Theatro São Pedro anuncia temporada com quatro óperas

por Redação CONCERTO 19/02/2018

A Santa Marcelina Cultura anunciou a temporada 2018 do Theatro São Pedro, apostando em repertórios alternativos e fundamentais para a compreensão da importância da ópera como gênero. Serão quatro títulos.

O primeiro, em maio, é O matrimônio secreto, de Domenico Cimarosa, compositor que, no final do século XVIII, ajudou a fazer a ponte entre a ópera do classicismo e o repertório romântico. A direção cênica será de Caetano Vilela e a regência e direção musical, de Valentina Peleggi, regente titular do Coro da Osesp e responsável por trabalhos acadêmicos que têm a ópera e o canto como tema.

No final de junho, estreia uma nova produção da Alcina, de Händel, que terá direção musical de Luis Otávio Santos e a soprano Marília Vargas no papel-título. A direção cênica é de William Pereira.

A terceira produção do ano, em agosto, traz de volta ao São Pedro o maestro norte-americano Ira Levin, que no ano passado foi responsável pela direção musical de Arlecchino & Pulcinella e desta vez assume a concepção musical de Kátia Kabanová, ópera de tons biográficos de Leos Janácek. A direção cênica é de André Heller-Lopes, que em 2017 esteve à frente, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, de elogiada produção da mais conhecida obra do compositor checo, Jenufa. No elenco, cantores como a soprano Gabriella Pacce e o tenor Eric Herrero.

O quarto e último título da temporada, em novembro, será de outro autor do século XX responsável por repensar o gênero à luz de novas linguagens: Sonho de uma noite de verão, de Benjamin Britten, inspirada em Shakespeare. A regência é de Cláudio Cruz e a direção cênica, de Jorge Takla.

Além da temporada profissional, o Theatro São Pedro terá ainda dois espetáculos em formato pocket e um concerto de gala, todos com cantores da Academia de Ópera do Theatro São Pedro e Orquestra Jovem do Theatro São Pedro, com regentes convidados. Os títulos ainda não foram anunciados.

A agenda sinfônica terá seis programas, dois dos quais acontecem já em março. Nos dias 3 e 4, Neil Thomson rege obras de Weber, Prokofiev e Bizet com o tenor Paulo Mandarino e a mezzo soprano Luciana Bueno; e, nos dias 24 e 25, Cláudio Cruz comanda o grupo em obras de Carlos Gomes, com o tenor Fernando Portari, o barítono Lício Bruno e a soprano Eliane Coelho. Coelho, uma das mais importantes cantoras brasileiras de todos os tempos, estará presente também em outros momentos do ano. Em setembro, por exemplo, ela se junta ao maestro Roberto Tibiriçá para um programa dedicado a obras de Verdi e Wagner, duas das especialidades da soprano.

Em julho, será a vez de Ligia Amadio comandar um programa que terá como destaque os Rückertlieder, de Mahler, com a mezzo soprano Ana Lucia Benedetti. Em outubro, Ricardo Bologna foca suas apresentações no repertório dos séculos XX e XXI. E, em outubro, Ricardo Kanji, que em 2017 liderou um interessante programa Vivaldi no teatro, volta a comandar a orquestra, com solos do violoncelista Antonio Meneses e obras de C.P.E. Bach.