Retrospectiva 2016 – João Guilherme Ripper (depoimento de dezembro de 2016)

por Redação CONCERTO 31/01/2017

Terminamos 2016, um ano de grandes contrastes. O Theatro Municipal não ficou imune à grave crise econômica do governo do Estado do Rio de Janeiro e pequenos ajustes na programação tornaram-se inevitáveis. Mas levamos oito óperas ao palco, contra uma média que oscilava entre três e quatro títulos nos últimos 25 anos. Destaco Dom Quixote, de Jules Massenet, em coprodução com o Theatro São Pedro, Orfeu e Euridice, de Gluck, e Lo Schiavo, de Carlos Gomes. As óperas de câmara ficaram a cargo da Academia de Ópera Bidu Sayão, que apresentou Dido e Eneas, de Purcell, Serse, de Händel, e Savitri, de Gustav Holst, além de recitais líricos. O Ballet do Municipal estreou Trilogia amazônica, com coreografias encomendadas para partituras de Villa-Lobos. O balé Sheherazade compôs um inédito programa com a ópera Mozart e Salieri, ambos de Rimsky Korsakov. Além deles, foram apresentados O lago dos cisnesApoteose da dança O quebra-nozes. Apesar das demandas administrativas, a atividade de compositor permaneceu intensa em 2016, quando completei 30 anos de carreira. Destaco Jogos sinfônicos, que abriu a temporada da Orquestra Sinfônica Brasileira; o Concertino para viola e orquestra de cordas, apresentado pela Orchestre D’Auvergne; a ópera Onheama produzida no Festival Terras Sem Sombra, em Portugal; e a cantata cênica Natividade, no Teatro Amazonas. O próximo ano guarda as estreias de Improviso para violino e orquestra, encomenda da Funarte, Duplum, para dois violoncelos e orquestra, dedicada ao Duo Santoro, e da ópera Piedade em versão de câmara, que integra a temporada do Teatro Colón.”

João Guilherme Ripper, compositor e presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro