o ano pelo Núcleo, que existe desde 2007 e foi inteligentemente mantido e estimulado pela atual gestão da escola.

 

A equipe de professores realiza um trabalho que leva em conta aspectos históricos, sociais, filosóficos, artísticos e humanos. “A apresentação de uma obra dramática e musical de quase 300 anos de idade se mostraria inconsistente e até mesmo injustificável nos dias de hoje sem tal contextualização”, afirma Luis Otavio Santos, professor e coordenador do Núcleo, além de regente e diretor musical da ópera.

Acis e Galatea estreou em 1718 e é uma das obras dramáticas mais bem-sucedidas de Händel. Mozart fez um arranjo da obra em 1788, e o próprio compositor adaptou-a em diversas versões ao longo dos anos, inclusive com textos e árias em italiano. Sua temática pastoril, mas que também carrega uma força dramática característica das situações mitológicas, trata dos perigos do amor, o ciúme, o ridículo e a redenção por meio da imortalidade.

A direção cênica desta montagem é de João Malatian, e os solistas são Ludmila Carvalho (soprano), Rodrigo Morales (tenor), André Angenendt (barítono) e Pedro Vaccari (tenor). O conjunto de músicos instrumentistas é formado por professores da Emesp e convidados.

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